20/07/2015

Os testemunhos da repressão

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O método usado pelo presidente-ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, para vencer as eleições presidenciais é mandar prender os seus principais opositores e torná-los inelegíveis.

Estão nessa situação Leopoldo López, ex-prefeito de Chacao e coordenador nacional do partido Rede do Povo, e os prefeitos Antonio Ledezma, de Caracas, e Daniel Ceballos, de San Cristóbal.

O governador do estado de Miranda, Henrique Capriles, que ainda não declarou a sua candidatura, diz que terá a mesma sorte assim que o fizer.

Esse método, excluída a prisão, é usado nos municípios brasileiros: o prefeito faz dúzias de denúncias contra o ex-prefeito, em regra o seu principal opositor, o que tem como efeito o mesmo número de processos. Daí pra frente a batalha é dos advogados, pagos com o erário.

É comum, também, que o prefeito patrocine a rejeição das contas do ex-prefeito na Câmara Municipal.

Eu sempre digo que os santos estão no céu e alguns compraram a santidade, portanto, não há santos nessa história. Mas como estas são as regras da democracia, estando o jogo dentro delas, quem não quiser bancá-lo não se senta à mesa.

No caso da Venezuela a coisa se faz com uma regra unilateral: quem ousar desafiar Maduro vai para o tronco.

É o que narra o livro "Testimonios de la Represión", do jornalista Carlos Arencibia, lançado este mês, contando com detalhes e fotografias os casos de torturas a que são submetidos os opositores do regime, presos principalmente nas passeatas.

Após as sessões, os torturados são liberados. Isso faz parte do enredo, para que possam contar o que passaram, amedrontando, dessa forma, os que se opõem a Maduro.

O Comitê de Direitos Humanos das Nações Unidas estima que haja, atualmente, pelo menos 76 presos políticos na Venezuela: aqueles considerados mais ativamente perigosos ao regime.

Um dia após o lançamento do livro, os chavistas trataram de desencadear uma campanha para desacreditá-lo. O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, o chavista Diosdado Cabello, declarou que o livro é uma “ficção da oposição. Uma espécie de conto de terror".

25 comentários:

  1. Em Breu Branco, no|Pará, o prefeito Admilson faz como Maduro, em conluio com o Juiz, prende as possíveis ameaças, prendeu o Alemão, prendeu o ex presidente da Câmara, vereador Hildebrando, está escarafunchando a vida do Barreirinhas para ver se consegue prende-lo. Assim concorrerá sozinho, pensa que ganha, se isso ocorrer, terá menos votos que os votos em branco.

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  2. Francisco Marcio20/07/2015 13:05

    Do regime do seu amigo, Fidel Castro, à quem V.Excelencia nutre verdadeira androlatria, V.Excelencia nada fala...

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    1. Androlatria é demais. Basta a amizade. E olha que El Comandante nem sabe que sou amigo dele.

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    2. amizade? então o senhor se considera amigo de fidel castro? ou quem sabe simpatizante?
      parece quem em cuba as masmorras de fidel castro são seguras, o lado ruim é que muitos são presos apenas por convicções politicas, o lado bom é que bandido não tem vez. Eles poderiam dar ensinamentos importantes para os brasileiros.

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    3. Gosto dos cubanos e tenho muitas amizades lá. As pessoas, inclusive você, pelo comentário, têm uma imagem totalmente diferente de Cuba.
      Sim, há presos políticos lá e isso é um lado de Cuba que deverá se encerrar com a assinatura dos acordos com os EUA para abrir as embaixadas, no qual Cuba se compromete a libertar os presos políticos.
      O sistema penitenciário de Cuba é tão ruim quanto o do Brasil e a bandidagem corre solta na ilha, pois o aparato de segurança pública tem tanto problema de custeio e má gestão quanto o nosso, portanto, por essa ótica, “bandido tem vez lá” da mesma forma que tem por aqui.
      Não, Cuba não tem o que ensinar ao Brasil. Ambos os países, todavia, têm muito a aprender juntos, pois os povos são extremamente parecidos e muito hospitaleiros. Como no Brasil, se você conversar com um cubano por meia hora, você sai da conversa sabendo de toda a vida dele e se a conversa se alongar mais um pouco, ele lhe conta a vida do vizinhos.

