23/09/2013

Pará tem a segunda maior taxa de mortalidade infantil do Brasil

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Um relatório da UNICEF, publicado na sexta-feira (20), revela que de 1990 até 2012, a taxa de mortalidade infantil no Brasil caiu 77%, um dos maiores índices de queda no mundo, mas o percentual não foi suficiente para colocar o país em boa posição: ocupamos o 120º lugar no ranking da mortalidade infantil entre os 190 países pesquisados.

> No Pará

O relatório traz as taxas de mortalidade infantil (até 5 anos) por estados, e o Pará caiu, de 1990 até 2012, do 17º para o 26º lugar no ranking, o que nos deixa à frente apenas do Amapá nesse quesito.

> Em 1990

Abaixo, tabela de 1 óbito infantil para cada 1000 nascimentos, em 1990, quando o Pará ocupava a 17ª posição, com 53,4 óbitos para cada 1000 nascimentos:

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> Em 2012

Abaixo, tabela de 1 óbito infantil para cada 1000 nascimentos, em 2012, onde o Pará ocupa a 26ª posição, com 24,1 óbitos para cada 1000 nascimentos :

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Os fatos colocam os governos tucanos em dificuldade, pois desde 1990 eles governaram o Pará por quase 16 anos, sendo que oito anos seguidos, e não seguraram o Estado em nenhum índice: caímos em todos.

Em se considerando os percentuais de queda da mortalidade infantil nos Estados, o Pará amarga o 23º lugar, com 54,8%, na frente apenas de Roraima (52,8%), Mato Grosso (51,8%) e Amapá ( 33,9%).

O estado que teve a maior queda percentual foi Alagoas (83,9%), seguido do Ceará (82,3%) e Paraíba (81,0).

É o que eu sempre digo: o nosso modelo de gestão está falido e caduco. Ou se muda o modelo de gestão do Pará ou daqui a 10 anos, quando saírem os próximos índices, estaremos em 28º lugar, dos 27 estados.

18 comentários:

  1. Parsifal, todos estamos esperando suas postagens e comentários sobre a greve dos jornalistas do Diário do Pará e do Grupo RBA ......... Perdestes a loquacidade???

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    1. Fale por você, pois essa estória de "todos" é um diversionismo difuso. Mas se você está esperando isso aconselho-o a desesperar: estou muito ocupado com outras coisas e mesmo que eu tivesse 24 horas no dia de disponibilidade ainda não iria satisfazer a sua espera, pois a minha loquacidade escolho eu onde, quando, como e em que gastar e,pela postagem que você acaba de ler e por outras que virão, eu não a perdi: a manterei até a morte.

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    2. O símbolo do PSDB deveria ser um avestruz e não um tucano, pelo comentário dá para perceber que a verdade dói muito e os DAS ou alguns partidários se irritam mas não conseguem enfrentar a realidade dos números ou dos fatos. Preferem enterrar a cabeça na areia. Procuram logo tentar mudar de assunto. Greves ou não em empresas privadas nada tem a ver com este número horrendo carimbado nas administrações tucanas no decorrer de vários anos. A verdade é que fora alguns tucanos emplumados, que recebem benesses palacianas e alguns necessitados de DAS, a maioria já está altamente decepcionada com a atual administração.

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  2. Parsifal;

    Os índices de violência urbana e mortalidade infaltil no Pará estão fora de controle do estado. Não adianta construir obras de engenharia e virar as costas para a enchente de problemas sociais que está inundando as nossas cidades de delinquentes e crianças vulneráveis, e não há porque se esperar uma recuperação, uma vez que o fluxo se mantém de forma acelerada. O nordeste melhorou, porque exportou os mais despossuídos para cá; atraídos por um modelo de desenvolvimento que nos deixará cada vez mais parecidos com aquelas regiões miseráveis da África.

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  3. Acho que o Modelo Ideal de Gestão é o Modelo adotado por Jader Barbalho quando governou o Estado do Pará em 1982. Esse é o Modelo Ideal. Devemos e necessitamos voltar a ao Modelo de Gestão de Família Barbalho o mais rápido possível, só assim atingiremos indices Positivos emm todos os setores.

