06/10/2016

Cana de braço

tuca

Ser governador do estado de S. Paulo, por si só já é cacife suficiente para Geraldo Alckmin entestar Aécio Neves na disputa pela vaga do PSDB para concorrer à presidência em 2018. Eleger o prefeito de S. Paulo, em primeiro turno, aumenta-lhe o tutano e coloca os paulistas em franca posição de ataque, o que é de pronto revidado pelos mineiros que apoiam Neves.

Todavia, os dois caciques tucanos, que revisitam no ringue do PSDB a política do café com leite da República Velha, preocupados com o desgaste político que ambos podem sofrer nas escaramuças intestinas, determinaram que os áulicos baixem os respectivos estandartes, porque ainda não está na hora da onça beber água.

Correndo por fora, fingindo que está quietinho no Ministério das Relações Exteriores, José Serra, que sabe Maquiavel de cor e salteado, investe nas desinteligências de Alckmin e Neves, para ver se na hora que a cobra fumar, ele aparece como o objeto do armistício.

Foi ele, segundo os pessoal do cafezinho do Senado, quem plantou nos precipitados a ideia de o PSDB adotar prévias para escolher o candidato, pois com isso feito, ele, que não está no embornal de ninguém para ser tirado como ungido, passa a ter alguma chance de varar no meio das paixões de Alckmin e Neves.

Eu sempre digo que Serra não tem coração, é puramente racional. Trama sempre para tirar proveito da paixão alheia, na perfeita tradução do que disse Henry de Montherlant: “a política é a arte de captar em proveito próprio a paixão dos outros”.

Um comentário:

  1. o cara de vampiro deveria desistir de ser presidente.

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