01/09/2015

Se Janot corre o bicho assopra; se Janot fica o bicho morde

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O ministro do STF, Gilmar Mendes, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), acolhe qualquer tipo de pedido de investigação intentado pelo PSDB contra as contas, já aprovadas pelo TSE, da campanha de reeleição de Dilma Rousseff.

Mas tem encontrado oposição do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que, além de alegar preliminares de intempestividade, opina que não existem indícios suficientes para abrir a ação.

Em um dos escatológicos despachos de Gilmar Mendes, que mandou investigar notas fiscais de fornecimento da empresa VTPB Serviços Gráficos e Mídia Exterior Ltda, Janot alegou a "inconveniência" da Justiça e do Ministério Público Eleitoral se tornarem "protagonistas exagerados do espetáculo da democracia".

Ainda, lavrou que a exagerada “judicialização do processo eleitoral” fere a Constituição, que traz como principais atores da democracia “os candidatos e os eleitores".

Na chicana que o PSDB patrocina, usando o TSE como balcão de 3º turno, Janot admoesta que "os derrotados devem conhecer sua situação e se preparar para o próximo pleito".

O fato é que o processo de análise da prestação de contas do PT terminou em dezembro de 2014, quando as contas foram julgadas e aprovadas por unanimidade, pelo TSE, e o PSDB não recorreu no prazo devido, tendo as contas transitado em julgado.

Mas os tucanos, militantes e simpatizantes, já bodejam ao mundo contra Janot, chamando-o de vassalo do governo. Para essa comandita, Janot é sério quando denuncia a companheirada da Lava Jato et caterva, mas quando acerta uma no cravo é chamado de mau ferreiro.

5 comentários:

  1. Meu amigo Parsifal me tire uma duvida , caso a Dilma saia esse ano ela leva o vice junto? E se sair ano que vem sai só e o vice assume?

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    1. Meu amigo Chico Barão, isso depende do instrumento legal usado para destituir a presidente. Se, por exemplo, o pedido de investigação das contas de campanha da Dilma procedessem e o seu registro fosse cassado por irregularidade nas contas, a chapa toda cairia, o vice iria junto e, como ainda faltam mais de dois anos par ao final do mandato, novas eleições seriam convocadas.
      Se a destituição se desse por impeachment, este atingiria apenas a pessoa da presidente e o vice assumiria para cumprir o restante do mandato.

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  2. desculpe eu abordar um assunto não relacionado ao topico, mas que parece importante para mim.

    prezado sr. Parsifal, será que é muito dificil uma instituição financeira cobrar uma divida causada por um emprestimo na justiça?
    pergunto isso por ver que enquanto o aplicador recebe cerca de 1 por cento ao mes o tomador de credito pessoa fisica paga geralmente entre 4% a 15% ao mes, e de vez em quando alguem diz que o alto risco influi.
    não lemmbro se foi no ano passado ou retrasado, falava-se muito em criar um cadastro positivo, que faria baixar os juros, mas parou-se de falar. Na época, a presidene estava numa cruzada para baixar os juros, mas não teve exito.

    não seria conveniente pra o bem estar de todos que não houvesse dificuldade para obrar divida na justiça?

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    1. Não há dificuldade em cobrar dívida na justiça. O problema é que o que responde pela dívida é o patrimônio e grande parte das dívidas não são liquidadas em execuções judiciais por ausência de patrimônio do devedor que cubra o valor devido.
      Juros só baixam, efetivamente, quando a economia aquece o país está em franco crescimento. Fora isso é impossível influir no mercado de juros, pois dinheiro é mercadoria e quanto mais ele está escasso mais caro estará.

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