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  4. Francisco Márcio23/09/2013 12:16

    Deputado, fico fascinado com a oposição/situação, salvo melhor juízo, li no Liberal a mesma matéria com uma conotação totalmente diferente.
    Pois lá, era mostrado que a mortalidade havia diminuído...
    Agora vem Vossa Excelência ( sem interesse algum) e desconstitui a informação prestada pela sobredita matéria.
    Assim, eu acabo aprendendo a ler e, deve ser horrível aprender a ler.

    Quanto a sua loquacidade, posso contribuir: ela é tanta que Vossa Excelência já disse: não fala mal de "amigos". Ou seja, não adianta esperar.
    Mas uma perguntinha: com Helder Barbalho, esse modelo de gestão muda?

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    1. A postagem não é "sem interesse algum", mas com todo o interesse de demonstrar o outro lado da moeda: que o índice de mortalidade no Pará teve a queda apontada, apesar do percentual declarado.
      A tabela ilustrada em o "O Liberal" é de difícil leitura relativa. O leitor menos atento e com visão espacial limitada (a grande maioria), não consegue cotejar os percentuais e constatar que o nosso percentual de diminuição da taxa não merece ser festejado, pois estados com PIB e orçamentos menores que o nosso, tiveram percentual de diminuição maior, como Alagoas, que conseguiu reduzir a mortalidade infantil em 83,9% e a Paraíba em 81,0%.
      Isso comprova que o Pará, nesse quesito, não cumpre o dever de casa mais elementar, pois programas do governo federal são oferecidos para isso, e isso serve para demonstrar que o modelo de gestão tucana na área, que usa o foquismo de investir 100% dos recursos da saúde em medicina curativa (construção de hospitais para entregar a OSS: um grande negócio), em detrimento de políticas públicas de saúde.
      Aprender a ler jamais é horrível. É, sim, uma benção. A leitura crítica é o patamar mais alto a que pode chegar o cidadão: ela liberta a cidadania. Com leitura crítica, por exemplo, você pode concluir que coisas que parecem totalmente opostas se completam: a reportagem de "O Liberal", não é falsa; a minha postagem é verdadeira. São apenas os dois lados da moeda, mortalidade infantil no Pará. E há outra verdade que da da cara, e da coroa, emerge: nós, os políticos, temos falhado nisso e não podemos nos vangloriar de nenhum dos resultados.
      Não tenho ideia se com Helder Barbalho esse modelo de gestão mudaria. O que eu posso lhe assegurar é que ele, se não quiser ser apenas mais um, deveria tentar mudar.

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    2. Francisco Márcio23/09/2013 16:26

      Na verdade Deputado o que me fascina é: a situação mostra o que lhe interessa, e a oposição, idem. Assim a patuléia "conhece parcialmente esse dois mundos".
      Sugestão: empenhe-se mais no aval do seu "atual amigo" Helder, assim pareceu que Vossa Excelência está temeroso.

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    3. A questão é simples o governador não gosta de políticas públicas, principalmente de saúde. Os prefeitos estão a reclamar verbas que o governo do Estado deveria repassar para os municípios desde de 2011, exatamente para saúde básica. Fato inclusive ratificado pelo Secretário de Saúde do Estado. O governo prefere construção de edifícios faraônicos, onde com certeza deve sobrar algumas "gordurinhas". Quanto ao O Liberal o senhor está certo, ele falou na manchete sobre uma queda de percentual o que também não justifica porque o Pará fica na 23ª colocação, o que é altamente desprezível, ou seja quase fona. Apenas ficaram a matéria e principalmente a manchete de acordo com o gosto do freguês: "o governo"

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    4. Francisco,

      O Helder não é um "atual" amigo. Quando ele brincava por baixo das mesas da antessala do pai no Palácio do Lauro Sodré, eu o já frequentava. Não se trata de empenhar aval, mas de entender que as mudanças de paradigmas que o Pará precisa romper não são fáceis de lidar, mas ele é jovem e os jovens têm a capacidade de ousar.
      Não tenho mais, porém, o direito de fazer promessas ou firmar compromisso, pois hoje sou adepto daquela máxima de que devemos votar em que menos promete, pois assim a nossa decepção será menor, mas asseguro-lhe que se não acreditasse que ele é capaz de enfrentar a represa das mudanças, não estaria empenhado com ele.

