15/01/2015

A conta, por favor!

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Desde 2013 o governo labuta para cobrir o rombo do setor elétrico, causado pelo represamento das tarifas. Como não existe almoço grátis as distribuidoras penduraram a despesa, turbinada com a estiagem daquele ano, que obrigou o setor a usar as térmicas, cujo valor unitário é quase o dobro do hidrelétrico.

Calculava-se o rombo em R$ 25 bilhões, mas o governo relutou em socorrer as elétricas, o que só fez em 2014, ano eleitoral, no qual não queria ouvir falar em apagão: o socorro veio em forma de um empréstimo de R$ 17,8 bilhões, o que evitou um curto circuito nas transmissões.

No raiar desse 2015, o setor elétrico já foi chorar no gabinete do ministro das Minas e Energia - que, aliás, embora tenha feito carreira política no Amazonas, é nascido em Belém, o que faz com que o Pará tenha dois ministros no atual governo – dizendo que não pode pagar o empréstimo sem uma generosa enfiada na conta de energia.

A turma que fiat lux é danada, pois além de estar garantido um alongamento no prazo do pagamento (pode até ser a perder de vista) o aumento da conta de energia elétrica, segundo o ministro “será menor que 40%”, o que quer dizer que poderá ser 39,9%. Não vamos calcular isso em 1% para que o setor não reine conosco.

Isso já deve ser aquela sentença do ministro da Fazenda, Joaquim Levy, que pertence à cota do PSDB na Esplanada dos Ministérios, que avisou na posse que o “tesouro não será um manto que contorne o enfretamento do problema”.

É a conta do almoço chegando.

5 comentários:

  1. O que dá pra ri dá pra chora.......... sem comentários, por favor!

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  2. Deputado, o povo fez passeata por um aumento de 20 centavos na tarifa de passagens de onibus e fica calado e não faz nada por este absurdo que é este aumento que será concedido. Minha filha mora na Bélgica e lá não produzem um pingo de petroléo e o litro da gasolina está mais barato que no Brasil assim como a tarifa de energia elétrica. Onde estão o povo e os politicos que não tomam uma posição contra estes absurdos? Nós povo não temos nada a ver com o roubo que é praticado no setor elétrico. Este não é um país sério.

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  3. Ricardo o algoz15/01/2015 18:20

    Anônimo das 11:33 os políticos só tomam posição por blog, como faz o editor deste ou você acha que este bando de parasitas do erário estão preocupados com o bem está da população!

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    1. Realmente Ricardo, a maioria destes póliticos são trambiqueiros, mensaleiros e petrolões e só querem encher seus bolsos de dinheiro. Se o nosso País fosse sério esta gente todinha já estaria na cadeia e seriam todos condenados a morte por estes crimes. Não estou até agora nenhum politico protestando contra este aumento absurdo na tarifa de energia eletrica para tapar o buraco deixado por esta gente que esta comandando o Brasil.

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  4. Parsifal;

    Nesta república o povo faz o papel de 'seguradora' na hora de pagar pelos desastres decorrentes da incompetência e da improbidade dos gestores da coisa pública. Tudo na maior naturalidade, sem manifestações, sem revolta, sem nada.

    Desfalcaram a CELPA até a falência, e não teve problema algum quando chamaram o povo para pagar pelo prejuízo. Agora por causa da falta de políticas públicas e total descaso com o impacto ambiental, o desenvolvimento desordenado do estado de São Paulo provocou esse desastre, e novamente seremos sobretachados para pagar por isso.

    A COSANPA está sucateada, as tubulações quebram todos os dias (as vezes a 10 metros de distância do último remendo), e em breve seremos chamados a pagar os prejuízos acumulados pela farra dos administradores públicos, quando resolverem vendê-la por R$ 1,00 assim como fizeram com a CELPA.

    A gasolina está barata em todas as partes do mundo; nos Estados Unidos está 1 real o litro; mas aqui na 'República dos Corruptos' o prêço vai aumentar, para que o povão pague pela orgia de bilhões de dólares feitas po políticos, diretores e terceirizados da Petrobrás.

    A justiça deveria transformar os apartamentos de luxo e mansões comprados com o dinheiro roubado da Petrobrás em créditos para pagar as termelétricas e tirar das costas do povo este fardo.

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