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    4. fiz uma breve pesquisa na internet, o pessoal diz que havana, apesar de ter mais de 3 milhões de habitantes, é uma cidade segura, praticamente não há assaltos.

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    5. As notícias sobre Cuba, de bom e de ruim, sempre me fazem lembrar a peculiar definição de um amigo que eu levei, há uns três anos, para visitar a ilha.
      Passamos uma semana lá e levei ele onde o turista vai e onde o governo faz questão do turista não ir. Na volta, na escala do Panamá, perguntei a ele se ele já podia me dar a sua impressão de Cuba, ao que ele respondeu:
      “Nem nem melhor e nem pior. Só diferente”.
      Havana é a maior metrópole do Caribe e tem todos os problemas que uma metrópole tem, inclusive assaltos, mortes, furtos, tráfico de drogas, como aliás, tem em Paris, Viena, Miami, Nova York, Moscou, Pequim, Belém, etc. Mas é verdade que Havana, por exemplo, é muito mais segura que Belém e embora não esteja entre as 50 cidades mais violentas do mundo, na está entre as 50 mais seguras, ou seja, não é pior e nem melhor do que muitas cidades, mas, de fato, é diferente.
      Mas se um dia você for lá, tenha o mesmo cuidado que teria em qualquer cidade do Brasil, principalmente se sair da área onde o governo faz questão que você esteja.

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    6. não ponho a mão no fogo pelo que li sobre cuba na internet, mas desconfio que seu ceticismo pode ser consequencia de não querer admitir que a repressão, a puniçao pode diminuir o crime.
      Em relação ao seu amigo, outra pessoa disse o mesmo, mas esse não deve ter ido a regiões que o governo não quer que sejam vistas.
      http://www.notisul.com.br/n/entrevista/cuba_nao_e_nem_melhor_nem_pior_e_diferente-37360

      Quanto as cidades citadas, tenho ouvido falar mal sobre a segurança em miami e paris. Já a respeito de pequim, um brasileiro que lá mora falou muito bem no pregrama o mundo segundo os brasileiros, é seguro em qualquer hora, mesmo de noite, disse ele.

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    7. A viagem que o Freccia fez foi uma das primeiras que eu fiz, ainda no final da década de 70, quando Cuba era “melhor’ do que é hoje para essas visitas oficiais, pois havia, com os bilhões que a então União Soviética mandava para lá todos os anos, um sistema organizado que encantava os visitantes e essa era a finalidade das viagens: angariar simpatizantes para o regime.
      O Miguel, que foi comigo há três anos, militou com o Freccia e ambos abandonaram o movimento sindical, assim como eu abandonei as utopias comunistas, mas isso é outra história.
      Você afirma que eu não admito o que sugiro (fique certo de que eu não sou um charlatão intelectual) porque não “quero admitir que a repressão, a punição pode diminuir o crime”.
      Primeiro, não confunda “repressão e punição” com política penitenciária. A repressão e a punição são necessárias, pois fazem parte do arcabouço penal legal e sem elas não haveria sentido a presença do sistema penal. A repressão preventiva, que é o policiamento ostensivo, é um elemento importantíssimo no combate à criminalidade.
      O que critico é o sistema prisional e a política penitenciária e não sou eu que afirma que a forma como ela está implantada não contribui para a diminuição da criminalidade e sim são 10 entre 10 criminalistas em todo o mundo. Baseados em pesquisas e constatações de países que mudaram as suas políticas penitenciarias e diminuíram a criminalidade, pois as penitenciárias passaram a não mais a retroalimentar o crime.
      Há outro equívoco sobre Cuba: na ilha não há essa “repressão” que você imagina. A única repressão de estado que ainda há, e sempre teve, é a política. De resto, a repressão da criminalidade “comum”, não é diferente do padrão que se encontra nos demais países com PIB similar e não por frouxidão do sistema, mas por absoluta ineficácia dele.
      Acredite. Tanto Freccia quanto o Miguel estão cobertos de razão: não é melhor e nem pior, mas, é de fato, diferente. Se um dia eu tiver de sair do Brasil para morar em outro país, não vou para Miami e nem para Paris: vou para Havana. E se você for lá, repito-lhe, não vá nessa de andar “qualquer hora da noite” tranquilamente. Isso é uma utopia em Belém, Havana, Pequim e em qualquer parte do mundo e não passa de argumento falso para sugerir fundamentos impróprios. Segurança, como tudo na vida, são escalas e estar mais perto do Zero ou do 10 depende de várias políticas e não somente de uma alternativa.

