Pular para o conteúdo principal

Ad derrama rei memoriam

leo

Desde a derrama, quando Tiradentes liderou os inconfidentes contra a coroa, por esta querer taxar em 150 arrobas de ouro a renda dos colonizados, tem sido uma maldita cultura dos governantes esfolar o contribuinte sempre que o caixa aperta.

A inteligência tributária nacional não aprendeu a sugerir cortes ou a fomentar torque econômico para aumentar arrecadação. Prefere o mais fácil, o que nem sempre é o mais certo: aumentar o que já há ou instituir tributos novos.

A sanha arrecadadora da União quer reincidir a CPMF. Usa, outra vez, o discurso de que a contribuição seria para investimentos em saúde, mas, como o governo federal, com a CPMF já fez alguns cestos, não há dúvida de que se ela reaparecer, vários centos serão feito, menos investimentos em saúde.

Se ao invés de aumentar alíquotas ou inventar novos tributos, o governo investisse cartas no combate à sonegação e na inserção da economia informal na base geradora, algo bem maior que o resultado da CMPF seria adquirido.

Em não havendo, no planalto, tutano para tanto, a opção é sempre pela derrama.

E quem se meter a Tiradentes, o caminho da forca é a serventia da casa.

Comentários

  1. E fará Senhor Deputado porque tem o apoio do seu partido o PMDB. O partido mais coerente do Brasil. Que esteve com Sarney, depois com Collor, depois com Itamar, depois com FHC e depois com o mais promíscuo Presidente desde a redemocratização do Brasil, o deus Lula, e assim estará com Dilma, enquanto os cargos forem fartos. Com os cargos não para servir ao País, mas para se servirem dos cargos. Aliás meu querido Deputado, por todo respeito que tenho por Vossa Excelência, não tenho dúvida de afirmar este País ainda se encontra no estágio de atraso em relação aos seus semelhantes é porque temos um grande tumor malígno na política brasileira que se chama PMDB.

    ResponderExcluir

Postar um comentário

Comentários em CAIXA ALTA são convertidos para minúsculas. Há um filtro que glosa termos indevidos, substituindo-os por asteriscos.

Postagens mais visitadas deste blog

Campanha para nomeação de Defensores Públicos aprovados em concurso

Os aprovados no concurso da Defensoria Pública do Pará, em 2009, labutam pela nomeação e, às vésperas da expiração do prazo do concurso, 23.07.2011, iniciam uma campanha para não terem as suas expectativas frustradas. No concurso de 2009 foram aprovados 148 candidatos, dos quais 56 foram nomeados e 92 aguardam nomeação. Por emenda da deputada Simone Morgado, o Orçamento do Estado, para 2011, prevê dotação para a contratação de 45 Defensores Públicos. A Defensoria Pública do Pará está recebendo, desde janeiro deste ano, os repasses financeiros já acrescido o valor da emenda citada, mas, até o momento não notificou os aprovados para nomeação, assim como não dá explicação alguma da não providência. Dos 144 municípios do Pará, 83 não possuem Defensores Públicos. Das 117 comarcas instaladas no Pará, em apenas 65 há Defensores Públicos lotados. O Grupo de Concursados requer a nomeação dos 45 Defensores Públicos para os quais o órgão possui dotação orçamentária e recursos financeiros para c...

Deputado Alessandro Novelino, assessor e piloto perecem em acidente aéreo

O Corpo de Bombeiros sobrevoou, de helicóptero, a área onde foram encontrados os destroços da aeronave bimotor Sêneca, de propriedade do deputado Alessandro Novelino (PMN), e lá desembarcou, através de cabos, dois policiais da corporação, que confirmaram não haver sobreviventes. Os corpos das três pessoas que estavam na aeronave foram localizados a certa distância dos destroços: o piloto da aeronave, Roberto Carlos Figueiredo, o deputado Alessandro Novelino e seu assessor parlamentar, José Augusto dos Santos. Os corpos já foram transportados, pelo Corpo de Bombeiros, para Belém e estão no Instituto Médico Legal Renato Chaves, que depois dos procedimentos exigidos os entregará às respectivas famílias. O Sêneca decolou às 8h30m de hoje (25) do aeroclube do Pará, com destino à fazenda do deputado no município de Tomé-Açu. Após 18 minutos de voo desapareceu do radar. No final da manhã os destroços da aeronave foram localizados em uma área, sem acesso por terra, no município do Acará. ...

Parsifal

Em uma noite de plenilúnio, às margens do Rio Tocantins, o lavrador pegou a lanterna e saiu correndo de casa à busca da parteira. Sua mãe, uma teúda mameluca, ficou vigiando a esposa que se contorcia com as dores do parto. Quando voltou com a parteira, o menino já chorava ao mundo. Não esperou: simplesmente nasceu. A parteira cortou o cordão umbilical e o jogou ao Rio Tocantins. Após os serviços de praxe de pós parto, a mãe de Ismael o chamou ao quarto para ver o filho. O lavrador entrou no quarto. A lamparina o deixou ver a criança ao peito da mãe: nascera Parsifal, pensou ele orgulhoso. O lavrador pegou uma cartucheira calibre vinte, carregou o cartucho ao cano, armou e saiu à porta. O Tocantins espreitava-lhe manteúdo. Apontou a mira da vinte à Lua e disparou: era assim que os caboclos do baixo Tocantins anunciavam a chegada de um homem à família.