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    5. Por falar em firmar compromissos, já está instalada a "a república de Paragominas" no governo do Estado, primeiro Sidney Rosas agora Adnan Demachki.Compromisso ou ajustes de contas da campanha eleitoral. Com certeza não estava na relação oficial de prestação de contas eleitorais.

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    6. Bastidores do PSDB estão na espreita, sobre esta mudança, na Secretaria de Proteção Social. Está formado o"núcleo duro" de Paragominas. Qualquer descuido é fatal.

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    7. Ei, deputado, refaça essas contas quando o senhor diz que freqüentava o palácio com o jader governador o o Hélder, criança, passando por debaixo da mesa. Vou lhe ajudar: em 1989, na campanha do Jader contra o Xerfan para o Governo do Estado, se não me engano, o nobre deputado apoiou ao Xerfan. Não só apoiou como entrou de corpo e alma na campanha, inclusive com depoimentos marcantes contra Jader. E convenhamos, deputado, se nessa época o Hélder ja tinha mais de 12 anos, não seria depois que o Jader assumiu que ele teria idade para passar por debaixo da mesa, nao é mesmo? A não ser que , já naquela época, fosse muito traquino. Há , mas aí o senhor, como sempre, vai dizer que foi durante o primeiro governo do Jader, assumido em 1983. Aí eu tenho que concluir que vossa Excelência foi , saiu e voltou para os braços do Jader mais de uma vez.

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    8. Eu aprendi a fazer contas tão elementares assim quando estava na primeira série primária,logo depois da alfabetização.
      Se você tem alguma coisa contra atar, desatar e reatar relacionamentos, guarde a vendeta para você, pois eu não tenho problema algum com isso. Já fiz isso várias vezes na vida e pretendo continuar fazendo. Dentre os meus milhares de defeitos tenho poucas virtudes, e uma delas é esquecer desavenças minutos depois que elas se bastam. Jamais vou morrer de raiva.

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  5. como foi que o prefeito de Tucuruí ganhou da UNICEF unife o selo de prefeito que cuida das crianças,pois essa mortalidade tem no municipio e muitas criança na rua e no lixão.

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    1. A UNICEF premia gestores que implantam políticas públicas voltadas para a redução da taxa de mortalidade e que visem mitigar as consequências da infância em condições precárias. Muitas vezes esses prêmios são meros protocolos e o prefeito que o assinou não o implanta o que se dispôs a fazer.

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  6. As tabelas do UNICEF servem para a manipulação da informação, conforme o gosto do fregues. Mas uma leitura comparativa demostra que em 1990 o índice de mortalidade do PA era de 53,4 e em 2012 foi de 24,1 para cada 1.000 nascimentos. Alias, o índice caiu no Brasil como todo, ganhando destaque os do sul, por motivos óbvios, entre quais a facilidade de locomoção e a acesso a médicos e hospitais. Ainda bem que sei ler e interpretar as tabelas, senão estava sendo manipulada pelos grupos políticos do PA, do qual você integra um deles.

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    1. Ótimo que você sabe ler tabelas, pois você repete no comentário exatamente o que escrito na postagem, mas isso não quer dizer que você foi manipulado e sim que você entendeu uma péssima realidade: o Pará está na penúltima posição em mortalidade infantil, à frente apenas do Amapá, e em 22 anos, os governantes foram tão péssimos que, em termos percentuais só conseguiram reduzir a mortalidade infantil em 54,8%, ficando, neste item, no 23º lugar, ou seja, estados com menor orçamento e PIB menor que o nosso, foram mais competentes do que nós na redução.
      Números torcem e retorcerem, mas a realidade nua e crua deles nos bate à cara: somos uns boçais, quando à guisa de dizer outra coisa, acabamos repetindo mais do mesmo.

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