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    8. eu não sou muito bom em exprimir meus pensamentos. Parece que empreguei mal a palavra repressão. Penso que em Cuba há menos crimes porque as penas mais duras convencem as pessoas a não delinquir. Aqueles que já estão no crime são em principio irrecuperaveis. Então o que o senhor não quer admitir é que penas duras convencem as pessoas a não delinquir, isso o senhor disse em algum post, pelo menos assim entendi.
      Quanto ao policiamento na rua, eu penso diferente que a maioria da população, isso pode diminuir um pouco o crime, mas não levará a delinquencia aos niveis baixos que eu desejo, as punições que assustam é que são eficientes, mas precisam ser bem conhecidas. Não conheço na lei brasileira punições que assustam, com exceção de prisão inafiançavel para certos delitos que não são lá muito graves.

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    9. sem querer dizer que está tudo bem nas penitenciarias, a opinião dos criminalistas não vale nada, os interesses deles não são iguais aos do restante da população.
      mal comparando, aceitar que os criminalistas mandem é o mesmo que deixar as empresas de construção civil mandem nas leis referentes a construção. Conheço uma cidade onde permitem construir 2 metros sobre a calçada, depois do primeiro andar, em ruas já estreitas. Se deixar nas mãos deles, daqui a pouco constroem sobre toda rua, transformando as ruas em tuneis. Tal como no caso dos criminalistas, os interesses das empresas de construção não são os mesmos da população.

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    10. Os criminalistas não devem mandar em nada mesmo. A população não deve deixar que alguém mande em nada, pois as decisões, em uma democracia, são colegiadas e devem considerar as mais diversas opções, tomadas com sabedoria e sabedoria consiste em ouvir opiniões de quem estuda e pesquisa, pois a ciência é que move o progresso de uma nação.
      A sua grosseria, todavia, em afirmar que a “opinião dos criminalistas não vale nada”, apenas demonstra em quão despreparada está uma parcela da população para discutir os grandes problemas nacionais, pois o bom senso e a boa educação aconselham que se devem ouvir todas as opiniões, principalmente se vindas de pessoas que dedicam sua vida ao estudo da matéria e são ouvidos pela inteligência de países que estão conseguindo equacionar a questão.
      Se estão certos ou errados é outra história, mas todas as opiniões valem muito, inclusive a sua.

