30/06/2015

O jantar, a Blair House e Boris Yeltsen

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Bruschetta de berinjela e salada caprese foi a entrada; cordeiro grelhado com ervas, cuscuz de couve-flor e salada de espinafre foi o prato principal; bolo de banana e coco com sorvete de café foi a sobremesa.

Salvo o cordeiro grelhado, não me fez inveja o cardápio oferecido pelos EUA à presidente Dilma e comitiva, ontem (29), britanicamente às 18h, no Blue Room da Casa Branca.

Da comitiva brasileira, estavam à mesa o ministro da Defesa, Jaques Wagner, das Relações Exteriores, Mauro Vieira, da Fazenda Joaquim Levy, do Meio Ambiente, Izabella Teixeira, do Planejamento, Nelson Barbosa e da Agricultura, Katia Abreu.

O presidente dos EUA têm um staff de apenas 15 secretários de Estado, cargos que equivalem aos ministros brasileiros, que aliás são:

1. Secretário de Agricultura;
2. Secretário da Defesa;
3. Secretário de Energia;
4. Secretário da Segurança Interna;
5. Secretário do Interior;
6. Secretário do Trabalho;
7. Secretário de Transportes;
8. Secretário dos Ex-combatentes (Veteranos de Guerra);
9. Secretário de Comércio;
10. Secretário de Educação;
11. Secretário de Saúde e Assistencia Social;
12. Secretário de Desenvolvimento Urbano;
13. Secretário de Justiça;
14. Secretário do Tesouro;
15. Secretário de Estado, o mais poderoso dos secretários.

Além desses 15 auxiliares, o presidente da maior economia e potência bélica do mundo, nomeia, após a aprovação do Senado, apenas mais 10 chefes de órgãos federativos:

1. Diretor da Inteligência Nacional (DNI), um conglomerado de 17 agências de inteligência que proveem os órgãos federativos de informações internas e externas, para tomadas de decisões;
2. Diretor da Agência Central de Inteligência (CIA), que faz e acontece no campo interno e externo na defesa dos interesses nacionais;
3. Administrador da Agência de Proteção ao Meio Ambiente (EPA);
4. Diretor do Departamento de Execução Orçamentária (OBM), que tem que seguir religiosamente o que está no Orçamento do Estado da União, sem essa conversa de remanejamento ou contingenciamento;
5. Conselheiro Senior da Casa Branca;
6. Chefe de Gabinete da Casa Branca;
7. Conselheiro de Segurança Nacional, que vem a ser o chefe da famosa Agência de Segurança Nacional (NSA), que grampeou os telefones dos chefes de Estado do mundo inteiro e fez outras estripulias reveladas por Edward Snowden;
8. Embaixador dos EUA na ONU;
9. Administrador da Agência Federal de Gerenciamento de Emergências (FEMA), uma espécie de escritório de gerenciamento de crises domésticas durante ocorrências catastróficas, como terremotos, incêndios de grandes proporções e similares;
10. Secretário de Imprensa da Casa Branca, que não tem as prerrogativas dos demais secretários, mas a eles se equivale para efeitos formais.

Do staff norte-americano, participaram do jantar oferecido à presidente Dilma, a secretária de Comércio, Penny Pritzker, o secretário de Energia Ernst Moniz e vice-secretário de Estado Tony Blinken.

É a primeira visita de Estado, que na hierarquia protocolar das chancelarias é aquela na qual os EUA convida o visitante, que a presidente Dilma faz aos EUA.

Quando os EUA recebem um chefe de Estado em visita de Estado, a hospedagem é por conta do Tesouro e o visitante é hospedado na Blair House, o prestigiado anexo da Casa Branca usado para esse fim.

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Na Blair House, apenas quatro presidentes brasileiros foram hospedados: Emílio Garrastazu Médici, que presidiu o Brasil no auge da ditadura, FHC, Lula e agora Dilma.

Foi na Blair House que Harry Truman, que governou os EUA de 1945 a 1953, em uma temporada domiciliar enquanto a Casa Branca era reformada, sofreu um atentado que quase lhe tirava a vida.

Um dos episódios mais pitorescos das muitas histórias da Blair House, é aquele em que os agentes da CIA, responsáveis pela segurança da Casa, em 1995, avistaram um bêbado, trajando apenas cuecas, em frente à Casa, acenando para um táxi. Ao se aproximarem para afastar o ébrio, descobriram que se tratava do hóspede do dia, ninguém menos que o presidente da Federação Russa, Boris Yeltsen.

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2 comentários:

  1. Enquanto por aqui, a presidente tem 38 ministérios só pra servir de cabide de emprego para candidato derrotado

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  2. Francisco Marcio30/06/2015 20:23

    Como diz um amigo ( eu sou amigo dele ) meu: você acha mesmo que o seu sentir falta fazer-ia alguma diferença?
    rsrsrs

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