19/08/2015

Pra inglês ver

Enquanto parte das escolas estaduais do Pará não conseguem cumprir o quadro curricular e amargam aulas em prédios cujas condições estão abaixo do corte entre a precariedade e a indigência, a Secretaria de Educação do Estado contrata, por R$ 180 milhões, a empresa BR7 Editoria e Ensino Ltda. para ministrar aulas de inglês em carretas.

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Não quero aqui tratar da legalidade e oportunidade do ato, pois essas facilidades com o erário, apesar de tudo que vemos, ainda são um temerário procedimento padrão. Podem crer que o lucro da empresa, a cada nota faturada e liquidada, aproxima-se dos 50%.

O que assevero é o aproveitamento pedagógico da empreitada que gira próximo do zero e qualquer estagiário na área educacional é capaz de ratificar isso, o que nos permite concluir que quem contrata tal temeridade adora ver dinheiro ser atirado no ventilador.

O pior é que os alunos não juntarão um real sequer do que o vento das palhetas jogar de volta ao chão, pois há indivíduos mais céleres para pegar as notas enquanto elas ainda estiverem dançando no ar.

That´s a shame my friend Helenilson. Take it easy. Don’t wash you past away.

5 comentários:

  1. Parsifal;

    Não sem razão todas as escolas de idiomas - principalmente inglês e espanhol, procuram oferecer aos alunos um ambiente confortável, descontraído, com muitas atividades culturais agregadas e propício a relacionamentos pessoais. Qualquer pedagogo sabe exatamente o porquê disso tudo: o emocional influencia no aprendizado.

    Numa demonstração de ignorância e anacronismo (para não dizer coisa pior), o Helenilson vem por abaixo todas estas referências, para adotar no estado do Pará o 'método baú', onde o tédio e a desconfiança são as ferramentas de desatenção a serem utilizadas neste faz-de-conta-que-aprende. Como tenho dito sempre neste blog, o governo Jatene é bom de elite e cruel com os pobres.

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  2. Francisco Màrcio20/08/2015 07:50

    My friend, do not worry, your time will come...

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    1. Eu sempre me incomodo com quebra de limites, pois quem perde o limite perde a razão.

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  3. e ainda se pinta de bom moço...melhor nem entrar pra política!

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  4. É um absurdo ver tantas cifras jogadas ao ventilador...por que o culto secretario de Educação não usa essa mesma cifra pra melhoras as condições de muitas escola abandonadas pelo estado e também continuar a construção de tantas outras que estão perdidas no matagal do canteiro da obras iniciada....é lastimável essa situação, e o ministério publico estadual ronca a sonos profundos....

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