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    11. Ao 12:03

      Em Cuba não há penas mais duras que no Brasil. Em alguns casos elas são mais brandas até.
      No homicídio doloso, por exemplo, que é matar alguém com a intenção de praticar o crime:
      No Brasil:
      Código Penal
      Art 121. Matar alguém:
      Pena - reclusão, de seis a vinte anos.
      Em Cuba:
      Código Penal
      Artículo 261. El que mate a otro, incurre en sanción de privación de libertad de siete a quince años.
      Veja que no Brasil a pena máxima é de 20 anos e em Cuba é de 15 anos para homicídios, mais brando, portanto.
      O código penal cubano tem a mesma origem do código penal para o brasileiro, que é o sistema penal alemão e uma das poucas diferenças é que em Cuba há, excepcionalmente (a exceção é puramente política) a pena de morte.
      Aqui está o link para o Código Penal Cubano, caso você queira compará-lo com o brasileiro, para fundamentar as suas argumentações com maior acuidade:
      http://www.cepal.org/oig/doc/cub1987codigopenalley62.pdf
      Não está cientificamente provado que penas mais duras servem como anteparo à criminalidade. O que está evidenciado é que a criminalidade tem causas absolutamente divorciadas do arcabouço repressivo que foi criado não para evitar crimes, mas para punir quem os comete.
      O conceito da ciência penal é negativo e não positivo, ou seja, ele não impede e sim pune.
      Diminuir criminalidade é uma política social e não criminal e alguém que não dissecou o corpo para estudar-lhe os órgãos acreditar que o coração fica no estômago não o faz descer da parte superior do tórax.

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  3. aqui no brasil a maioria dos delinquentes profissionais tem a progressão de regime após cumprir um sexto da pena, daí já saem geralmente durante o dia. Nos exemplos que o senhor citou, a pena minima é praticamente igual, 7 anos em cuba e 6 anos no brasil, então o detalhe da progressão de regie com apenas um sexto da pena cumprida faz uma diferença importante.

    a respeito de estar provado CIENTIFICMENTE ou não se as penas mais severas ajudam a reduzir a criminalidade, digo o seguinte:

    nóis num qué sabê u ki pença us cintifiko, nóis qué pena çevera pra us vagabundu, i nossus represetanti devi kumpri noça vontadi.

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    1. Em Cuba, e em todo o mundo há progressão de regime em termos similares, pois não é possível manter o sistema sem ela.
      A linguagem final, além de ser um preconceito com as pessoas humildes, cujo sotaque é diferenciado pela regionalidade, ligando-as automaticamente à intolerância, ao desconhecimento científico, e à impostura, revela a falta de argumentos para declarar e demonstrar uma opinião que se baseia meramente em uma vontade.
      Não. Os representantes políticos não têm que cumprir a sua vontade e você não deve achar que a sua vontade é a mesma vontade daqueles que você tenta imitar, pejorativamente a fala. Isso é apenas a sua opinião e o que deve ser feito é um consenso da sua opinião, da minha e de quem mais tiver outra diversa. Chamam isso de democracia.

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    2. penso que a linguagem final não revela preconceito contra pessoas humildes, pode parecer mas não é meu caso.
      eu acuso os politicos de não fazer a vontade do povo.
      em 2005, fizeram uma consulta popular sobre desarmamento, o governo perdeu de goleada, e desrespeitou o resultado. Ontem pelo radio ouvi um politico da oposição falar a respeito. Não tenho ponto de vista firme a respeito, apenas quero ressaltar como o governo desrespeitou a vontade popular das urnas.

      tem a questão da redução da maioridade penal. No seu blog est´ escrito que 85% da população é a favor, de acordo com pesquisas feitas. Se os resultados estão corretos, mais uma vez desrespeitaram a vontade popular, pois a emenda foi rejeitada e depois foi totalmente desfigurada para conseguir a aprovação.
      excluiram até mesmo os delitos relacionados ao trafico. Um absurdo! Eu acho que a maioria quer punição também para crimes cometidos por menores relacionados ao trafico.
      Não está havendo democracia, não está havendo representatividade.
      quando alguém dá opinião sobre segurança, é preciso ver se não tem nenhum interesse envolvido, penso que no caso de profissionais da area sempre há interesse envolvido.
      o uso do linguajar supostamente popular foi eficiente para obter destaque, mas parece que não foi eficiente para a mensagem ser entendida.
      uma questão de filosofia: até que ponto um representante eleito pode legislar de acordo com sua convicção em prejuizo da convicção dos eleitores?

      é verdade que o politico sempre pode dizer que pensa que os seus eleitores concordam com sua opinião, mas pense nesse dilema.

