26/08/2013

O Fantasma na Ópera

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Nessa quarta-feira (28), a partir da 18h, o movimento Chega! promove mais um ato “em prol de melhores políticas públicas de estado no Pará”.

O título do ato é uma alusão ao romance do francês Gaston Leroux, “Le Fantôme de l'Opéra (O Fantasma da Ópera), publicado em 1910.

O livro foi, várias vezes, adaptado ao cinema, mas a glória assentou-se no teatro, quando Andrew Lloyd Webber montou-a na Broadway, em 1986, permanecendo em cartaz até hoje.

O Fantasma da Ópera é o musical mais visto e lucrativo de todos os tempos: mais de 100 milhões de pessoas o assistiram e a renda acumulada é de US$ 5 bilhões.

> Apenas boatos

Não é verdade que os organizadores do movimento Chega! cavaram galerias em baixo do Theatro da Paz para, na estreia de Il Trovatore, sequestrar o secretário de Cultura, como fez Erik, o fantasma da ópera, com a bailarina Christine Daaé.

Alguém até deu a ideia, como forma de dar visibilidade ao Chega!, mas os organizadores não querem correr o risco do Paulo Chaves lhes tomar o "Laço de Punjab" (um cordão feito de tripas de gato que Erik usava para matar) e enforcar a todos, para acabar com a confusão.

12 comentários:

  1. Parsifal;

    Não sei quantas pessoas nesta terra compreendem realmente o que este grupo de pessoas está fazendo. Pelo que tenho visto, o governo Jatene relegou o apoio a cultura regional a última das prioridades, mas brindou as elites com atrações caríssimas, que refletem provavelmente o gosto pessoal desse senhor Paulo Chaves. Como se vê nestes 15 anos de PSDB no Pará, o dinheiro público passou anos-luz distante de um compromisso sério com a educação e a cultura; contam-se gerações e gerações de paraenses que perderam oportunidades de ter uma vida mais culta e próspera por conta da vilania de Almir Gabriel e Simão Jatene.

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  2. **** a serviço do PT! É por isto que estamos servindo de chacotas por este tipo de gente estar protestando contra um festival de opera. Certamente se fosse festival de funk eles não protestariam. Que falta faz um carro espargidor d'agua para acabar com esta turba de meliantes.

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    1. É verdade. Eu, por exemplo, não protestaria contra um festival de funk, com funkeiros do Pará, pois o estilo é cultura popular. Mas se importassem funkeiros da Itália, eu iria tomar um banho de carro espargidor de água.

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  3. É verdade, protestar contra um festival de opera é coisa de desocupados, de gente que gosta de baderna. So mesmo em nosso Estado é que vemos isto.

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    1. Sabe o porquê apenas em "nosso Estado", você vê protestos contra festivais de óperas? Porque em outros estados em que os gestores da cultura têm responsabilidade com o dinheiro público, o despendem com o fomento e incentivo à cultura popular, como manda a constituição e o orçamento. Nenhum desvia a finalidade dos recursos da cultura para pagar espetáculos com artistas importados, para 900 pessoas assistirem.
      De fato, você tem toda razão: "só mesmo em nosso Estado é que vemos isso".

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  4. Deputado, que tal o Senhor conseguir um tempinho e dar uma volta no Theatro da Paz e assistir alguma opera deste festival. Penso que com isto o Senhor mudaria sua opinião e não estaria dando guarita a estes vandalos que estão tentando empastelar estes grandes espetaculos.

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    1. A minha opinião sobre óperas é que elas são ótimas. Como eu já disse aqui, sempre que posso assisto uma. Il Trovatore eu já assiti, e gostei.
      Mas quando óperas, e qualquer coisa que não seja cultura popular local, que é para onde dever ir o dinheiro público destinado à cultura, estiverem sendo montadas no Theatro da Paz, eu vou lá sim, mas para protestar juntamente com os que você chama de vândalos.
      Tome cuidado com o que escreve, pois no afã de defender você acaba ratificando: você disse certo. Óperas são espetáculo e o dinheiro da cultura não é para pagar espetáculos, salvo se esse espetáculo é feito, gratuitamente, para o povo, e povo quer dizer mil vezes mais que a lotação do Theatro da Paz.

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    2. Quer dizer que a sua birra é com a cobrança destes miseros reais para se ver este festival. Deputado para se curtir um treme terra qualquer pessoa gasta mais dinheiro do que assistir este festival. Deputado a oposição deve distinguir o joio do trigo.

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    3. Cobrança de míseros reais? Ao visto você não tem ideia de quanto o Estado gasta para montar um espetáculo operístico. A cobrança do ingresso não paga o tecido da roupa de um só personagem. A montagem de uma ópera, com cenários e pagamentos de caches aos artistas, não sai por menos de R$ 2 milhões e é inadmissível um gasto desse com dinheiro público com um espetáculo que apresenta uma cultura totalmente desligada da cultura popular local. Em um Estado onde o MP não é obediente ao governo, o titular da Secult já estaria respondendo a uma ação de improbidade administrativa por desvio de finalidade de recursos.
      É uma desfaçatez imensa e uma insensibilidade residual sem medidas o governo do Pará gastar R$ 2 milhões em uma montagem de ópera quando tem gente morrendo por falta de uma cadeira de hemodiálise.
      Governar é eleger prioridades, pois não haverá dinheiro para tudo jamais, e quem elege, em um estado como o Pará, montagem de ópera como prioridade com verba da cultura, e esnoba artistas locais que querem um mínimo de atenção, desculpe-me, é mil vezes mais boçal do que eu, que vou ver óperas em Roma.

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  5. Pegue o dinheiro que vc gasta pra ir a Roma ver óperas e dê para as quadrilhas ou para os festejos de boi, pronto! Povo "elitizado"? Graças a Deus! Há 12 anos participo de festival de ópera e é MARAVILHOSO trabalhar cantando. É muito bom encontrar com pessoas lindas e belas no Theatro da Paz, e não aquele povo de beira... enfim. Esse negócio de protesto em frente ao Theatro não vai chegar a nada, o povo daqui só tá acostumado com esse negócio de treme, quadrilha, búfalo de marajó e que só atrai gente de má índole pra roubar e usar drogas. Quanto ao Festival de Ópera? BRAAAAAAAAAAAVOOOOOOOOOOOO e que venham mais Óperas!

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    1. Eu tenho dinheiro para ir à Roma e ajudar a cultura popular. Fique tranquilo: todos faço as duas coisas.
      O seu preconceito com o “o povo” reflete um velado nazismo. Felizmente, nem você, e nem o governo, podem manda-los para câmaras de gás ao som da Cavalgada das Valquírias.
      As pessoas que gostam desse "negócio de treme, quadrilha, búfalo de Marajó" são 70% da população do Pará. Há ainda 28% que cultiva outros hábitos de cultura popular, portanto, é pura desídia administrativa gastar 70% da dotação da Secult com os outros 2%.
      A seu nazismo qualifica todos os 70% como usuários de drogas e ladrões: teríamos, então, no Pará 4,2 milhões de ladrões e usuários de drogas. A sua conta além de preconceituosa é criminosa, pois calunia 4,2 milhões de pessoas.
      Nada tenho contra óperas e nem de quem delas gosta. Posiciono-me contra contra o desvio de finalidade dos recursos da cultura, que têm a obrigação de serem aplicados em cultura popular e não em cultura clássica.

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