03/07/2015

STF nega compartilhamento da delação premiada de Ricardo Pessoa à CPI, mas a imprensa já tem

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A CPI da Petrobras pediu ao ministro Teori Zavascki, do STF, o compartilhamento de dados da delação premiada do empresário Ricardo Pessoa, da UTC, ou seja, os membros da CPI queriam acesso à delação de Pessoa e estavam esfregando as mãos à espera da maçaroca.

Mas Zavascki enviou ofício ontem (02) à CPI negando a delação da delação, justificando que “os acordos de delação premiada da Lava Jato estão cobertos por sigilo”.

Eu não sei por que esse pessoal adora o caminho mais difícil. Ao invés de pedir para o STF, bastava pedir para a Veja, Folha, Estadão e Globo, pois eles já tinham tudo antes mesmo de chegar às mãos do ministro Zavascki e se deleitam “torturando” os delatados.

Se negarem, o jeito é ir comprando as revistas e os jornais e orar para que não permaneçam tão seletivos.

10 comentários:

  1. A estratégia é não matar de vez. A estratégia é matar aos poucos. O sadismo da estratégia é ver o bicho sangrando. Os urubus gostam de carnes em putrefação. As noticias têm que chegar como conta-gotas. De uma vez só a defesa é mais fácil. A especulação faz parte da estratégia. A tortura é diretamente proporcional às delações. A Lava jato poderia se chamar de lava lento. O tema da corrupção faz parte de um pacote golpista onde ela está embrulhada. Os golpes no Brasil executaram esta estratégia. É só trilhar a história. Foi assim com Getúlio Vargas nos anos 50, com a famosa República do Galeão e foi assim no pré - golpe de 64. Tentaram com JK, mas não conseguiram, mas fizeram com o Jango. A elite brasileira não aceita distribuição de rendas e nem inclusões sociais. Para ela os pobres são apenas lixo. Os fascistas financistas não se interessam por desenvolvimento das classes mais baixas, o interesse é apenas pelos lucros e quando não conseguem posam de moralidade, de vestais e se aproveitam do tema corrupção como se honestos sejam. A hipocrisia tomou conta deste país. A mídia corrupta e sonegadora se finge de cordeiro, usando a inexperiência de um povo alienado. A imprensa brasileira é hipócrita e golpista, a história desta nação sabe muito bem disso. Desde Assís Chateaubriand, os Mesquitas, os Frias, Civitas enfim até chegar aos Marinhos. Somos a favor da investigação da corrupção desde que ela não seja seletiva. Como foram formados estes grandes impérios? Com certeza não foram com trabalho e honestidade.

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    1. Invenção da imprensa golpista, tudo mentira. Esses impérios foram construídos, possivelmente com corrupção, mas com muito trabalho, também. Não esqueça dos "impérios" contemporâneos construidos com financiamentos "legais", conseguidos por meio de doações "legais".

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  2. “A justiça, cega para um dos dois lados, já não é justiça. Cumpre que enxergue por igual à direita e à esquerda”, (Rui Barbosa)

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  3. De fato a hipocrisia impera neste país. Se a Justiça diz que o processo é sigiloso (me faz rir), como a imprensa todos os dias apresenta noticias da Lava Jato. Em razão dos meus poucos conhecimentos queria saber por que não são punidos aqueles que estão desobedientes à Justiça. São sigilosos pra quem? De Gaulle, o francês, estava certo, o Brasil não pode ser levado a sério. Lamentável!

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  4. Infelizmente não podemos contestar os fatos da história. Fatos são fatos. A verdade só aparece através da história. Nunca aparece durante a contemporaneidade, mas somente depois de anos do acontecido, quando os protagonistas já se foram e o calor da discussão não mais existe. Os fatos e regras sempre repetem, com mudanças apenas dos atores. A alienação provoca que a população se torne marionete nas mãos dos poderosos. A televisão um dos maiores engenhos da humanidade, também é uma das maiores mazelas. Entra em nossa casa sem permissão e manobra massas, principalmente quando uma nação é composta da maior parte de pessoas sem cultura política.

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  5. Seletivo é observar que a planilha que a TV Globo mostra que seria de um envolvido na operação Lava Jato, e que mostraria os partidos políticos que teriam recebidos propinas. Ao fundo percebe-se a participação das mais variadas siglas, inclusive das hoje no rol das oposições. Apesar disto a reportagem prefere escolher ou selecionar a juízo particular os que devem ser condenados pelo grupo de comunicação. Reportagem seletiva.