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    3. Pela sua lógica não precisaríamos de um Congresso e todas as decisões nacionais seriam tomadas pelos institutos de pesquisas, inclusive as eleições, quando os pesquisadores sairiam às ruas com os nomes dos candidatos e quem estivesse na frente das pesquisas seriam os nomeados por esses institutos.
      Democracia é bem mais que isso e a vontade de uma maioria eventual, medida em um determinado tempo, de forma factual e sem discussões profundas, não significa necessariamente a melhor solução para a equação. A sua zona de conforto é um centímetro e a régua que mede as discussões nacionais e globais aceitas métricas ilimitadas e sujeitas, inclusive, a constatações que podem parecer paradoxais.
      O poder emana do povo, mas é exercido por quem ele elege, ou seja, o voto transfere o poder e a partir daquele momento o Congresso está credenciado a exercer o poder conforme a correlação de forças que foram credenciadas. Se o eleitor se sentiu desprestigiado na sua representatividade deveria mudar tudo na próxima eleição, pois é essa a regra observada pelo sistema democrático. Se o eleitor, recorrentemente, elege os mesmos, é porque aceita transferir o exercício à consciência e à conveniência do eleito.
      Portanto, não acuse o político. Acuse o eleitor. Só há eleitos porque há eleitores.
      Quanto a sua pergunta final, “até que ponto um representante eleito pode legislar de acordo com sua convicção em prejuízo da convicção dos eleitores?”
      A política não é uma providência moral e sim legal, assentada sobre regras éticas, que são diferentes dos juízos de valor. Os únicos limites dos eleitos são os códigos de ética do Poder Legislativo ao qual pertencem e o regimento interno pelo qual devem proceder. Os freios morais quem dá é o eleitor no momento do voto, pois é ele, o eleitor, que emite juízo de valor sobre a quem ele delegou o poder. Portanto, mais uma vez, a essência da questão não está no representante, mas no representado e é essa nossa mania de sempre culpar os outros e não nos olharmos no espelho, que retarda a nossa maturidade democrática.

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  4. o seu ultimo paragrafo é lamentavel, principalmente a parte: "os únicos limites dos eleitos..." data maxima venia
    e as vésperas das eleições vem os donos da midia fazer campanha vote vote, vote, vc precisa votar, não vote nulo, não vote em branco, vote, vote, vote, e as leis ameaçam com prisão quem fizer campanha pelo voto nulo e o voto em branco. Argh...
    mas em nenhum momoento eu quiz dizer que o senhor alguma vez tenha votado diferentemente do que os eleitores gostariam, minha preocupação são os deputados federais, que fazem as leis ref. a segurança publica.
    como depois de ser dep estadual a maioria vai para dep. federal, penso que não estou jogando palavras ao vento.

    os politicos e os bancos geralmente tem assessoria juridica, deveriam ter tb assessoria moral.
    para resolver o grave problema que emerge na sua resposta, penso que o voto deveria ser nominativo com commprovante e o eleitor deveria ter o direito de passar na justiça eleitoral a qualquer momento e retirar seu voto, podendo causar a perda do mandato quando os votos remanescentes forem insuficientes.

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    1. Não, não é lamentável: é a lei, que estabelece o Estado de Direito. Na República, a única coisa que estabelece limites é a lei e o ente público só deve deixar de fazer o que ele veta e pode fazer o que ele escreve, daí porque todas as atividades têm um código de ética para estabelecer os limites da atuação e um regimento interno para dizer como esses limites devem se haver.
      Sim, seja quem for que fizer a campanha você precisa votar. Se você vota errado (o eleitor, lembras?) o culpado não é quem pediu a você que "vote vote" e nem quem recebeu o seu voto, mas você, que votou errado. Por isso o maior peso específico do problema está no eleitor.
      Não existe assessoria moral. A moral depende de princípios e os princípios dependem da solidez de uma nação e como a população compreende isso. A bipolaridade do brasileiro é um afrouxamento moral que está no nosso âmago cultural e o político eleito não veio de Marte, mas saiu do meio do povo, portanto, o que você vê no Congresso ou nas assembleias legislativas nada mais é que o retrato do povo que o elegeu. Somente a rigidez moral de uma nação pode consolidar a moral política.
      A sua solução estabeleceria o caos, pois todos os dias haveria eleições e "deseleições" no país. O que você deseja há de 4 em 4 anos, mas o eleitor, pelo que se constata, está satisfeito, pois entre mais de 50 mil candidatos em todo o país, continua elegendo os mesmos.

