07/07/2015

Murmuro saudades na noite abanando, teu leque de estrelas, Belém do Pará!

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“O complexo de comunidades da Baixada Estrada Nova Jurunas, quinta maior favela do País, na zona sul de Belém, avança pelas margens e cursos de igarapés e rios que desembocam na Baía de Guajará. O tráfico usa a posição estratégica do cinturão de casebres onde moram 64 mil pessoas para receber e distribuir cocaína, crack e maconha que chegam e saem em embarcações de diferentes tamanhos pelos cais fora de controle da Marinha.”

“Dados do Censo de 2010 mostram que 66% da população da região metropolitana de Belém vive em favelas, chamadas na região de invasões e baixadas. O tráfico controla boa parte de Estrada Nova e Jurunas, conjunto de comunidades nascidas sem planejamento na calada da noite.”

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“Num dos braços da favela, um paredão de barracos margeia um canal de esgoto e entra quase um quilômetro Rio Guamá adentro. Casebres são erguidos em palafitas, sobre troncos de madeira a três metros do espelho de água escura. As paredes costumam ser de tábua, lona ou mesmo tijolo. Uma tubulação clandestina de água passa por baixo das moradias. Da bica, ela é puxada por baldes amarrados a cordas. Fios de energia elétrica passam quase encostados aos telhados.”

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“‘Aqui sempre foi conhecido mesmo pelos corpos que os outros vêm deixar’, conta Maria do Carmo da Silva, de 47 anos. Mãe de quatro filhos, ela relata que poucos saem à noite. Tiroteios são rotineiros.”

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As aspas são a parte que nos cabe da reportagem do Estado de S. Paulo, intitulada "Favela Amazônia", assinada por por Leonencio Nossa, com fotos de Dida Sampaio.

A frase do deputado José Priante, cortada do Blog do Bacana, vem a calhar ao quadro, embalando uma face de Belém que sofre com a praga de Antônio Lemos. Quem poderá arrancar Excalibur da pedra e quebrar o feitiço de Lemos?

O título da postagem é o último verso da mais bela canção já feita sobre Belém do Pará: "Bom dia Belém", de Edyr Proença e Adalcinda Camarão, abaixo defendida por Fafá de Belém.

6 comentários:

  1. Parsifal;

    Imóveis, crise econômica, atualização, corretores e OLX:

    É muito interessante o que se vê no aplicativo (do site) da OLX. Os preços dos imóveis depois da crise estão se agrupando em uma espécie de 'patamares de oferta', onde os terrenos e benfeitorias são muito semelhantes; mas os prêços é que são diferentes.

    Não existem limites seguros, mas podemos a grosso modo reparar que o primeiro começa em 5 mil e vai até aproximadamente 30 mil reais; o segundo vai de 30 mil a 60 mil reais; um quarto iniciaria em 60 mil reais e iria até 180 mil reais, porém aí neste caso teríamos uma superposição com um quinto que inicia em 120 mil e vai até 250 mil reais.

    Os preços não são proporcionais. Não adianta ir ao filtro do site e mudar a busca usando uma faixa de preço mais alta, pois as melhoras são muito pontuais dentro destes intervalos. E quando os imóveis são localizados na área metropolitana, é muito recomendável ir ao site antes de telefonar para qualquer corretor de imóveis.

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  2. Com certeza nem o Priante consegue quebrar essa "maldição".

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  3. Acho que jogar no lixo prefeitos como Hélio Gueiros, Nélio Lobato é puro deboche de quem não tem o que falar nem moral para abrir a boca.

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  4. A diferença do Prefeito Zenaldo para o, quem sabe, futuro Prefeito Priante é tão somente qual jornal vai esculhambar. O Diário do Pará seria aquele que mostraria Belém sendo o paraíso na terra e o Liberal "baixando o sarrafo" (provavelmente mostrando a verdade), mas com certeza as gestões seriam equivalentes. Nunca esqueceremos seu desempenho a frente da Secretaria de Saúde do Estado, nem todo mundo tem memória fraca. Aliás o senhor faz o que em Brasília?

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    1. Quem lhe disse que eu estou em Brasília ou está enganado ou quis enganar você. Cuidado. Falsas certezas causam perguntas cretinas.

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  5. Se Belém está assim é por conta dos políticos. Todos. E o que ele (Priante) e seus parentes (Jader, Elcione, Helder) fizeram ou estão fazendo pra mudar essa realidade. Criticar tudo bem. Belém está muito mal administrada a tempos. Mas não seria bom criticar e falar: vamos fazer isso e aquilo; sugiro que seja feito assim; estou me empenhando em Brasília, junto com meus pares e parentes pra ajudar a mudar esse quadro.
    Vamos por a mão na consciência (todos nós) e buscar saber o que já fizemos e o que podemos fazer por Belém, e não somente criticar.
    Ficar a dica!!!

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