28/08/2013

Médicos cubanos são hostilizados por médicos brasileiros

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Foi lamentável assistir o constrangimento a que cerca de 50 médicos brasileiros impuseram a 79 médicos cubanos ontem (26), em Fortaleza.

Quando os cubanos saíam do local onde iniciaram o treinamento para clinicar no Brasil, foram recebidos, por um corredor polonês de médicos brasileiros, com vaias e xingamentos.

O povo cubano é hospitaleiro, e embora coma as sobras do pão que o diabo amassa, sustenta jovialidade e alegria de viver, driblando as suas severas adversidades.

Os cubanos do “Mais Médicos” deixaram famílias, amam e são amados. Aqui chegaram com toda a fragilidade emocional de qualquer pessoa que se faz além do seu país. Pela especificidade do programa, sequer ameaçam o emprego dos médicos brasileiros.

Tenho reservas ao “Mais Médicos”. Não é a solução para a precariedade dos serviços de saúde, porque enfrenta apenas o déficit profissional, sem prover investimento estrutural.

Mas esse é um problema nosso, dos nosso governantes, da nossa política, ou da falta dela, e não nos autoriza, por princípios de básica civilidade, a ser hostis, indelicados, grossos e mal educados com quem faz parte do programa.

Quero crer que a infeliz atitude dos médicos de Fortaleza, não reflete a atitude desejada pela classe médica brasileira. Se assim for, a saúde está bem mais doente do que a nossa percepção nos permite averiguar.

>  Sindicato

Diante da repercussão negativa do ato, o Sindicato dos Médicos do Ceará alegou que as vaias e xingamentos não eram para os médicos e sim para os gestores, o que não elide  a grosseria do ato, pois as circunstâncias não permitiam entender dessa forma. 

11 comentários:

  1. com serteza os medicos cubanos estaõ querendo e tra balhar e naõ fazer como alguns medicos brasileiros que so passam no hospital publico pra bater o ponto,deichando os pobres pacientes morrer a mingua,eu sou a favor dos medicos estrangeiros trabalhar no brasil.

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  2. Imaginem só, o camarada estuda muitos anos para se tornar Médico, mais esqueceram de como usar a educação, o problema não é dos Médicos estrangeiros e sim da nossa gestão como citou acima o companheiro.

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  3. Perfeita sua interpretação dos fatos, realmente lamentável a grosseria,

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  4. O ministro Padilha, que já entrou com a ideia fixa de enfrentamento e desvalorização dos médicos brasileiros, com seu fiel escudeiro Mozart Sales (secretário executivo de gestão e trabalho do ministérios), colegas de militância política há décadas, já tinham esse plano estruturado e estavam apenas esperando o momento ideal para colocá-lo em prática e, preciso admitir trata-se de um golpe de mestre!
    O viés ideológico, político e eleitoreiro do programa salta aos olhos de qualquer cidadão com um mínimo de discernimento, infelizmente, a ínfima minoria da população brasileira. A questão central, que o ministro vem trabalhando com maestria e os médicos sendo ingênuos, não se trata da vinda ou não de médicos estrangeiros, mas sim da operacionalização. Em nenhum país sério do mundo, um médico estrangeiro tem autorização para trabalhar sem um processo de revalidação do diploma, que, na melhor das hipóteses, dura 6 meses, enquanto aqui será em 3 semanas.
    Todo processo foi feito meticulosamente orquestrado, sendo que na primeira vez, pelo ímpeto que o ministro falou na vinda de cubanos, acabou recuando, estrategicamente, para voltar com todo processo já resolvido em menos de 1 mês.
    A escolha dos cubanos passa obrigatoriamente pelas questões ideológicas e, os médicos que virão para o Brasil, certamente, são socialistas radicais (vale destacar que o curso de medicina em Cuba, durante 4 anos, tem disciplinas como puramente político-ideológicas, tais como, dialética Marxista), como exemplo, o desembarque em Recife com a bandeira de campanha da Dilma (http://oglobo.globo.com/pais/noblat/posts/2013/08/25/commodities-cubanas-por-mary-zaidan-508136.asp), logo estão muito bem afinados com o maior propósito do programa que é a reeleição de Dilma.
    Uma conta de padaria: 4.000 médicos cubanos a R$ 10.000,00 reais ao mês por 12 meses (até setembro de 2013, não por coincidência 1 mês antes das eleições) totaliza R$ 480 milhões, ou quase meio bilhão de reais, repassados diretamente ao governo cubano. Num exercício de teoria da conspiração, caso 30% desse montante volte ao PT serão quase R$ 150 milhões de reais, além de 4.000 cabos eleitorais nos rincões mais carentes do país.
    Enfim, a classe médica do país, assim como todas as outras categorias, está cheia de problemas, mas os "amáveis" cubanos nada tem de inocentes e, muito menos humanitários nesse processo; e como a ministra de saúde cubana falou, se é uma questão humanitária, porque o país não admite sua incompetência e pede ajuda a ONU, OMS e entidades como os "Médicos Sem Fronteiras"?
    Concluindo, após 11 anos de governo, apenas agora foi visto a "urgência" da importação de médicos e, apenas de médicos?