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  5. Francisco Màrcio21/07/2015 23:11

    Estou com dificuldade de acessar a internet ( estou viajando e a internet- pra variar, está péssima ), mas alegra-me que um simples comentário no início da postagem foi o motor para essa paciente e elucidativa explanação de Sua Excelência.
    Saiba, como político não nutro admiração por suas escolhas, mas como um cientista político, a admiração vai longe...

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  6. Como eu já lhe disse, ninguém é perfeito.

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  7. de tudo o que o nobre pollitico falou sobre segurança, a unica coisa que penso que pode ter correspondencia com a realidade é que em havana nas zonas que o governo quer que não sejam visitadas, o risco é maior.
    o numero de votos nulos, em branco e abstenções é muito grande, e pouca publicidade se dá a isso, e eu considero importante, e mostra que há muita gente não satisfeita com os politicos.

    o programa "o mundo segundo os brasileiros " é maravilhoso, eles entrevistam brasileiros que moram em outros paises, e não turistas alegrões, embora as vezes esteja muito focado em diversões, mas temos que admitir que o patrocinador precisa dissso, se ficassem apenas criticando a segurança do brasil sem mostrar locais para visitar, ninguém iria viajar. Em Pequim, vi a entrevista de uma adolescente que mora lá com sua mãe e seu padrasto, confio no que ele dissse, então acredito que o senhor não está correto ao dizer que ha elevada criminalidade em qualquer cidade grande do mundo. Na Jordania, entrevistaram uma mulher que morava lá com seu marido e filhos, essa foi a que melhor criticou, jogou no lixo tudo o que dizem a maioria dos politicos brasileiros, aqueles que fazem leis brandas e que tem simpatia com os criminalistas.

    semanas atras, quando sugeri que deveriam cobrar taxas dos presos, especialmente sobre visitas, o senhor respondeu que os familiares já tem que pagar pelos lenços. Isso faz parecer estar o senhor do lado errado.

    a erudição deveria servir para entretenimento, em palestras por exemplo, não deveria servir para alguém se convencer de alguma coisa, a realidade deveria ser mais importante. O senhor me faz lembrar um americano que tinha idéias agradaveis mas estava errado, o sobrenome é rifkin, mas era agradavel ouvir seu discurso. Ele dizia que o segredo do baixo desemprego nos estados unidos era colocar mais gente nas prisões e comparava com a europa.

