13/09/2015

Cortando o barato

6 comentários:

  1. Parsifal, eu vi um video de uma empresa de assessoria economica em que afirmam que para combater aquela crise de 2008 os bancos centrais de paises desenvolvidos emitiram mais de 100 trilhões de dolares.
    Comparando com a previsão de deficit orçamentarrio do governo brasileiro de 30 bilhões de reais, esse valor é mais de 10.000 (dez mil) vezes maior.

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    1. Por favor, envie-me o vídeo desse link para eu saber o nome da empresa que cometeu uma heresia desta, pois essa foi a maior inverdade econômica que eu já ouvi na vida.
      Não é possível uma emissão de “mais de US$ 100 trilhões” em um ano, porque o PIB de todos os países do mundo somados foi menos de US$ 70 trilhões em 2008 e não foi mais de US$ 100 trilhões em 2014.
      Além do mais, os bancos centrais não têm a prerrogativa de simplesmente “emitir” moeda ao seu bel prazer: precisam de autorização legal e o fazem sobre um lastro que antes já foi o ouro e hoje é o PIB.
      O PIB de toda a União Europeia, que é composta pelas 28 maiores economias da Europa, somado ao das 10 maiores economias do mundo, foi de US$ 53,5 trilhões em 2008 e de lá pouco cresceu, sendo, portanto, impossível, lastrear o dobro em emissão, o que causaria uma crise financeira pior que a crise econômica que deveria ser concertada, pois a emissão sem lastro causaria uma inflação descontrolada, jogando o valor de face da moeda no chão.
      Os EUA, na crise de 2008, usaram o Banco Central para comprar – e não emitir, mas a maioria usa o termo “emitir”, porque a compra inunda o mercado, como se o BC estivesse “emitindo” dólar – US$ 1,7 trilhão dos títulos bancários e até 2013 somaram a isso US$ 600 bilhões, o que soma US$ 2,3 trilhões e foi o país que mais usou desse artifício para mitigar a crise de 2008.
      Quanto ao Brasil, não devemos analisar o déficit nas contas públicas de forma absoluta e sim o que ele significa no orçamento e orçamento, sempre, deve ser fechado com superávit, o que demonstra equilíbrio e responsabilidade fiscal do governo, além de uma economia sadia do país, que comporta um PIB sobre o qual o governo arrecada, executa as suas despesas, paga as suas contas e, se tivesse superávit, ainda teria recursos para investimento, sem endividamento. Déficit é muito, sempre, seja ele de 8, 800 ou 8 mil, por isso o governo precisa se esforçar para zera-lo.

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    2. essa empresa não deve ser muito apreciada pelos apoiadores da Dilma, trata-se da empiricus.
      não salvei o video no meu computador, mas devo dizer que eles não disseram em quanto tempo emitiram esses mais de 100 trilhõe, afirmaram apenas que foram emitidos para sair da crise.. Podem ter levado mais de um ano, eu penso.
      eu estava escutando musicas que acesso pesquisando, quando apareceu como alternativa olhar esse video. Não tenho certeza se o video se chamava "o fim do brasil".
      o ponto deles foi dizer que para o problema dos bancos centrais ser solucionado, o brasil vai ser um dos que será ferrado pelas consequencias da solução.
      eu penso que eles devem ter certeza disso, não iriam arriscar sua reputação com numeros distorcidos sem necessidade. Se eles afirmassem que fossem 10 trilhões, o efeito sobre os leitores seria praticamente o mesmo.
      há um colunista da forbes chamado ken fisher que nunca falou em numeros mas dizia nos anos pos crise que as bolsa iriam subir e afirmava que todo muindo estava emitindo moeda as escondidas, o que era uma das razões que iri m fazer as bolsa subirem.

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    3. o titulo do video é "o fim da presidente". PEsquisei e escutei de novo para me certificar. A menção aos 100 trilhões está perto dos 8 minutos do video. O numero aparece bem grande escrito no video.

      Taí o link:

      https://www.youtube.com/watch?v=cL4ucUb2hIo

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    4. Está explicado. Você entendeu errado ou se expressou equivocadamente ao repassar a informação.
      O que o vídeo fala é que os bancos centrais mundiais, aí entendidos os EUA, Europa e Ásia, irrigaram na economia “para mitigar a crise de 2008” e não apenas em 2008.
      Mas, o texto “econômico”, dentre outras desonestidades intelectuais, comete mais uma ao demonstrar o que afirma: no quadro seguinte, no qual demonstra o gráfico da liquidez inferida, é possível ver que o movimento de emissão que totalizou os US$ 100 trilhões iniciou em 2006 e se estendeu até 2014, ou seja, o movimento se deu em 9 anos, pois estão incluídos 2006 e 2014, o que dá uma emissão média daquelas grandes economias de R$ 11 trilhões ao ano e isso é absolutamente normal, pois apenas os EUA emitiu, em 2014, cerca de US$ 400 bilhões, lastreado no percentual de aumento do seu PIB que foi, em 2013, +2,3%.
      O texto, embora traga declarações procedentes, constrói alguns dos seus fundamentos em sofismas. Por exemplo, ao falar de Joaquim Levy, afirma que esse é da escola de economia de Chicago e fundamente seus conceitos econômicos na figura do “homo economicus”.
      É verdade que Levy é PHD em economia pela Universidade de Chicago, mas é uma desonestidade intelectual afirmar que Chicago fundamenta-se, na espécie, na ficção do “homo economicus”: essa ficção foi instituída no século 19, principalmente fundada na teoria utilitarista de John Stuart Mill e não prosperou, de forma isolada, no século 20. Nem Chicago e nenhuma escola econômica atual isola a teoria para efeitos de economia aplicada, pois o conceito contemporâneo da economia é de uma ciência social e política e não uma ciência exata.
      Não é verdade, também, que o Brasil sofra consequências monetárias com a emissão daqueles US$ 100 trilhões irrigados entre 2006 e 2014, pois não é verdade que esse valor, como erradamente afirma o vídeo, constitui uma liquidez mundial, pois foram emitidos, circulados e liquidados domesticamente e fazem parte do PIB dos seus respectivos países. O ataque especulativo que o Brasil poderá enfrentar se deve quase totalmente à desorganização da nossa economia local.
      O vídeo e seu conteúdo, para ser a lavra de uma consultoria que quer fazer propaganda do seu entendimento do mercado, para angariar clientes, ou estabelecer o seu perfil politico, pode até enganar alguns, mas é tão cheio de falsos fundamentos que não resiste a uma análise minimamente científica.

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  2. Parsifal, não perca o seu tempo com esses garotos da Empiricus. Eles são um bando de picaretas que respondem até processos na CVM pelo que tu chamas de desonestidade intelectual. No meio de um bando de leigos eles já inventaram até pirâmide de consultoria.
    O Nassif conta algumas coisas nesse link: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2014/05/o-que-esta-por-tras-da-campanha-da-empiricus.html

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