24/08/2015

Presidente do Itaú Unibanco, Roberto Setubal, sai em defesa da presidente Dilma Rousseff

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O engenheiro e mestre em Ciências da Engenharia pela Universidade de Stanford, Roberto Setubal, 60 anos, é presidente do Itaú Unibanco, a maior instituição bancária privada do Brasil e do comitê consultivo da Febraban, além de copresidente do Fórum Econômico Mundial 2015.

Voz influente no empresariado brasileiro, Setubal poderia fazer o coro anti-Dilma pelo tratamento que sua família recebeu do PT na campanha de 2014, por sua irmã, Maria Alice Setubal, ter apoiado Marina Silva (PSB), mas declara-se contra o impeachment, por não enxergar “até agora”, nenhuma ligação direta da presidente com a corrupção na Petrobras.

Setubal faz coro com o editorial do último 17.08, do New York Times, que, apesar de reconhecer a gravidade da crise, também reconhece que, nos casos de corrupção, a presidente zela pela consolidação democrática ao "permitir investigações totais sobre o tema."

Sobre a propaladas “pedaladas fiscais”, outro tema usado para acossar a presidente porta afora, Setubal opina que a irregularidade não é "motivo para tirar a presidente".

A entrevista que Setubal concedeu à Folha de S. Paulo, opinando que tirar a presidente do poder agora, "criaria uma instabilidade ruim para nossa democracia", vem logo depois de entidades do setor econômico fazerem manifestações públicas “pela estabilidade do país” e da visita do vice-presidente da Globo, João Roberto Marinho, a vários líderes nacionais, pedindo “moderação”, o que evidencia um movimento de reação do Planalto pelo andar de cima.

Alguém com juízo deve ter sido ouvido no Planalto, advertindo que todos os movimentos de massa do mundo foram maquinados e levados a termo por fomento da burguesia, inclusive as duas grandes revoluções da Idade Contemporânea, a Francesa, que inaugurou o ciclo histórico atual, em 1789, e a russa, em 1917. As duas foram movimentos burgueses, operados para retirar monarquias absolutistas do poder, que usaram o povo faminto como mera massa de manobra. 

Portanto, sem a intendência da burguesia, a massa não derruba os arcos do Palácio do Planalto. Ou alguém aí acha que Danton, Marat e Robespierre, Lenin e Trotski, eram camponeses e Temer, Renan, Eduardo Cunha, Aécio Neves e FHC, são operários?

Para ler a entrevista de Roberto Setubal, clique aqui.

14 comentários:

  1. É só olhar os rendimentos desse banco no governo petista. Estará explicado o porque dele não querer o impedimento. Por favor deputado, aí já é brincar com nossa inteligência. O impedimento está sendo pedido não pela impopularidade, mas pela corrupção desse governo.

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    1. Não cabe impeachment por corrupção no governo. Corrupção no governo deve ser apurada pela Justiça, como está sendo, e condenados os que forem provados culpados.
      O impeachment só é cabível quando há provas de que o presidente da República teve participação direta no crime e até agora nenhuma prova disso há.

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    2. Mas todos sabemos que Collor sofreu impedimento não só porque foi julgado culpado, mas porque a população saiu às ruas para pedir sua cassação. Como acontece atualmente. Já é notório que Dilma e Lula sabiam dos esquemas na Petrobrás. Volto a dizer, queremos Dilma fora não por causa da impopularidade, mas por acreditar em seu envolvimento com a corrupção implantada pelo PT. Seria muita inocência achar que os mesmo não tem alguma responsabilidade em tais atos. Deputado, você acha que ir pra rua pedir o impedimento de um presidente, por mais fraco que possa ser o argumento é golpe?

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    3. Embora houvesse pressão popular para derrubar Collor, ele só caiu porque perdeu o apoio da burguesia, principalmente da Globo, que foi quem o criou e ele achou que poderia fazer carreira solo, e por conseguinte ficou sem sustentação no Congresso cuja maioria é bancada pela grande burguesia nacional. E eu nada tenho contra a burguesia, apenas narro os fatos.
      Todavia, o processo de impeachment de Collor só se iniciou quando houve materialidade factual para tal, que foi o famoso caso “Fiat Elba”, que ligou, incontestavelmente, a corrupção à pessoa do presidente. Daí pra frente, como ele não tinha sustentação política, deu no que deu.
      Ir ás ruas pedir afastamento de presidentes, ou qualquer coisa, não pode ser considerado golpe, porque isso é liberdade de expressão garantida pela Constituição. Golpe seria arrancar a presidente por impeachment, sem os elementos materiais que o autorizem, apenas pela perda de sustentação política dela.
      No momento em que as investigações comprovarem uma atitude criminosa praticada diretamente pela presidente, o processo de impeachment não só pode, como deve ser aberto. Por enquanto, todavia, isso não há, portanto, falar em impeachment é incabível.

