08/05/2015

Há 70 anos, a Alemanha se rendia aos aliados, pondo fim a Segunda Guerra Mundial

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Em 8 de maio de 1945, há 70 anos, o alto-comando alemão anunciou a rendição às forças aliadas, que havia sido assinado na véspera. Berlim ouviu o anúncio devastada por uma das mais dramáticas batalhas da Segunda Guerra Mundial.

A Batalha de Berlim foi uma concessão dos aliados à Joseph Stalin. Franklin Roosevelt e Winston Churchill aquiesceram que caberia a Stalin tomar Berlim. Havia questões táticas, mas era um incontido desejo de Stalin devolver a Hitler a traição deste ao Pacto Molotov-Ribbentrop, firmado em 1939, no qual Hitler garantia que não levaria a guerra à Rússia.

> O Exército Vermelho e seus marechais

Stalin jogou todo o temível e impiedoso Exército Vermelho na Batalha de Berlim e os seus principais marechais, Ivan Konev, Vassili Chuikov, Konstantin Rokossovsky e George Zhukov (que merece um capítulo jamais escrito entre os grandes guerreiros da história) fizeram o serviço.

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A esses quatro exércitos Stalin entregou 2,6 milhões de homens, 6.250 blindados, 7.500 aviões e 46.100 peças de artilharia, que fizeram, rumo à Berlim, uma blitzkrieg reversa: desde o Báltico até os Cárpatos, varreram as posições alemãs com o mesmo vigor que Hitler invadiu a Europa no início da sua ofensiva, em 1939, começando pela Polônia.

> A vingança de Stalin

A pressa de Stalin tinha explicação na sua sede de vingança, pois embora os marechais aliados tivessem recebido ordens do Comandante Supremo das Forças Aliadas na Europa, o general norte-americano Dwight Eisenhower, para dar suporte aos soviéticos na ofensiva a Berlim, mas segurar as tropas na retaguarda do Rio Oder, onde os soviéticos se perfilariam para a ofensiva final, o empertigado general Patton, que comandou o Terceiro Exército Norte-Americano, após o desembarque na Normandia, ignorando as ordens, empreitou a sua própria blitzkrieg rumo à capital.

Patton só freou quando o próprio Eisenhower o interceptou que parasse, sob pena de Corte Marcial.

Foi o que valeu Stalin, ou Patton entraria em Berlim primeiro que ele, depois de, com um exército de 250 mil homens, ter tomado quase um terço do território alemão, impondo baixa ao Führer de 20 mil soldados, 47,7 mil feridos e 653,140 capturados.

> Os generais alemães

É injusto não mencionar, quando se fala da Batalha de Berlim, os nomes dos valorosos generais alemães que, em uma guerra já perdida, defenderam a capital até o último projétil lhes partir dos fuzis.

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Gotthard Heinrici, Helmuth Weidling, Helmuth Reymann e Wilhelm Mohnke resistiram aos soviéticos com 900 mil soldados, 1,5 mil blindados (os blindados alemães eram terríveis) e 3,3 mil aviões: um número muito menor que a ofensiva e infinitamente menos provido, mas de uma bravura singular.

> A ofensiva russa

O cerco a Berlim começou em fevereiro de 1945, quando o Segundo Front Bielorusso, ao comando do Marechal Rokossovski tomou a Prússia Ocidental e forçou um dos mais temidos generais nazistas, Heinrich Himmler, a recuar: era o movimento de pinça do Exército Vermelho que começava a fechar o cerco.

A outra tenaz da pinça se fechava com o Primeiro Front Bielorusso, ao comando do Marechal Konev, que isolou o Segundo e o Terceiro Exército Panzer alemão e cortou-lhe em três, impedindo que se comunicassem. Quando uma pinça é bem sucedida, reagrupar os exércitos decepados é algo terrivelmente improvável, sendo o recuo o movimento mais prudente. Mas os alemães só tinham um local para onde recuar: Berlim.

