21/11/2015

Estrada sem atalhos

Shot 012

Nouriel Roubini, o economista que previu exatamente como seria a crise financeira de 2008, com a ciranda dos derivativos na economia norte-americana, e passou mais de um ano avisando isso sem que ninguém lhe desse orelhas, declara, em entrevista à Folha de S. Paulo, que sem o ajuste fiscal "o Brasil está à beira de um precipício".

A economia nacional sempre andou sobre o fio da navalha, até já nos acostumamos com isso. Solidez econômica e responsabilidade fiscal nunca foi o nosso forte.

Mas Roubini, embora coloque o Brasil na beira do abismo, opina que não estamos fadados a cair nele, sendo plenamente possível evitar a queda. Todavia, adverte que "não há atalhos, é preciso fazer um superávit primário de pelo menos 0,7% em 2016”.

Mais uma vez Roubini acerta suas previsões, dessa vez em relação ao Brasil: em declaração de agosto de 2015, ele estimou que o PIB brasileiro encolheria cerca de 3% neste ano e ficaria estagnado ou “levemente positivo em 2016”, desde que haja ajuste.

Com base nos resultados negativos dos três primeiros trimestres de 2015, o mais recente Informe Conjuntural (outubro) da Confederação Nacional da Indústria (CNI), atualizou a sua projeção de retração do PIB para 2,9%. A projeção da CNI no inicio de 2015 era que o PIB encolheria 1,6%.

Para ler a entrevista de Noriel Roubini clique aqui.

11 comentários:

  1. uma coisa é acertar previsões, outra coisa é conhecer meios de melhorar.

    essa conversa do roubini é conversa fiada. com o sobrenome que tem, poderia ter trabalhado junto com o paulo roberto e o cerveró.

    Caro Parsifal, o senhor se não me engano escreveu que há interessados para construir 5 portos no Pará. Eu questiono se, caso tivessemos um bom governo e na proxima semaha ele publicasse editais equilibrados para esses 5 portos. Eu penso que a construção desses 5 portos iria dinamizar o economia brasileira, inclusive aumentar a arrecadação de tributos. eu pergunto em quantos reais poderia ser diminuido o numero de maldades financeiras. Deve ser dificil fazer estimativa, mas eu penso que seria mais de 1 bilhao a menos de maldades por ano.

    Essa conversa de ajuste fiscal penso que é ou mal intencionada ou parte de gente que não entende do que está falando.

    Assim como essa, há centenas de coisas simples e honestas que podem ser feitas para evitar as maldades que fazem a alegria dos sádicos.

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    1. Os editais já foram publicados em 6 de novembro e o primeiro leilão será em 9 de dezembro.

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    2. que boa noticia. Espero que os editais tenham sido bem feitos, para que entrem investidores legitimos e não beenedesseiros ou especuladores que querem a licença para tentar revender e não investem nada. Parece que foi isso que aconteceu com a transnordestina.
      Há uma medida simples que poderia ajudar a atrair investimento estrangeiro e que é negligenciada pelos brasileiros, trata-se dos tratados de proteção mutua dos investimentos. Nunca ouvi falar que o brasil tenha assinado um desses tratados com qualquer pais. Já ouvi falar que a alemanha queria assinar um desses tratados com o brasil. Em 1905, o governo brasileiro desapropriou um banco alemão. Certamente há outros interessados e os investidores levam isso em conta.
      Para essa e outras licitações darem bons resultados, o brasil deveria assinar tais tratados imediatamente, é coisa para ontem.

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    3. Os editais foram feitos pelo Tribunal de Contas da União. Os tratados de proteção mútua de investimentos são inúmeros no Brasil. Temos com todos os países do Mercosul, com boa parte dos países africanos, com alguns dos países que assinaram o Tratado de Schegen e com a Rússia.

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    4. com algusn dos paises que assinaram o tratado de schengen... aí esta uma grande incognita. Eu suponho que não assinaram com os paises importantes do ponto de vista de haver neles empresas com experiencia e investodores em portos e aeroportos, por exemplo.
      Ter inumeros não basta, tem que haver tratados com todos que são importantes.

