Pular para o conteúdo principal

WhatsApp?!

Screen 006

Viraliza nas redes, desde terça-feira (24), a revelação de uma decisão do juiz do Piauí, Luis Moura Correia, expedida em 11 de fevereiro de 2015, determinando a suspensão, em todo o Brasil, do acesso ao aplicativo WhatsApp que tem 48 milhões de usuários no país.

Divulgou o Núcleo de Inteligência da Secretaria de Segurança Pública do Piauí que o mandado de suspensão foi expedido pelo juiz porque o WhatsApp se negou a dar informações para uma investigação policial em andamento na Delegacia de Proteção a Criança e ao Adolescente (DPCA).

Segundo a DPCA, as empresas de telefonia foram notificadas, mas fizeram ouvidos de mercador à decisão e imediatamente impetraram mandado de segurança ao Tribunal de Justiça do Piauí.

O episódio demonstra o despreparo da magistratura para tratar adequadamente a cibernética na vida do cidadão, carecendo de senso de razoabilidade as decisões que lavra.

A desproporcionalidade da decisão está no alcance dela, pois caso a determinação fosse cumprida, não somente o WhatsApp seria penalizado: 40 milhões de brasileiros, usuários do serviço, seriam alcançados negativamente.

A decisão foi tão absurda que a sua análise de correspondência soaria como determinar que a fábrica da Ford no Brasil suspendesse a produção de veículos e todos os possuidores de um carro da marca não mais pudessem circular.

Foi a falta de razoabilidade da decisão que fez o desembargador Raimundo Nonato Alencar, do Tribunal de Justiça do Piauí, conceder, ontem (26), liminar no mandado de segurança impetrado pela Claro, Oi, Tim e Vivo, cassando a decisão do juiz.

A decisão razoável seria determinar ao WhatsApp a entrega das informações requeridas e caso isso não ocorresse, em um determinado prazo, aplicar multa diária à empresa, correspondente a sua capacidade financeira.

Como ensinou , a filosofa espanhola María Zambrano Alarcón, "todo extremismo acaba destruindo o que afirma".

Comentários

  1. talvez querendo plagiar o magistrado do rio que com uma tacada arrematou,dois carroes do eike batista,este nobre juiz ta querendo o whatsapp so pra ele,quem sabe.

    ResponderExcluir
  2. Parsifal faz esta conta pra mim,um órgão público do Estado tem uns 100 funcionários temporários com salários que variam em torno de R$1.000,00, ou seja um total de R$100.000,00, e alguém cobra 40% de cada um dos 100, Arrecada portanto R$40.000,00 por mês, e R$480.000,00 por ano, verdade?
    Só que o partido ficou 7 anos no órgão, quanto é o total?
    E o nosso governador quer que órgão funcione.
    Pobre Jatene! É assim que se governa?

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Comentários em CAIXA ALTA são convertidos para minúsculas. Há um filtro que glosa termos indevidos, substituindo-os por asteriscos.

Postagens mais visitadas deste blog

Campanha para nomeação de Defensores Públicos aprovados em concurso

Os aprovados no concurso da Defensoria Pública do Pará, em 2009, labutam pela nomeação e, às vésperas da expiração do prazo do concurso, 23.07.2011, iniciam uma campanha para não terem as suas expectativas frustradas. No concurso de 2009 foram aprovados 148 candidatos, dos quais 56 foram nomeados e 92 aguardam nomeação. Por emenda da deputada Simone Morgado, o Orçamento do Estado, para 2011, prevê dotação para a contratação de 45 Defensores Públicos. A Defensoria Pública do Pará está recebendo, desde janeiro deste ano, os repasses financeiros já acrescido o valor da emenda citada, mas, até o momento não notificou os aprovados para nomeação, assim como não dá explicação alguma da não providência. Dos 144 municípios do Pará, 83 não possuem Defensores Públicos. Das 117 comarcas instaladas no Pará, em apenas 65 há Defensores Públicos lotados. O Grupo de Concursados requer a nomeação dos 45 Defensores Públicos para os quais o órgão possui dotação orçamentária e recursos financeiros para c...

Parsifal

Em uma noite de plenilúnio, às margens do Rio Tocantins, o lavrador pegou a lanterna e saiu correndo de casa à busca da parteira. Sua mãe, uma teúda mameluca, ficou vigiando a esposa que se contorcia com as dores do parto. Quando voltou com a parteira, o menino já chorava ao mundo. Não esperou: simplesmente nasceu. A parteira cortou o cordão umbilical e o jogou ao Rio Tocantins. Após os serviços de praxe de pós parto, a mãe de Ismael o chamou ao quarto para ver o filho. O lavrador entrou no quarto. A lamparina o deixou ver a criança ao peito da mãe: nascera Parsifal, pensou ele orgulhoso. O lavrador pegou uma cartucheira calibre vinte, carregou o cartucho ao cano, armou e saiu à porta. O Tocantins espreitava-lhe manteúdo. Apontou a mira da vinte à Lua e disparou: era assim que os caboclos do baixo Tocantins anunciavam a chegada de um homem à família.

Coração fardado

O policial Lawrence DePrimo, 25 anos, é o mais novo herói da sociedade midiática. Mas a fama foi por um objeto nobre. DePrimo fazia a ronda na noite de 13 de novembro, sob o intenso frio da Times Square, em Nova York, quando observou um mendigo descalço sentado na calçada. "O homem estava congelando e era possível ver as bolhas nos seus pés. Eu estava com dois pares de meias e ainda sentia frio", relatou DePrimo ao “The New York Times”. Ele convidou o mendigo a uma loja de calçados, comprou-lhe um par de botas e quando estava, de joelhos, ajudando-o a calça-las, Jennifer Foster, residente no Arizona, que fazia turismo em Nova York, fotografou a cena com o seu celular. Ao chegar no Arizona Foster enviou a foto ao Departamento de Polícia de Nova York, que a postou no Facebook do Departamento . Em um dia a foto alcançou 1,6 milhão de pageviews, arrebatou 275 mil “curtir” e mais de 16 mil comentários. Alguns não acreditaram na eventualidade e optaram por achar que fora t...