08/11/2013

O baile da Ilha Fiscal

Em 9 de novembro de 1889, a monarquia ofereceu uma suntuosa recepção aos oficiais do navio chileno "Almirante Cochrane. A história batizou a festa de “Baile da Ilha Fiscal”, porque foi realizada na ilha de mesmo nome, na capital do Império, Rio de Janeiro.

Ilha

A monarquia dançava, comia e bebia, sem imaginar que o seu fim já estava selado: seis dias depois, em 15 de novembro, proclamou-se a República e o Imperador D. Pedro II, que recebeu os convivas na Ilha Fiscal, foi deposto e exilado. A monarquia, totalmente apartada da realidade, polia as suas porcelanas e faianças, enquanto as ruas ebuliam.

> O Pará é a Ilha Fiscal? 

Enquanto alguns secretários de Estado, dirigentes de autarquias e da administação indireta, viajam para o exterior às custas do erário, e outros batem boca com grevistas, na vida real assassinam-se políticos e advogados, bandidos matam soldados, soldados matam bandidos, anuário nacional aponta o Pará como vice-campeão em homicídios em todo o Brasil, a capital alaga com cinco minutos de chuva, professores grevam há mais de 40 dias, servidores do Detran e policiais militares ameaçam fazer greve e gravações colocam juízes do TRE-PA sob suspeita.

> Casso

O cartunista Casso ilustra a violência que grassa no Pará, com a bandeira alvejada por um tiro. A ilustração foi cortada da coluna do jornalista “Guilherme Augusto”, no “Diário do Pará” de hoje (8).

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> João Bosco

O cartunista J. Bosco ilustra o caos que se estabelece em Belém quando chove mais de 5 minutos, com o fino humor do que seria os “Jogos Escolares da Juventude em Belém”. A ilustração foi cortada de “O Liberal”, edição de hoje (8).

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Alguém aí foi convidado para o baile?

5 comentários:

  1. O Jatene está cercado por áulicos que lhe passam uma ficção do que é o Pará. A filha dele, com o Pro-Paz, faz a campanha fazendo assistencialismo e passa os fins de semana no Rio de Janeiro, ele vai pescar, o Orly vai pro restaurante dele, pois todos os tucanos tem restaurantes, o Sérgio Leão já se acha no TCM, e o Pará está entregue as baratas.
    De fato, deputado, esse pessoal está no baile da Ilha Fiscal.

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  2. E a greve dos professores continua....

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  3. Dois artista sensíveis que mostram com delicadeza o sofrimento do paraense. Quando pensávamos que não poderia piorar....piorou.

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  4. Enquanto isso na realidade dura do dia a dia, estatisticamente a RMB é região metropolitana do país com a maior proporção de favelados, ops, desculpem! para seguir no clima da postagem do baile fiscal, pessoas morando aglomerados subnormais (http://www.estadao.com.br/noticias/cidades,regiao-metropolitana-de-belem-tem-maior-proporcao-de-favelas-diz-ibge,1093776,0.htm)

    Este é o resultado de 20 anos de reinado tucano no Pará: indicadores sociais pífios e ainda assim as cabeças coroadas insistem e acreditar que aqui não é o Haiti.


    Reginaldo

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  5. Parsifal

    A classe que mais prospera com a situação atual é a dos advogados. Eles são os principais interlocutores deste comércio. Na verdade se o cargo é do partido, logo a defesa do mandato deveria ser paga pelo partido, como não é, os prejudicados tem que arcar com todas as despesas, que são muito altas, realimentando a máquina da corrupção. Deveria ser investigado a origem dos pagamentos efetuados aos advogados.

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