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    5. o porto de roterdam costuma ser apresentado como exemplo, então concluo que não pode faltar tratado de proteção mutua de investimentos com a Holanda.
      convém ter tb com inglaterra, frança e alemanha, para começar...

      esses tratados deveriam ser assinados sem exigencias de utras coisas.
      os tratados com angola, moçambique e russia também são importantes, mas para haver realmente exito nos leilões de infraestrutura, é preciso haver esse tipo de tratado com todos os paises onde há investidores em infraestrutura e empresas com pratica que podem se interessar.

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    6. Vou passar as suas recomendações à Chancelaria.

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    7. aposto que não há tratado de proteção mutua de investimentos entre brasil e holanda, inglaterra, frança ou alemanha.
      por isso e outra falhas administrativas chegamos a uma situação que leva sadicos a sugerir e implementar aumentos de juros e impostos.
      houvesse seriedade e patriotismo do governo teriamos uma enchente de capital estrangeiro, mesmo com toda essa roubalheira.

      outra falha do governo é pouco fazer em prol da energia solar. Li que não faz muito tempo que a president teria dito que energia solar e para sonhadores. Sim, já fizeram alguns leilões, talvez um vigesimo ou um centesimo do razoavel. E pagaram preços exorbitantes para comprar energia de shopping centers.

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  2. Fala Fala Fala mas não dá um Píu sobre as taxas de juros praticadas pelo BC,matematicamente as mais altas do mundo.
    A intervenção do estado na economia brasileira é importantíssima e decisiva no financiamento de investimentos de longo prazo que sustentou o crescimento dos últimos anos(mesmo que ele tenha sido aquém do desejado).
    A postura do BNDES(muito questionada por muitos economistas Liberais como o Roubini -que chegam até a afirmar que o mesmo financia empresas supostamente "amigas" do governo)- na conjuntura atual,onde dizem que ele pratica subsidio, não se reflete nas taxas de juros praticadas pelo BNDES a quem faz investimentos - em linha com o mercado internacional,um pouco para baixo,um pouco para cima - mas sim das taxas de juros de nosso BC(Ali sim pode se falar em favor amigo que abrem rombos bilionários nas contas do estado brasileiro) e é estranho que este tipo de ajuda não seja nunca questionado.

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  3. a respeito da cpmf, é incrivel que essa excrecencia tenha adeptos, essa contribuição é extremamente inflacionaria e atinge os pobres.
    Vejamos um exemplo. a criação de frangos.
    Um agricultor vende o milho para uma cooperativa, paga-se cpmf.
    A coooperativa vende para uma industria beneficiadora, paga-se cpmf pela segunda vez.
    A industria beneficiadora vende a farinha para uma fabrica de rações, paga-se cpmf pela quarta vez.
    A fabrica de rações vende a ração produzida para um atacadista, paga-se cpmf pela quinta vez.
    O atacadista vende para o varejista, paga-se cpmf pela sexta vez.
    O varejista vende para o criador de frangos, paga-se cpmf pela sexta vez.

    Vemos então que a galinha ainda não comeu a ração e já se pagou cpmf 6 vezes.


    Lembro de artigo publicado anos atras onde concluiram que muitas vezes o consumidor paga cpmf 20 vezes.
    No caso do frango, também já se paga cpmf antes de o agricultor vender o milho.

    Por isso a cpmf é extremamente inflacionaria, diretamente inflacionaria, e todos pagam, incluindo os pobres. Na verdade, proporcionalmente os pobres pagam mais.

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  4. Ajuste fiscal que o partido do Governo quer substituir pela expansão de crédito. Vejo, atualmente, dois gênios em economia defenderem essas teses, são: João Pedro Stédile e Luis Inácio LULA da Silva. Como esperar alguma de um Governo que pauta suas ações pelo número de votos contra ou a favor do impeachment? E como esperar alguma coisa de um Legislativo que busca apenas se aproveitar da fragilidade do Governo?

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