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    1. As grandezas são relativas e absolutas. O relativo é baseado na percepção, é sensorial. O absoluto é o que se mede cientificamente.
      O que você, eu ou quem foi entrevistado em Pequim ou na Jordânia acham é o sensorial. As estatísticas são diversas. A máfia chinesa, por exemplo, que domina bairros inteiros em Pequim, deixa a máfia siciliana parecendo santos e é a mais violenta do mundo.
      Nas estatísticas da ONU, baseadas em dados fornecidos pelos próprios países participantes, nem Pequim e nem a capital da Jordânia, Amã, sequer estão entre as 10 cidades mais seguras do mundo. Pequim é a 37ª e Amã sequer aparece entre as primeiras 50.
      O Rio de Janeiro e São Paulo, pelas estatísticas da ONU, são praticamente tão seguras, ou inseguras, quanto Pequim, pois o Rio está em 35° e São Paulo em 40°, enquanto Pequim está em 37°.
      Mas se você quer discutir questões científicas, entregando fundamentos sensoriais, baseados em entrevistas de fulano ou beltrano e acha que erudição é tentar convencer alguém pelo simples desejo da vontade pessoal, aí não há como prosseguir a uma conclusão lógica, pois eu não tenho como demonstrar a você que está quente se você, por algum distúrbio fisiológico, está sentido frio.
      Eu não tenho lado. O arcabouço jurídico e o sistema penitenciário de um país não são times de futebol para alguém torcer por um ou por outro. A minha visão é sistemática e eu, igual a você, quero um Brasil seguro. Se você acha que o país será mais seguro se as penas forem mais longas, ou executando os bandidos, eu acho que o país será cada vez mais seguro quanto mais as políticas sociais alcançaram a plenitude da nação, isso não quer dizer que você está do lado do mocinho e eu do lado do bandido. Apenas os nossos métodos são diferentes.
      Os métodos que eu acredito são os cientificamente comprovados em países que agiram daquela forma, e eu, que vim do mato e cheguei onde estou por que estudei, muito, não posso desacreditar de bases científicas e labuto por elas: eu prefiro a força do direito. Se você recusa isso e prefere acreditar no direito da força, é o seu método. Estamos em métodos opostos, embora desejemos os mesmo objetivos.
      O seu método é recusado pelo mundo que se diz civilizado e nenhuma democracia o recepciona, caminhando exatamente para alternativas menos violentas, pois violência não se combate com violência. Mas se você acredita nele, defenda-o, mas procure fundamentos científicos (eles existem) e não entrevistas do fulano ou do beltrano, pois o homem conseguiu sair das cavernas e chegar à Lua por progressos científicos e estamos conversando aqui por progresso tecnólogo. Não imagine que a ciência está apenas nas universidades e só serve para dar palestras. A ciência está aí na sua frente, no monitor que você lê isso e no teclado que você replica.
      É a ciência que move o mundo.

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    2. eu não jogaria as estatisticas da onu no lixo, mas convem lembrar como é dificil registrar uma queixa numa delegacia de policia no brasil, infelizmente tenho experiencia nisso, muitos brasileiros não registram queixas nas delegacias, então o brasil é muito mais criminoso e violento do que os numeros dizem.
      as ciencias matematicas, fisicas, quimicas, biologicas, tecnologicas progridem muito (embora façam muitas merd@s), as ciencias humanas não progridem.

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    3. As estatísticas não são da ONU, ela apenas sistematiza os dados que recebe dos devidos países. Quem manda os dados da China é o próprio governo chinês.
      Por favor, não use palavras chulas. O blog é censura livre. Imagine se uma criança acessa os comentários: estaremos dando mal exemplo de como se expressar.
      A ciência não faz o que você afirma, que eu prefiro chamar de erros, quem faz isso somos nós.
      Thomson, Goldstein, Rutherford, Chadwick e Bohr elaboraram o estudo do átomo e Einstein elaborou a teoria da relatividade. As máquinas de quimio e radio terapia, o raio-X, as ressonâncias magnéticas, os voos supersônicos, a química quântica e a física quântica, foram propiciado por isso. Mas alguém pegou esses estudos e criou a bomba atômica. Foi a ciência que fez o estrago? Não, foram os homens. A ciência é um instrumento que, como tudo na vida, pode ser usado para o mal e para o bem.
      Mas o nosso saldo é positivo. Você está equivocado. As ciências humanas progrediram tanto quanto as exatas e naturais. Aposte no ser humano. Não há ser humano irrecuperável ou destinado ao mau. Há aqueles que vencem e há aqueles que fraquejam. Os vencedores serão louvados, os que fraquejam precisam de ajuda dos que venceram, pois é isso que nos torna humanos e dignos de cada palavra daquele cântico: “O Senhor fez em mim maravilhas. Santo é o Seu Nome”. Nós somos a maravilha que o Senhor fez. Todos, sem exceção.
      Na hora que eu precisar do chicote, eu chamo você. Eu sou muito ruim nisso. Por isso desisti de fazer concurso para juiz, como queria a Ann: eu ia absolver, ou no máximo dar a pena mínima para todo mundo.

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