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    1. Posso concordar com tudo o que você colocou, com as reservas do teor ideológico posto por você: conheço Cuba, não como turista, antes e depois da queda do império soviético e o final da Guerra Fria. Vou sempre lá. Fiz amigos, tanto com pessoas que defendiam o regime como com os que o odiavam, e posso lhe assegurar: não existem mais cubanos ideológicos e todos desejam uma radical mudança no regime, que virá tão logo faleça a concretude moral do sistema que é mantida, embora moribunda, pela figura de Castro.
      Mas nada disso é o núcleo do juízo que emito. Sejam, ou não, os médicos cubanos, norte coreanos, chineses, ou de onde venham: a atitude foi lamentável com seres humanos. Aquilo não é o Brasil, aquilo não são os médicos brasileiros. Não se trata de ideologias ou erros da nossa política, ou da política de Cuba: trata-se um princípio de civilidade gentílica elementar. O embate entre os antagonismos do programa "Mais Médicos" não deve ser com o médicos que venham para ele, e sim com o governo federal que os trouxe.
      Apenas para seu conhecimento, o programa "Médicos Sem Fronteiras" também usa médicos cubanos.

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  5. Meu caro deputado, peço permissão para fazer um rápido comentário fora do texto deste post.Vejo hoje com estardalhaço mais um factóide apresentado pelo Governador, apenas com o propósito de desviar a imagem da sua péssima administração e cumprir compromisso elaborado por marqueteiros para aparecimento na mídia, o que tem sido a marca de seu desgoverno.A presença dele e de outros no STF, com a finalidade de reclamar dos efeitos da Lei Kandir. Na mídia o Simão deveria também lembrar que esta lei foi proposta à época apresentada pelo deputado paulista tucano Antonio Kandir. Com o beneplácito do presidente tucano Fernando Henrique Cardoso todos os governistas do momento votaram pela aprovação inclusive a bancada tucana paraense e na época ele era um dos cardeais do tucanato paraense. Uma lei que prejudica torrencialmente o povo paraense teve a sua aprovação. Agora depois de tantos anos aparece com um tosco factóide, tentando encobrir o seu enorme desgoverno.A intenção deste comentário é apenas para refrescar a memória do governador e de seus marqueteiros de plantão.

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    1. Esse é o assunto da postagem da noite de hoje.

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  6. Nobre Deputado,
    Tenho acompanhado, aqui neste blog, todo o andamento desse Programa. Lá atrás você até disse que seria melhor médicos “chinfrins” que médico nenhum, como também tem reconhecido que o Programa é eleitoreiro. A questão aqui, a meu ver, mais uma vez os “companheiros camaradas” tentam transferir a responsabilidade de mais esta trapalhada para a comunidade medica brasileira. O jornalista Josias de Souza mostra os valores que serão pagos a tal Opas, Organização que firmou contrato com o governo brasileiro, que levará R$ 24,3 milhões equivalente a 5% de comissão de um contrato de R$ 510,9 milhões para trazer os cubanos. O ministro da saúde, que também é candidato a governador em São Paulo, demoniza os médicos brasileiros e até os chamou de “xenófobos” por incitar o preconceito contra os cubanos. Ora, nós brasileiros não discriminamos ninguém que o diga o Cesare Batist terrorista italiano exilado aqui no Brasil, o que foi feito em Fortaleza foi um protesto pela maneira como a “coisa” foi feita e os salários que os “companheiros camaradas” cubanos irão receber que deverá ser análogo ao trabalho escravo praticado por alguns setores empresariais e severamente combatido pelo ministério do trabalho.

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    1. Não há maiores divergências entre o que você colocou, o que penso, e o fato.
      Todavia, foi exatamente o mesmo erro cometido pelo governo no programa "Mais Médicos" que os médicos de Fortaleza cometerem: o modo como foi feito.
      Absolutamente nada justifica a atitude hostil que cometeram para pessoas que não são sequer sujeito disso, e sim objetos de políticas equivocadas tanto do Brasil como de Cuba.
      A única coisa que elidiria a indelicadeza seria os médicos que patrocinaram aquilo procurarem os cubanos, explicar-lhes as razões da cena e pedir desculpas com a percepção do ocorrido.

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  7. Parsifal infelizmente ultimamente tenho andado bastante em consultórios médicos e esta vivencia me autoria a dizer que a recepção dos médicos cearenses aos médicos cubanos foi apenas mais uma das formas que expressam suas grosserias. Nem vou falar dos médicos que atendem no SUS, fico com os atendimentos dos mesmos por Plano de Saúde e algumas vezes particular quando paguei o valor de 250 e 300 reais por consulta e outros 120 a 150 por procedimento no consultório. Nos consultórios espera-se hoje horas e horas pela chegada do médico (eu, eu aqui já esperei das 10 horas ás 16 horas por uma médica ginecologista e nem um pedido de desculpa foi feito; na véspera da consulta conseguida há 2 meses desmarcam a mesma assim como se não houesse problema não ser consultado ou voce tivesse marcado uma consulta por capricho que pode esperar mais um pouco para ser concretiado; não olham, isto mesmo mão olham para você; aparentam desconfiança,irritação e descaso quando a gente fala sobre o que sente e olhe eu sei que sei me expressar tenho o 3 grau com pós graduação; não querem saber, pois não perguntam e parecem que não ouvem quando a gente fala) de doenças já instaladas, não explicam sobre efeitos dos medicamentos e riscos dos exames solicitados. Acho que é hora de mudarem de atitude.

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  8. Parsifal, médico reconhecer um erro? jamais! Como disse o Gilberto Dimenestein na sua coluna na Folha, a forma como a maioria da categoria dos médico se porta em relação ao Mais Médicos, me dá vergonha alheia!

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