11/07/2015

Lata d'água na cabeça…

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A arte foi cortada da capa de hoje (11) do "Diário do Pará", que faz a pergunta ao governador, depois de seis dias sem regularização da distribuição de água em vários bairros de Belém.

A Cosanpa, desde a quinta-feira (9), declara que o serviço está normalizado, mas os consumidores, até hoje, ainda reclamam de interrupções.

Um comentário:

  1. Parsifal;

    Muitos serviços públicos neste estado estão funcionando nos estertores do caos. Desastres em pequena escala com tragédias pessoais são diários e só não vê quem não quer.

    Estes recentes 'incêndios inconvenientes'; um no Pronto Socorro da 14 de Março e o outro na Estação de Distribuição de Água da COSANPA, demonstram claramente que as obras públicas estão com prazo de validade vencido. A qualquer momento pode se esperar um novo incêndio nas unidades de saúde sucateadas, ou um novo estouro nas velhas tubulações subterrâneas de água. A propósito, um amigo me alertou para o número excessivo de remendos nos cabos de energia elétrica, alguns destes com a metade do número de malhas do cabo, embora eu mesmo já tenha visto remendo com apenas uma 'perna'.

    O que vem acontecendo nas unidades de saúde do município de Belém, em termos de perda evitáveis de vidas humanas, é muito superior ao que ocorreu no PSM da 14 de Março, porém por ser menos espetaculoso, tem passado desapercebido do grande público. As pessoas que buscam o SUS evoluem para agravos por falta de atenção médica na rede básica, e posteriormente evoluem para óbito por falta de leitos e procedimentos de alta complexidade na rede hospitalar. E a retaguarda de alta complexidade pactuada com o estado? Com exceção do atendimento de trauma e de maternidade, é um 'elefante branco'.

    Há perguntas cuja resposta evidencia o descalabro da gestão pública no governo Simão Jatene, por exemplo: como é que o presidente da COSANPA vem dizer na televisão que todo o sistema trabalha com um 'relé' que mal suporta a demanda das 8 bombas d'água da estação, e que a mínima sobrecarga já é suficiente para disparar/desligar tudo. Francamente... uma empresa de grande porte não pode contornar este problema com equipamentos capazes de operar com alguma folga? Como é que uma empresa do porte da COSANPA não tem um plano de gestão de crises, que possa entrar em ação logo que aconteça um problema mais grave na estação? É claro que tudo isso leva a crer que os equipamentos estão totalmente defasados e a equipe gestora é composta de amadores no assunto.

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