28/07/2013

Patton: um general rebelde que foi herói

Estou revendo todos os filmes que ganharam o Oscar. Ontem revi Patton, o melhor filme de 1971.

Dirigido por Franklin J. Schaffner e estrelado por George C. Scott no papel do grande general George S. Patton, o filme arrebatou 7 estatuetas: melhor ator (George C. Scott), melhor direção de arte, melhor diretor, melhor montagem, melhor filme, melhor som e melhor roteiro original.

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Patton foi o último dos guerreiros românticos desde a Idade Antiga. Os generais da 2ª Grande Guerra lutavam porque eram soldados, Patton lutava porque adorava guerrear.

> Os três generais

Para mim três guerreiros se destacaram, pela intrepidez e destemor, na última Grande Guerra:

> Erwin Rommel

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O 3° Reich tinha, sem dúvida, o melhor marechal-de-campo da era moderna, Erwin Rommel. Conhecido como “A raposa do deserto”, com o seu Afrika Korps conquistou e manteve para o Führer todo o Norte da África de 1941 a 1943 e só recuou quando já era uma fatalidade o declínio do 3° Reich, que não mais lhe podia fornecer intendência.

Gueorgui Jukov

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Os russos tiveram o destemido Marechal Gueorgui Jukov, ao lado de Patton o segundo guerreiro romântico da 2ª Guerra. Foi Jukov quem comandou o Exército do Povo e flexionou os nazistas, que já estavam nas bordas de Leningrado (São Petersburgo), de volta a Berlim.

> George Patton

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Os norte-americanos tiveram o general Patton, o mais amado e odiado combatente de todos os tempos.

Amado porque era um guerreiro nato. Ia ao front dar ordens diretamente aos soldados. Odiado pela sua rigidez. Dizia que o que ele suportava seus soldados tinha que suportar e isso significava leva-los ao limite da exaustão. Mas essa resolução o caracterizava como o melhor general de ataque que os aliados dispuseram.

Patton era insubordinado. Maquinava os seus planos de guerra e os colocava em execução à revelia, ou contra ordens expressas do Comando Supremo, principalmente para angariar mais glórias que o marechal inglês Bernard Montgomery, o preferido de Churchill na campanha da libertação.

Só escapou, mais de uma vez, da Corte Marcial porque o Comandante Supremo das Forças Aliadas na Europa, o general norte-americano Dwight Eisenhower, era seu amigo particular.

> Operação Cobra

No comando do 3º Exército dos EUA, na famosa Operação Cobra, entre 1944 e 1945, Patton cometeu uma das maiores proezas militares de todos os tempos: em uma espantosa velocidade cruzou 2 mil quilômetros da Europa e libertou do julgo nazista cerca de 12 mil cidades e povoados. Na campanha, tirou de combate, por prisão, ferimentos, ou mortes, cerca de 1,8 milhão de soldados inimigos. Tudo isso contrariando ordens supremas de recuo, para proteger as costas de Montgomery.

> A morte do guerreiro

Ao fim da 2ª Guerra Patton foi designado para um posto burocrático na Alemanha ocupada. 

O general nazista Alfred Jodl, Comandante da Wehrmacht, em uma Berlim já sitiada, comentou ao ver uma fotografia de Patton nos mapas de guerra: “Patton não sobreviverá ao final da Guerra. Morrerá de tédio, pois não é um homem para viver fora dos campos de batalha”.

A morte, todavia, poupou Patton do tédio. Embora ele preferisse ter sido abatido em campo, foi estúpida a sua partida: ainda na Alemanha, em dezembro de 1945, o seu jipe estava parado quando um tanque desgovernado o atingiu. Ele não resistiu aos ferimentos e faleceu no hospital, aos 60 anos.

2 comentários:

  1. ai tem que ser incluido o general friedrich paulus por ter mantido a luta ate o fim em stalingrado,apesar de ter oportunidade naõ deixou os seu comandados para tras,e depois de se entregar enfrentou com eles toda a ira do comandante sovietico,incluindo muito trabalho forçado na temivel siberia.

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  2. O filme é maravilhoso, mas o retratado é questionável

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