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  2. o sapateiro está indo além do sapato.
    este senhor deveria melhorar seu banco, e deixar o povo brasielrio escolher os destinos do pais.
    já promoveu palestras do suiço felix zulauf, que só defenestrava o pais, este senhor está a toda hora usando seu poder para tentar influir nos destinos do pais, a meu ver em todas as vezes ele prejudica o pais, como está acontecendo agora, esse grupo que comanda o pais deve ser afastado o quanto antes.

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  3. Perfeito, ninguém quer desrespeitar a Constituição. Tudo deve ser feito dentro da Lei. Esse senhor faz parte da classe econômica que mais se beneficiou na gestão PT (sem preconceitos) e é irmão da amiga da Marina Silva que foi tão massacrada pelos PeTistas. A verdade é que todos estão preocupados com a condição econômica do Brasil, querem ver as coisas se acalmar, pois a turbulência causa prejuízos. Vide a Rede Globo preocupada com a diminuição da Receita se abraçou com o Governo.

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    1. E mais, tem muita empresa enrolada em dívidas com os bancos.

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  4. Francisco Marcio24/08/2015 13:11

    Registre-se, o Sr. Luiz Carlos Trabuco foi entrevistado pela "Folha" e também fez coro com o sossega leão que a "burguesia" externa...

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  5. Penso que mais uma vez o texto é pertinente com a situação que vivemos. Não interessa a quem manda aqueles que são e serão até onde a vista alcança.." os donos do mundo" piorar o estado de coisas que aí está..então é melhor com ela do que a encrenca para substituí-la e por quem? Não há consenso quanto a esta questão..daí...nada mudará no planalto central do brasil..com minúscula mesmo.

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  6. a constituição não é maior do que a vontade popular, não pode se sobrepor a vontade popular.
    já há testemunhos de que houve doação ilegal para a campanha.
    o estelionato eleitoral é notorio.

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    1. Você está absolutamente enganado. Em um estado democrático de direito nada está acima da Constituição e para mudá-la ela mesma estabelece as regras. A vontade popular só é soberana, excepcionalmente, nas revoluções, quando cai todo o arcabouço jurídico do país e eleita uma Assembleia Nacional Constituinte para erguer outro.
      Se você pretende fazer uma revolução, comece. De repente você consegue, pois todas elas começaram com uma ideia. Enquanto isso, vale a atual Constituição.

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    2. não gosto do nome, mas vc pode considerar uma revolução um caso em que o povo parte para as vias de fato contra o ou a presidente. Quando os representantes estão contra a vontade popular, passam a ser ilegitimos,isso vale para o congresso também, na minha opinião.
      aqueles que acreditaram no que ela falou e então sofreram o estelionato eleitoral tem mais direito a partir para as vias de fato se ela não atender seus pedidos de renuncia. O estelionato eleitoral pode ser admitido pelas leis e pela constituição, mas não é admitido pela moral, ao menos pela moral da maioria.

      a moral se sobrepõe as leis, assim pensam muitas pessoas de bem, assim pensavam muitas pessoas durante o regime hitleriano, elas escondiam em suas casas pessoas que corriam risco de serem mortas por um estado abusado (com amparo legal). Quando a lei ou a constiuição são absurdas e afrontam a moral, como era o caso no regime hitleriano, as pessoas de bem não...

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    3. Sim, partir para as vias de fato é uma revolução. Só assim cai tudo para tudo raiar. Como eu lhe sugeri, tente começar uma. Se for começar, trate de conseguir o apoio dos banqueiro, nem que depois dela instalada, você mande cortar a cabeça deles (eu amolaria a guilhotina). Aliás, foi assim na Revolução Francesa: Danton e Marat foram degolados pela Revolução que eles ajudaram a fazer.
      Mas, repito, enquanto a revolução não se instalar, o que vale é o arcabouço jurídico que aí está, que inclusive está sendo usado pelo juiz Moro para colocar a burguesia na cadeia.

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  7. A julgar pelos comentários, mita gente faltou às aulas de história. Só faltou dizer, Parsifal, que o regime hitlerista começou com o apoio maciço das "pessoas de bem"

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