01/06/2016

A propaganda por ela mesma

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Disse Henry Ford, um dos pioneiros a investir em publicidade como forma de alavancar negócios: “sei que metade da publicidade que faço é inútil. Mas não sei qual é a metade inútil, portanto, tenho que fazer ela inteira”.

A propaganda pressupõe um serviço ou um bem que se deseja vender e para que ela seja veiculada, esse bem ou serviço, a priori, já deve estar disponível para quem se afeiçoar à publicidade posta.

Mas na política isso não é uma verdade: a propaganda política é, em grande parte, venda de meras ilusões, já que é piamente crido que há uma sólida maioria de crédulos que compra ilusões.

E o pior é que se gastam fortunas, algumas vezes maiores que o produto, quando há um, para alardear o feito, ou a ilusão de que se fará.

Aqui não vai critica pejorativa a ninguém, já que todos agem da mesma forma e o Brasil é a única democracia do mundo contemporâneo (tanto quanto eu saiba) no qual a publicidade institucional é elevada à categoria constitucional, com percentual anual e sagradamente garantida no orçamento.

Deve ser porque está sobrando dinheiro nos cofres do erário, não sendo impiedade alguma fazer como Mr. Ford e pagar o útil e o inútil com a mesma moeda.

3 comentários:

  1. Parsifal, eu sei que tu es da turma do quanto pior melhor. Voce é politico contrario a este Governo sério e torçe para o pior. Lembre-se que quando mais projetos sérios e não como aqueles dos sapos forem implantados no Estado todos os paraenses ganham.

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  2. O cara tá mais do que certo. É até corajoso. O que esses portos vão trazer de desenvolvimento pro nosso Estado? Se a soja é somente do Mato Grosso e vai colocar tudo nos navios e exportar? Tem que deixar um pouco dessa riqueza aqui no Estado e gerar empregos
    Mário Caetano

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  3. Os dois entenderam errado a postagem. A atitude do secretário é correta em condicionar verticalização de investimentos e eu concordo absolutamente com ela. A atitude também é correta em buscar investimentos para o Pará, seja com portos, ferrovias, hidrovias e mais o que o valha.
    E está escrito na postagem que “aqui não vai critica pejorativa a ninguém”.
    O gancho da nota é para criticar as fortunas que se gastam com propaganda institucional, e isso também está escrito na postagem quando digo que “todos agem da mesma forma”. E todos são todos, inclusive os políticos do PMDB, anunciando como coisa feita algo que ainda está em elaboração e que, na maioria das vezes, nunca ocorrerá.
    Isso, idem, é um mal de todos os políticos, useiros e vezeiros em mercantilizar ilusões. De novo, eu disse todos.

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