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A morte como redenção

Celso Pitta

O segundo negro – o primeiro foi Paulo Lauro, em 1947 - a chefiar o Poder Executivo municipal de São Paulo, o economista Celso Pitta, morreu ontem, vitimado por um câncer no intestino.

 

No último ano do seu mandato, em 2000, Pitta já começou a viver o que seria a sua sina: sua ex-esposa, Nicéia Pitta, fez uma série de denúncias de corrupção contra ele e afirmou que vinha sendo ameaçada de morte.

 

Quando saiu da prefeitura, em dezembro de 2000, iniciou-se o inferno de Pitta, que se viu envolvido em problemas familiares e denúncias de corrupção.

 

O bloqueio de todos os seus bens pela justiça o deixou em dificuldades financeiras e a batalha judicial que vinha travando para se desvencilhar de um passado que insistia em se fazer presente, corroeram-lhe a resistência ao câncer que também enfrentava.

 

Talvez para Pitta, que lutava contra um câncer e 13 ações judiciais que lhe queriam também devorar o intestino, a morte tenha sido uma redenção.

Comentários

  1. Parsifal,
    Não existe redenção para quem 'pratica' o mal em pouco tempo de vida (todos nós). Acreditando ou não em outro ser especial, espiritual, divino ou qualquer outra coisa em que se acredite que esteja nos guiando, nunca mais se terá descando. Por onde andará eu não sei, mas paz jamais!!!
    Maximiano M N Neto

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  2. Olá Maximiano,

    "Jamais" é muito tempo, meu caro. A eternidade é um castigo que só os deuses suportam. Para nós, simples mortais, haverá redenção um dia, ou caem por terra todos os dogmas de quaisquer crenças.

    Obrigado pelo comentário e volte sempre.

    Parsifal Pontes

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