07/01/2017

De Bizâncio a Istambul

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A foto acima parece saída de um filme de terror, mas não passa de uma bela tomada de turcos subindo uma calçada ao lado de um cemitério na quase tri milenar Istambul, a maior cidade da Turquia e a quarta maior cidade do mundo.

A temperatura em Istambul na noite da foto, 05.01.17, foi uma das mais baixas registradas nos últimos 50 anos: 18 graus centigrados negativos.

Istambul é a única cidade no mundo cujo sítio urbano se estende por dois continentes: os Estreito de Bósforo, que liga o Mar Negro ao Mar de Mármara, divide o Continente Europeu do Asiático e a cidade quase ao meio.

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Em 658 a.C, gregos vindos de Mégara estabeleceram-se na entrada do Mar Negro e fundaram Bizante, nome dado em homenagem ao rei da tribo.

A cidade, cujo nome foi latinizado para Byzantium (Bizâncio), veio a ser mais tarde, sob o nome de Constantinopla, a capital do Império Bizantino, cujo território se estendia por praticamente a metade do Império Romano, área que também ficou conhecida como Império Romano do Oriente.

Em 1453, sob o comando do sultão Mehmet II, os turcos romperam as muralhas de Constantinopla e tomaram a cidade das garras do Império Romano que já agonizava mesmo no Ocidente.

O Império Bizantino, sob o domínio turco, passou a se chamar Império Otomano, um dos maiores de toda a história.

A tomada de Constantinopla pelos turcos foi um acontecimento tão vultuoso para a história que marcou o fim da Idade Média.

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Sob Mehmet II e sua posteridade, os turcos passaram então a chamar a cidade de Istambul, mas esse nome só foi oficializado em 1930, depois que Mustafa Kemal Atatürk, o pai da Turquia contemporânea, acabou com o sultanato e inaugurou o sistema democrático no país.

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Com 14,3 milhões de habitantes, Istambul é uma das mais belas e pitorescas cidades do mundo. Embora a cidade seja cerca de 100 anos mais nova que Roma, a história já passeava pelas margens do Bósforo bem antes de ter chegado às colinas do Lácio, e alguns monumentos históricos de Istambul se preservaram com menos danos que em Roma.

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Mas passadas as colunatas romanas e otomanas, os imponentes minaretes, os majestosos vazios sob as abóbodas das mesquitas e catedrais, os suntuosos palácios que abrigaram os sultões, os mais belos do Médio Oriente e que, principalmente os das duas margens do Bósforo, nada devem aos erigidos pelas dinastias europeias,  há uma paragem imperdível na cidade: o Kapalıçarşı, mais conhecido pelo ocidentais como Grande Bazar.

O Kapalıçarşı é o mais antigo e o maior mercado coberto do mundo. Foi inaugurado em 1461, tem 63 ruas cobertas e cerca de 4 mil lojas onde trabalham cerca de 20 mil pessoas. Diariamente, passam por lá de 250 mil a 400 mil pessoas. É uma cidade dentro de outra.

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Além do mais, você vai se sentir lá dentro um personagem das 1001 noites e, se procurar, pode ser que consiga achar a Lâmpada Maravilhosa, com o Aladim dentro.

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2 comentários:

  1. A 'Blak-Friday-List' da UNIMED: como isso vai aprofundar a crise na assistência a saúde.

    O ano de 2017 mal começou e a UNIMED publicou em jornais de
    grande circulação uma relação com mais de mil beneficiários inadimplentes com a cooperativa e que estão agora notificados da suspensão no atendimento nas unidades do plano caso não negociem os seus débitos em 10 dias. Uma semana antes a segunda maior operadora já havia publicado uma lista ainda mais longa. Ao mesmo tempo que se vê tanta gente desligada de um plano de saúde privado, a mesma imprensa noticia diariamente uma espécie de 'moratória das UPAS' as unidades de pronto atendimento em média complexidade,teoricamente planejadas para serem bastante eficazes no atendimento da maioria das demandas emergenciais do SUS, porém emperradas pelo eterno gargalo da contratação de médicos, fato que suscitou entre prefeitos uma 'releitura' do projeto, algo do tipo 'UPA-meia-sola'.

    Enquanto a crise econômica despacha milhares de cidadãos da saúde privada para o SUS, este está cada vez menos capacitado para as demandas da população, o que nos permite antever um ano de grande crise na saúde pública. A prestação de serviços
    médicos está bem próxima da saturação. Hoje tem muito médico
    especialista desinteressado em plantões, pois já estão
    assentados numa máquina de consultas e procedimentos em série;
    enquanto outros ... bem... aceitam quando as facilidades são
    tantas que até permitem passar orientações pelo celular - voz
    ou zap (para o avatar) de outro local, bairro, ou mesmo cidade
    distante. Foi o que revelou recentemente uma investigação do
    Ministério Público na prefeitura de Castanhal (adm. Paulo
    Titan), em que constataram que para determinada função seis profissionais constavam na folha de pagamento, contudo apenas quatro costumavam frequentar os plantões e no dia da supervisão apenas um estava presente. Se fosse um pouco mais adiante, o MP poderia descobrir concomitância de plantões em um município da zona metropolitana e outro no sul do Pará.

    Se a falta de médicos paralisa o funcionamento das UPAS, na
    prática isso não está muito longe do que acontece no setor
    privado. Atualmente no pronto atendimento dos grandes hospitais o especialista só é chamado horas depois que o paciente grave já percorreu (e sobreviveu) a um demorado 'rally-de-formalidades-e-protocolos' que agrega valores ao negócio hospitalar e muito stress ao doente, que padece em longa espera por atendimento. Enquanto isso as unidades públicas de referência nunca estiveram tão ocupadas com demandas simples.

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  2. http://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2017/01/1848109-menos-cargos.shtml?cmpid=newsfolha

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