10/09/2015

Aumento de impostos só depois do governo cortar custos

Shot007

Segundo o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), é posição da bancado do PMDB no Congresso, que “o governo primeiro corte gastos antes de propor aumento de impostos”.

Como o seguro de velho morreu e o desconfiado o velou, se a posição se manterá eu não sei, mas ela é sensata e oportuna, pois não é cabível que o governo cave mais fundo no bolso do contribuinte antes de verificar o quanto deve retirar do próprio poço.

"Há uma preocupação muito grande dos governadores e o partido entende que o dever de casa que deve ser feito é cortar despesas, extinguir ministérios, cortar gastos em comissão e só depois pensar em ampliar o espaço fiscal", discursou Renan.

O problema é que isso não sai do discurso e o Congresso defende cortes sempre, desde que não mexa na parte que lhe cabe desse latifúndio.

Gestam-se no governo, segundo as paredes do ministério da Fazenda, duas novas posições para as dentadas do Leão: uma seria aumentar a alíquota para pessoas físicas de renda mais alta, que sairia de 27,5% para até 35% e outra seria aumentar a alíquota de pessoas físicas que recebem rendimentos de suas próprias empresas, que pagam de 4% a 5% ao invés dos 27,5% descarregados sobre os “sem empresas”.

A segunda modificação já deveria ter sido feita há muito, independentemente do engasgo hoje experimentado pelas contas públicas, pois ela, longe de alavancar a iniciativa privada, o que foi a essência da redução, deturpou-se em um artifício lucrativo para amortecer a pegada.

3 comentários:

  1. O Supremo é o Maior Barato!

    O Supremo Tribunal Federal tira o pó de cima das velhas leis e mostra o brilho da nova jurisprudência nacional sobre o consumo de drogas - o maior barato - 'uma coisa tão normal (portanto legal) quanto um indivíduo que fuma meia carteira de cigarro entre o jantar e a hora de dormir'.

    O tráfico internacional de drogas - a segunda mais rica organização criminosa do mundo - está em festa. Até que enfim a justiça daquele país bizarro, que considera o uso de antibióticos, hormônios e analgésicos um crime federal, reconheceu a injustiça que se fazia contra o uso de uma coisa 'tão inócua para o indivíduo e a sociedade' quanto as drogas - ou pelo menos uma delas (contrariando o ministro relator que defende a liberação geral).

    Pensei imediatamente nos 3 colegas de colégio que se marginalizaram e morreram tão precocemente por causa da maconha. Pensei no quanto sofre a família, principalmente as mães, destes jovens que se perdem pelo caminho das drogas e começam a roubar tudo dentro de casa para satisfazer a fissura do vício, e se tornam incontrolavelmente violentos e depois matam com a maior banalidade gente inocente nas ruas em troca do 'pleno direito constitucional ao vício'.

    ResponderExcluir
  2. Exato.
    Que tal se o legislativo extinguisse com sua manada de assessores comissionados?
    Extinguisse as fabulosas verbas de gabinete? Os auxílio-tudo?
    Que tal se aproximar do modelo sueco em relação aos custos do legislativo?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Teremos um legislativo do modelo sueco quando tivermos eleitores do modelo sueco.

      Excluir

Comentários em CAIXA ALTA são convertidos para minúsculas. Há um filtro que glosa termos indevidos, substituindo-os por asteriscos.