15/09/2015

Governo anuncia cortes e aumento de impostos, mas depende do Congresso para efetivá-los

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Reagindo ao rebaixamento da nota de crédito do Brasil, assinada pela Standard & Poor’s, o governo anunciou ontem (14), uma espécie de sub-rotina emergencial do ajuste fiscal.

O pacote visa cortar despesas equivalentes a R$ 26 bilhões e cogita, de novo, ressuscitar a CPMF por um período de quatro anos, além de aumentar, escalonadamente, a alíquota de imposto de renda para ganhos de capital a partir de R$ 1 milhão.

A maior parte do pacote, todavia, tem que ser desembrulhada pelo Congresso e aí é que a jurupoca pia, pois a Casa, embora possa discutir os cortes, resiste ao aumento de impostos, que significariam R$ 40,2 bilhões dos R$ 66 bilhões totais do pacote.

Em assim sendo, o governo age de forma temerária, anunciando medidas para as quais depende de um alfaiate sobre o qual tem pouco comando, para talhar os cortes na cambraia oferecida.

Ao saber da encomenda, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), estrilou, dizendo ser “pouco provável que haja consenso sobre a CPMF”. O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL) aparou Cunha e lubrificou o tranco: disse que os cortes "são significativos", mas que “as medidas serão melhoradas pelo Congresso, que dará a palavra final".

Entenda-se, nas duas falas, o seguinte recado: vamos modificar tudo e para isso vamos levar o resto do ano, ou seja, por enquanto não temos soneto e nem emendas, só intenções de versos.

Uma das medidas que eu aplaudo, mas que tenho dúvidas se será aprovada no Congresso, pois já foi tentado antes, sem sucesso, é o disparate do chamado Sistema S, que congrega entidades como o Sesi e o Senai que não passam de feudos de uma simbiose político-empresarial. O governo pretende usar parte da contribuição recolhida das empresas e repassada àquelas entidades para cobrir o rombo da Previdência.

Abaixo as medidas anunciadas, com as quais o governo pretende economizar supostos R$ 66 bilhões:

Um comentário:

  1. É Caro Deputado quem paga o pato é praticamente o assalariado. Esse desgoverno incompetente e desonesto, a madame vampi deve pedir para cagar e sair logo, logo, não dá mais para suportar.

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