08/11/2016

Acirrada campanha nos EUA ressuscita velhos métodos de pedir votos

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A mais acirrada campanha presidencial da história recente dos EUA, a ser definida hoje (08) entre o republicano Donald Trump e a democrata Hillary Clinton, além de outras práticas de acesso direto e individual ao eleitor, ressuscitou a velha fórmula, ainda muito usada no interior do Brasil, de bater de porta em porta pedindo votos, coisa totalmente em desuso nos EUA.

Foi o que mostrou ontem (07), em sua conta do Twitter, a ex-secretária de Estado dos EUA, Madeleine Albright, que passou para história como a primeira mulher a ocupar o cargo mais importante da política externa estadunidense, nomeada para tal pelo então presidente Bill Clinton.

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Albright, aos 79 anos, postou a foto acima fazendo o porta-em-porta para Hillary, com o seguinte comentário:

Fizemos muitas chamadas e batemos em muitas portas, mas amanhã é o grande dia”.

O “amanhã” é hoje. Eu aposto em Hillary, mas Trump não será um azarão se vencer, e em perdendo, não sorverá a derrota pelas suas ideias, que refletem muito o american way of life, mas pela sua atitude em colocá-las de forma extremamente atabalhoada, que espantou mesmo muitos republicanos de carteirinha.

E ser de carteirinha na política partidária dos EUA não é uma mera força de expressão, mas representa o filiado que contribui financeiramente, todos os meses, religiosamente, para o partido, constituindo-se esta prática, na maior fonte de renda de sustentação partidária continua do país.

Para que se tenha uma ideia da força da representatividade dos dois maiores partidos (Democrata e Republicano) dos EUA, dos 213 milhões de cidadãos aptos a votar (dados de 2012), 42 milhões são oficialmente filiados ao Partido Democrata e 30 milhões ao Partido Republicano, mais conhecido nos EUA como GOP, acrônimo de Grand Old Party, em tradução livre o Velho Partidão, assim chamado porque reputa-se a ele a “verdadeira” herança do primeiro partido político fundando nos EUA, por Thomas Jefferson, em 1791, que se chamava Partido Democrata-Republicano.

Esses números apontam que praticamente 34% do eleitorado norte-americano, embora o voto não seja obrigatório, é filiado, e contribui, aos dois maiores partidos.

Os analistas políticos dos EUA comentam, todavia, que o nível de abstenção da eleição de hoje possa ser maior que o ocorrido na reeleição de Obama, quando apenas a metade do eleitorado compareceu às urnas.

As preocupações procedem porque em recente pesquisa, 63% dos eleitores se disseram insatisfeitos com as duas candidaturas apresentadas pelos respectivos partidos.  

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