27/08/2013

Embargos de gaveta

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Em 16.05.2012, Ayres Britto, então presidente do STF, abriu o julgamento de um agravo da ação civil que pede a devolução dos recursos desviados no chamado “mensalão mineiro”, também conhecido como “valerioduto tucano”.

O ministro Gilmar Mendes pediu o adiamento do julgamento, no que foi acompanhado pelas demais ministros, à exceção do ministro Marco Aurélio Mello.

Em 23.05.2012, o ministro Ayres Brito pautou, novamente, o processo. Mas quando iniciou a leitura, e verificou que era o “valerioduto tucano”, suspendeu a sessão, avisando que faria o pregão no retorno do intervalo.

Quando a Corte retornou do intervalo, o ministro Ayres Brito ignorou totalmente os autos do “valerioduto tucano” e pregou outro processo. Não se tem a menor ideia do que ocorreu no intervalo da sessão.

> Dois anos antes

O mais bizarro é que as ações referentes ao “valerioduto tucano” chegaram ao STF em 2003, dois anos antes de lá pousar o “mensalão petista”, que já condenou 25 réus, dentre eles coroadas cabeças do PT.

No mês seguinte ao que engavetou o “valerioduto tucano”, o STF iniciou o julgamento do “mensalão petista”, que, em ordem de chegada na Corte, deveria vir depois do julgamento do “valerioduto tucano”.

Abaixo, vídeo compilado pelo “Congresso em Foco”, provando o que está dito acima.

7 comentários:

  1. Observamos um fato constrangedor.O ministro Joaquim Barbosa deveria ter alertado o presidente de então, que no mínimo estaria promovendo uma chicana processual. Infelizmente por estas e outras atitudes o STF está transformado em um tribunal político, como acontece no Senado, Câmara Federal, Assembleias Legislativas e Câmaras de Vereadores.As decisões passam por colorações partidárias.

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  2. Francisco Marcio27/08/2013 13:41

    Deputado cheguei a uma conclusão: "nada há de novo sob o Sol".
    Como Vossa Excelência é um homem experiente, o que se faz quando a descrença é generalizada?

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    1. Não se desiluda. A vida é um processo de escolhas. Temos escolhido mal, mas em se comparando com o passado recente, temos melhorado muito. Até ontem éramos uma mosaico de tribos que saqueava tudo para subjugar. Hoje já temos até eleição direta.
      Nossos bisnetos terão um Brasil melhor e um mundo melhor, ou terão que se mudar para outro planeta.

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  3. Deputado porque devemos confiar num Brasil melhor sendo que em quem poderia-mos confiar é pior do que os politicos que seria a justiça, que futuro o Brasil pode ter com os políticos e a justiça que temos.

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    1. Confio em um Brasil melhor por uma análise retrospectiva: todos os índices sociais melhoraram consideravelmente nas últimas cinco décadas. Isso sem voltar tanto o retrovisor.
      Observe que há 100 anos 68% dos brasileiros era analfabeta e o Brasil não estava entre as maiores 50 economias do planeta.
      Hoje, embora a qualidade do ensino seja questionável, temos uma taxa de alfabetização de 89%, temos 2 universidades públicas entre as 100 melhores do mundo e somos a sexta economia do planeta.
      Quanto mais melhorar a qualidade e a universalidade do ensino, mais preparado estará o cidadão para exercer a democracia, e como a qualidade do nosso ensino dobrou em duas décadas, em mais duas estaremos em um nível que hoje estão países como os EUA e a Coréia do Sul, ou seja, em 40 anos, e isso para a história é um segundo, o Brasil terá reduzido a corrupção, haverá uma amostragem muito maior do que hoje de pessoas bem formadas, e a educação é elemento primordial de justeza moral, e então o Brasil começará uma nova era cujo potencial é belíssimo, pois, é verdade, moramos em um país abençoado por Deus e bonito por natureza.
      Eu, não sei a sua idade, não mais estarei aqui para ver, mas isso não importa, pois meus bisnetos estarão, o que não deixa de ser um pouco de mim.
      Ponha fé nisso. Eu tenho certeza disso.

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  4. Francisco Marcio27/08/2013 21:46

    Deputado já lhe vejo com 94 anos no Senado Federal, com sua brilhante oratória defendendo a vitaliciedade para si e para seus pares. Afinal, Vossa Excelência tem paradigmas de sobra como modelo no PMDB. Ademais, certamente terá contribuído para esse avanço, e colherá os frutos...

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    1. Eu gostaria, pelo menos, de chegar aos 94.

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