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Por trás do palco

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Com a virtual vitória de Dilma Rousseff já no primeiro turno, os bastidores da campanha petista acirram uma disputa que o eleitor não vislumbra: a guerra dos áulicos por espaço de poder.

A batalha mais sangrenta é travada entre dois dos principais expoentes da era petista: os ex-ministros José Dirceu e Antonio Palocci.

Nas escaramuças, Palocci ganhou poder espacial e politico à medida que a vitória se consolidou. Dirceu, ainda com as marcas da queimadura de terceiro grau sofrida com o incêndio do mensalão, tenta impedir que aquele se abolete na Casa Civil sob a Presidência de Dilma.

De quebra, José Dirceu, ainda com considerável influencia sobre Lula, manobra para que Palocci não volte a editar os caminhos da economia a partir de 2011, preferindo deixar esta seara para o atual ministro Mantega, dócil aos seus ensaios de influencia.

Esta lide intestina não deixa de ser uma reedição do que se viu no primeiro mandato de Lula, entre Palocci e Dirceu.

Os dois afundaram os navios: Dirceu com a procela do mensalão e Palocci com a ressaca da quebra do sigilo bancário do caseiro Francenildo dos Santos.

Ambos acham que agora é tempo para içar as naus à tona e prosseguirem o curso.

Na queda de braço, Dirceu leva desvantagem tática, pois Palocci conta com a vontade de Lula para reabilita-lo à cena política e prepara-lo para aquilo que a ele se afetava: a presidência da República.

Para isto, Palocci deverá ser o “premier” de Dilma, ou algum outro cargo de primeira linha, que o projete nacional e internacionalmente.

É Lula mal terminando 2010 e já mirando 2014 ou 2018.

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