16/09/2015

Torce, retorce, procuro mas não vejo, não sei se era a pulga ou se era o percevejo

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Um encontro ontem (15), no Palácio do Planalto, entre a presidente Dilma Rousseff, o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, e os líderes dos partidos “governistas” na Câmara Federal, para tratar das medidas anunciadas na segunda-feira (14), traduziu o quanto o governo está distante de fazer a base aliada virar governo.

A unanimidade dos líderes criticou a proposta de recriação da CPMF e, obviamente, a proposta de meter a mão nas emendas dos deputados, que seriam redirecionadas às obras do PAC.

Eu sempre digo que o Brasil é um país tão peculiar que até o mais conservador latifundiário concorda com uma reforma agrária, desde que não mexam com as terras dele.

Após as considerações dos líderes de que 80% do pacote dissolver-se-ia no Congresso feito papel celofane sob tempestade, a porta-bandeira deixou o desfile e o ministro da Fazenda ficou no papel de mestre-sala.

Mas Levy, que tanto entende de macroeconomia quanto não entende de política, não conseguiu ordenhar. Portanto, não adianta colocar açúcar e mexer que dessa panela não sai doce de leite: só leite derramado.

O encontro teve até bate-boca entre Levy e o líder do PSD, Rogério Rosso (DF), cujo presidente é aquela cara que faz partidos, o ministro das Cidades, Gilberto Kassab.

Rosso cobrou de Levy “uma posição menos financista” e “maior estímulo ao setor produtivo”, o que significa dar mais dinheiro à turma que já deve os tubos ao governo e sempre securitiza a conta quando ela está para vencer.

Acho que Levy se magoou com o “menos financista” e retrucou que “o Congresso foi um dos responsáveis pela retirada do selo de bom pagador do Brasil”. Aí, é claro, a cobra fumou. Imaginem se o Congresso é responsável por alguma coisa nesse país...

Enquanto isso, no plenário da Câmara, o PT discursava contra adivinhem quem? Contra o governo. O deputado João Daniel (PT-SE), em voz decidida avisava que "o PT está firme com a presidente”, mas que ela cuidasse de “implantar o projeto para o qual foi eleita”, pois se assim não fosse, ele seria “contra”.

Pela básica dialética da acessão e razão, como a presidente não tem como implantar “o projeto para o qual foi eleita”, ele é contra a presidente e PT saudações.

Se essa crise política não fosse tão trágica, ela seria deliciosamente cômica.

6 comentários:

  1. nao e posivel que o ministro levy so tem como soluçao o aumento de imposto,ja aumentaram gas,energia gasulina e o diabo a quatro que buraco e esse que nao enche nunca.

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  2. A Dilma precisa daquele famoso assessor do "vai dá *****".

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  3. Francisco Marcio16/09/2015 19:43

    V.Exa acredita que o Luiz Carlos Trabuco mantém o Levy ( a fórceps) até quando no cargo. Ele ainda passa círio como ministro?

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  4. Francisco Màrcio16/09/2015 22:07

    Não é tirar é ele jogar a toalha, ensopada de suor e nem um resultado. Todas as soluções apontadas pelo Levy, foram boicotadas. Pra ele reassumir uma diretoria do Bradesco e até, quem sabe, cuidar da fusão HSBC/BRADESCO é muito mais tranquilo.
    Comparo sua amiga Dilma como alguém que deu um cheque sem fundo, não pagou, e quer renovar o limite de crédito. Assim, sem crédito, só resta a porta da rua.
    Pode engomar o terno, creio que seu chefe tenha prestígio com o Temer e vai lhe levar para Brasília...

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  5. Eu topo pagar a divida, porem ficar com a Dilma é demais. Quem vai pagar o pato é o povo brasileiro, sabemos disso, mas ficar com a Dilminha é muita sacanagem. FORA DILMA!

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