05/02/2016

Grupo de trabalho da ONU afirma que a prisão de Julian Assange é arbitrária, mas ele não está preso

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O Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária, vinculado à ONU, analisando um pedido do fundador do WikiLeaks, Julian Assange, que se encontra homiziado na embaixada do Equador em Londres há cinco anos, declarou que a “detenção de Assange é arbitrária e que ele deve ser posto em liberdade”.

As decisões do referido grupo, composto por juristas de vários países, não são vinculantes e não têm soberania sobre nenhum país, mas balizam decisões internas.

No caso de Assange, todavia, o grupo de trabalho equivocou-se juridicamente ao atentar exclusivamente à tez política do caso.

Assange não está preso e nem detido, nem por Londres e nem pela Suécia. O que há é um pedido da Justiça sueca à Justiça britânica para prender e extraditar Assange, que responde por crime de estupro na Suécia.

A prisão não foi efetuada até hoje, pois Assange, ao saber da expedição do mandado de prisão, exilou-se na embaixada do Equador em Londres, onde a soberania britânica, ou quaisquer outras, à exceção do próprio Equador, por império de direito internacional, não tem jurisdição.

A polícia britânica, desde então, vigia a embaixada do Equador, para cumprir o mandado judicial assim que Assange deixar a embaixada, que embora no centro de Londres, é território equatoriano.

Tanto a Suécia quanto o Reino Unido rejeitaram a decisão do Grupo de Trabalho sobre Detenção Arbitrária por não lhes caber a indicação, já que Assange não está detido por nenhum dos dois países, e reiteram que mantêm o ânimo de cumprir as decisões judiciais tomadas pelas justiças locais.

Assange, afastados os escaninhos do WikiLeaks, é um foragido da Justiça sueca, uma democracia consolidada, auto exilado na embaixada do Equador em Londres, outra democracia consolidada, e tomou a decisão por achar que isso seria marketing positivo para si mesmo, insistindo em estabelecer um elo entre a ação criminal que responde na Suécia e a sua ação política no Wikileaks, o que não tem senso e nem nexo.

Já que ele afirma ser inocente no caso sueco, que não se furte: saia do exílio equatoriano, entregue-se à polícia britânica, que o enviará à Suécia, onde, segundo ele, será absolvido. É isso que ele tem que fazer, já que o mundo não mais dá muita bola ao seu marketing pessoal de exilado.

6 comentários:

  1. a policia britanica desde então vigia a embaixada do equador.
    para que tanto zelo?
    já prenderam todos os clerigos muçulmanos que pregam ódio e incitam a matar?
    já prenderam todos os que pretendem cometer atentados? todos que já cometeram atentados?
    esse zelo é sinal de que o problema não é a acusação que ele sofre na suecia, mas sim o wikileaks. Ele realmente é um perseguido politico.

    impressionante a opinião do nobre politico, essa eu não esperava.

    Hei Parsifal, vazou alguma conversa de bar sua no wikileaks? ( brincadeira)

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    1. Se você souber de algum terrorista homiziado em alguma embaixada em Londres, avise a polícia britânica que eles cercam a embaixada na hora.

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    2. lil numa revista que há em londres um religiosa que faz pregações de odio a ocidentais (nós) pelas ruas de londres com equipamento de som em altissimo volume, eles tem permitido em nome da liberdade de expressão.
      em outra parte da inglaterra houve cerca de 300 estupros, a poicia tinha sido permissiva por muito tempo para não sofrer acusações de intolerancia.
      Li numa revista de grande circulação aqui no brasil, há uns dois anos. Por isso é estranho tanto empenho para pegar um sujeito acusado de estupro em pais estrangeiro. Quem não tem compromisso politico, percebe claramente que trata-se de perseguição politica.

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  2. Parsifal;

    E se os bobbies pegarem o cara lá fora com um pedido de extradição para os USA?

    O wikileaks mostrou coisas que no mundo dos vitoriosos da guerra nunca são conhecidas; como aquela execução desnecessária de um grupo de populares pela metralhadora de um helicóptero americano.

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  3. "Morre lentamente quem não viaja, quem não lê, quem não ouve música, quem não encontra graça em si mesmo. Morre lentamente quem destrói o seu amor-próprio, quem não se deixa ajudar. Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito, repetindo todos os dias os mesmos trajetos, quem não muda de marca, não se arrisca a vestir uma nova cor ou não conversa com quem não conhece. Morre lentamente quem faz da televisão o seu guru. Morre lentamente quem evita uma paixão, quem prefere o negro sobre o branco e os pontos sobre os "is" em detrimento de um redemoinho de emoções justamente as que resgatam o brilho dos olhos, sorrisos dos bocejos, corações aos tropeços e sentimentos. Morre lentamente quem não vira a mesa quando está infeliz, quem não arrisca o certo pelo incerto para ir atrás de um sonho, quem não se permite pelo menos uma vez na vida fugir dos conselhos sensatos. Morre lentamente, quem passa os dias queixando-se da sua má sorte ou da chuva incessante. Morre lentamente, quem abandona um projeto antes de iniciá-lo, não pergunta sobre um assunto que desconhece ou não responde quando lhe indagam sobre algo que sabe. Evitemos a morte em doses suaves, recordando sempre que estar vivo exige um esforço muito maior que o simples fato de respirar. Somente a perseverança fará com que conquistemos um estágio esplêndido de felicidade."
    "Tu eras também uma pequena folha que tremia no meu peito. O vento da vida pôs-te ali. A princípio não te vi: não soube que ias comigo, até que as tuas raízes atravessaram o meu peito, se uniram aos fios do meu sangue, falaram pela minha boca, floresceram comigo."
    Aqui eu te amo e em vão te oculta o horizonte.
    Estou a amar-te ainda entre estas frias coisas.
    As vezes vão meus beijos nesses barcos solenes, que correm pelo mar rumo a onde não chegam.
    "Morre lentamente quem se transforma em escravo do hábito; repetindo todos os dias os mesmos trajetos."
    "No caminho, um táxi passou a toda velocidade, determinado, numa poça d’água e encharcou seu terno. Nem se abalou. Continuou andando no mesmo ritmo, olhos voltados para a calçada como que procurando uma solução. Sem dinheiro para se manter, teria que voltar em muito breve para o Brasil..."
    "A verdade é que não há verdade."
    "Se cada dia cai, dentro de cada noite, há um poço onde a claridade está presa."
    Amor, quantos caminhos até chegar a um beijo,
    que solidão errante até tua companhia!
    Mas se amo os teus pés
    É só porque andaram
    Sobre a terra e sobre
    O vento e sobre a água,
    Até me encontrarem.
    "Pablo_Neruda"

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  4. http://www.segurancaportuariaemfoco.com.br/2016/02/guardas-portuarios-da-cdp-trabalham-em.html

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