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  6. Máxima vênia. A judicialização da política ou a politicagem da justiça? Iniciado em 2013, o julgamento de uma Ação Direta de Inconstitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal, proposta oferecida pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil, questionando dispositivos da atual legislação que disciplina o financiamento de partidos políticos e campanhas eleitorais. No final de 2013 foi retomado o julgamento com o voto-vista do ministro Teori Zavascki, que abriu divergência em relação aos votos anteriormente proferidos pelos ministros Luiz Fux (relator), Luís Roberto Barroso, Dias Toffoli e Joaquim Barbosa (presidente da Corte) no sentido da procedência do pedido formulado na ação, por entenderem inconstitucional o financiamento de campanhas eleitorais por empresas privadas, e também a forma como está regulamentado o financiamento por parte de pessoas físicas. Ainda na sessão, os ministros Marco Aurélio e Ricardo Lewandowski anteciparam voto, posicionando-se respectivamente pela procedência parcial e total do pedido. Notemos que já existe maioria pela procedência da AdI. Em abril de 2014 o ministro Gilmar Mendes, mesmo com uma maioria formada a favor da procedência pede novo pedido de vista e até os dias de hoje não apresentou ao plenário o voto-vista. Daí a percepção da manobra política no judiciário, na Alta Corte do país. Engavetado o processo o Ministro parece esperar pelo o que já estava anunciado, o Congresso Nacional criaria uma nova legislação, como de fato está fazendo. Talvez concluído o assunto pelo Congresso o ministro possa dar o seu voto, aduzindo uma nova legislação e portanto a ADI estaria prejudicada. Se assim acontecer, há divergências, o que se trata ou se tratava é ou era a inconstitucionalidade ou não da legislação atual ou da época. Por maioria o STF aceitou a procedência, mas apenas uma manobra política no plenário interrompeu o quase julgado. Não há apenas a judicialização da política, mas também as manobras políticas no judiciário.

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  7. A redução da maioridade penal para 16 anos passou, em primeiro turno, na Câmara dos Deputados logo após de ter sido rejeitada um dia antes, o mesmo aconteceu com a aprovação do financiamento de campanhas eleitorais. Se continuarem violentando a Constituição para aprovar seus desejos, Eduardo Cunha e seus aliados ultraconservadores empurrarão o Brasil para o passado. Pelo andar da carruagem e se deste jeito continuar, com sorte, em 2018 ainda teremos a República, o Voto Feminino e a Lei Áurea. Que país é este?

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    1. entre o passado e o futuro para onde dilma e lula querem nos levar, prefiro o passado. No passado, eu caminhava pela calçada a um metro das janelas onde estavam os presidiarios, e não havia problema algum.
      era um prédio igual aos outros, e estava na principal rua da cidade. Muitas das casas mais finas e elagantes da cidade não tinham muro nem cerca, eram grama e flores até a calçada. Hoje até há gente da classe baixa que tem cerca eletrificada.
      O sujeito que disse que a lava jato deveria ser chamada de lava lento foi muito criativo, mas não estou de acordo com as ideias dele. O tratamento mais severo da imprensa é resultado dos riscos que o governo representa

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  8. Em parte concordo, principalmente a da tranqüilidade muito outrora. Voltar ao passado que vc quer por enquanto é impossível com qualquer governo. Também gostaria de voltar à aquela época, mas infelizmente ela está distante e faz muitos anos que esta forma de viver terminou. Lutemos pelo menos para que a situação seja minorada. Quanto ir ao passado ou ao futuro com Dilma ou Lula é apenas uma demonstração encabulada de comprometimento partidário, que é necessária e democrática. As defesas das instituições democráticas são importantes. A beleza da democracia é a permissão de mudanças de governos através de votos. O aborrecimento por não ter vencido não pode ser razão para mudanças que quebrem o processo democrático. Idéias não foram feitas para sempre estar em concordância, o contraponto é importante para a democracia. A imprensa em qualquer lugar do mundo não pode se arvorar como Suprema que deve dirigir qualquer governante, que deva este ter que cumprir a pauta da redação (do proprietário). A brasileira muito menos pode se apresentar como tal, muito e muito pelo contrário. A lentidão da lava jato é adequada ao sujeito e ao predicado do patrocinador.

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