18/02/2014

A estabilidade está na base e a instabilidade está no comando

A senadora Gleisi Hoffmann, ex-ministra da Casa Civil da Presidência da República, desincumbiu-se bem da empreitada que é chefiar um gabinete civil, onde desembocam as crises e se derramam os amuos da base aliada amorfa e enorme que forma a correlação de forças do governo.

À jornalista Monica Bergamasco, a senadora Hoffmann fez uma rápido balanço da sua passagem pela Casa Civil, e conseguiu sintetizar em uma curta frase todo o drama que é manejar politicamente um governo em um país com mais de 30 partidos sem base programática e ideológica consequente e sem organicidade suficiente para ser maior que os interesses paroquiais dos seus quadros.

ghof

A frase é antológica, principalmente na parte que revela a geografia da governabilidade: “a estabilidade está na base e a instabilidade está no comando”.

É aí que está o nó górdio da gestão pública. Ou o Brasil rompe com esse processo de manejo protolusitano, realiza a reforma administrativa e instala uma burocracia competente e profissional que não esteja à reboque das paixões do comando a cada mudança de humor ou de inquilinos e xerimbabos, ou vamos continuar gastando muito para resultados pífios.

Para ler a entrevista clique aqui.

11 comentários:

  1. Poucas vezes se viu uma abordagem tão pertinente sobre a administração pública. Esse nó de que vc fala, Parsifal, pode ser visto em administrações inchadas, onde meia dúzia trabalha feito mouro para colocar as coisas em andamento, e a esmagadora maioria não tem compromisso com nada. É o Secretário, ou Ministro que têm aspirações políticas e por conta disso não cobra metas e comprometimento, é o motorista que detona os pneus do caminhão na piçarra, quando nãos os vende, é o motor de um equipamento que funde por falta de água, é a licitação que sai quase sempre maquiada para deixar o pedágio nem sempre disfarçado, é o administrador que faz de conta que administra, e o funcionário faz de conta que produz. O problema é saber se foi isso que fez a Gleise sair o Ministério, ou se simplesmente encheu os pacovás com tanta ineficiência. Vc foi Prefeito e deve ter sentido isso na pele.

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    1. A senadora se desincompatibilizou para ser candidata a governadora do Paraná.
      Passei por tudo isso, e mais o que se não pode contar, quando fui prefeito. Todos passam, pois o problema é sistêmico em toda a Federação.
      O Brasil precisa de um verdadeiro estadista, com envergadura nacional, para mudar isso.

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  2. Ei Deputado "caiu a ficha". O Sr. falta com a informação que trata sobre A Frente do PT lança Puty para disputar o Governo. O Sr acha que todo militante ia aceitar esses acordos debaixo de mesa lá em Brasília. O negócio tem que passar no crivo aqui, não sou militante de acordos com figuras conhecidíssimas da política regional, que cresceu nos bastidores da malversação da coisa pública. O nosso voto tem história. Puty já!!

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    1. Você, e quem mais quiser defender posições dentro do PT, tem todo o legítimo direito de defende-las: faça isso. O PMDB não tem, e nunca teve, pretensão alguma (isso é impossível) de interver em questões internas do PT e decidir com quem vai, ou não coligar, é questão exclusiva do PT.
      Mas não leve o tema coligação para a seara da malversação da coisa pública, ou serei obrigado a colocar na mesa as ações as quais o deputado Puty (você é que o citou) responde exatamente por malversação da coisa pública. Ele, inclusive, está como o mandato cassado por isso (sustenta-se no mandato por liminar do TSE).
      Ainda, se o tema malversação da coisa pública é o seu forte, aconselho-o a se desfiliar do PT, pois "figuras conhecidíssimas" do PT estão cumprindo pena por, como você sabe "malversação da coisa pública".
      O PMDB, diferente de você, não faz essas avaliações, e estamos propondo ao PT, sem crivo algum (o deputado Puty é bem-vindo) uma coligação. A decisão dela é do PT.

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  3. Perfeito esse comentário, perfeita essa análise... esse é o Projeto Brasil mudar isto... a protolusitanidade administrativa..

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  4. É, mas convenhamos não dá nem aos pés pra comparar a biografia suja de seu amigo Jader Barbalho com o Claudio Puty. Neste caso, eu quero muito acreditar Deputado Parsifal Pontes, não dá né!

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    1. Não tente comparar biografias de políticos, pois você arriscará, com surpresas, desencantar-se com quem ama e passar a admirar quem você odeia. Ouvi uma vez, de Tom Jobim, uma frase antologicamente magistral: "não queira conhecer os seus ídolos de perto, pois você, com certeza, irá se decepcionar com eles".
      Defenda as duas posições no PT, mas não se enverede por comparações de biografias, pois todos nós, políticos, somos farinha do mesmo saco e os sacos que você pensa que estão meio vazios são, na verdade, aqueles que estão meio cheios, é só uma questão de referencial.

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  5. Ridículo comparar biografias de pessoas desonestas. A diferença entre os dois é que um pode "fazer" mais que o outro.

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  6. É brincadeira ouvir do Dep. Parsifal essa posição "desencantar-se com quem ama e passar a admirar quem você odeia". Talvez seja por isso que Vc. virou de lado e passou a amar copiosamente o seu admirado Jader Barbalho. Numa coisa Vc. tem razão Vcs políticos são farinha do mesmo saco. E, assim Vcs. tentam enganar o Povo tão sofrido do Pará, pois enganar o povo politicamente como os meios de comunicação dos Barbalhos fazem é deplorável em qualquer situação. Lamentável.

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    1. Você é mais um daqueles protonazistas que acha que o povo é idiota e se elege o único sabido da urbe. Não se iluda com o seu roto juízo sobre o "povo", pois ele tem liberdade de escolhas e as faz a quem melhor lhe aprouver. O maniqueísmo de achar que o "povo" que elege quem você simpatiza é politizado e sábio e o "povo" que elege quem você rejeita é burro e manipulado por isso ou aquilo, é algo totalmente desprovido de dialética e só pode ser concluído por total passionalismo tribal.
      Quanto a ser farinha do mesmo saco, concordamos plenamente: eu já afirmei isso aqui várias vezes, portanto, escolha a farinha que mais lhe vai ao apetite, mas não detrate o paladar do vizinho porque ele não tem a mesma degustação sua. É esse o ponto.

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  7. Lendo os comentários acima tenho minha opinião, detalhe, minha opinião. Quando se tratar de bater no adversário o nobre parlamentar é muito bom nisso. Aliás tem artilharia até demais. Quando o ataque vem do outro lado, ai, o Pontes só falta ter um troço. Chama fulano de nazista, beltrano disso, daquilo. Calma, eu, hein? Vossa Excelência tem cumprir mandato na sua integralidade.

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