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Ao Marechal Zhukov coube avançar Alemanha adentro e guardar os vales e as bordas do Rio Oder, que uma vez atravessado era uma questão de dias tomar a cidade.

Zhukov comeu o pão que o diabo amassou para resistir às posições alemãs que lhe bombardeavam incansavelmente desde as Colinas de Seelow, onde as forças de um dos mais capazes táticos do Führer, o General Gotthard Heinrici, estabeleceu suas últimas defesas.

> A Vistula-Oder

As bordas do Oder se transformaram nas portas do inferno. Foi a famosa Ofensiva Vistula–Oder, que durou de 12 de janeiro a 2 de fevereiro de 1945, quando o Exército Vermelho, comandado por Konev e Zhukov, sob as colunas de fogo cerrado dos Panzer, atravessaram a linha polonesa do Rio Vístula e do Oder, encurralando Heinrici nas colinas de Seelow.

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Nessa escaramuça, pouco lembrada é a bravura indômita do Terceiro Exército Panzer, ao comando do General Hasso von Manteuffel, que com um exército aos frangalhos, com 10% da tropa soviética, segurou por quase um mês a força bruta arremetida pela Primeira Frente Bielorrussa.

Com o sucesso da Vistula-Oder, na madrugada de 16 de abril de 1945, Stalin determinou a ofensiva final sobre Berlim.

> O Último selo

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Os quatro marechais russos, das suas respectivas posições, deram ordem de ataque e o Sétimo Selo do Apocalipse se abriu, com todas as trombetas direcionadas a Berlim. Contam as crônicas da Batalha de Berlim, que os primeiros bombardeios, mesmo as 60 km da cidade, se fizeram sentir nela.

Em 19 de abril, as colinas de Seelow foram rompidas e Heinrici recuou para Berlim, onde os demais exércitos já estavam posicionados para a mais sangrenta batalha urbana jamais vista. Hitler determinou que os generais não cedessem “um palmo sem luta”, ou seja, tinham que morrer lutando.

Em 20 de abril, aniversário de Hitler, o Primeiro Front Bielo-Russo começou efetivamente a abater Berlim, não deixando pedra sobre pedra.

Os blindados russos, em poderosas pinças, pelo leste e pelo sul, avançaram ferozmente sobre a cidade, cortando tudo que lhes enfrentava as lâminas. A infantaria russa, com a moral alta, enfiava as baionetas em qualquer ventre que a desafiasse. Qualquer prédio de onde partisse um tiro era demolido.

> Os estupros e os saques

Como a história da Segunda Guerra é contada, como sempre, pelos vitoriosos, o lado sombrio da vitória é omitido. A própria Alemanha, que ainda tem dificuldades de tratar da Segunda Guerra, pouco se refere às milhares de mulheres berlinenses que foram estupradas pela horda sedenta por sexo dos soldados russos e dos saques que foram feitos, aos cântaros, aos museus e às residências civis.

> A rendição

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Em 30 de abril, Hitler, vendo que a batalha estava perdida e Berlim destroçada, suicidou-se. Em 1 de maio, Joseph Goebbels, que por um dia foi o Chanceler da Alemanha, também cometeu suicídio, após matar toda a família.

Coube ao almirante Karl Dönitz, que se tornou o Reichspräsident (presidente), negociar a rendição incondicional da Alemanha, que se deu em 8 de maio de 1945.

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O saldo da batalha de Berlim foi de 450 mil soldados e 81 mil civis alemães mortos. Dentre os civis, mais de 5 mil mulheres foram mortas por estupro coletivo: era a vingança pelo que os alemães fizeram em Stalingrado.

As baixas soviéticas foram de 20 a 25 mil soldados.

28 comentários:

  1. espero que um pesadelo deste tamanho...jamais se repita!

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  2. Francisco Marcio08/05/2015 21:55

    Como político seu crédito comigo roça o chão. Como blogueiro, historiador, advogado... seu crédito dá um salto triplo mortal carpado hermenêutico...
    Conte a fonte da bela matéria!

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    1. Não há "uma" fonte. Sou um contumaz curioso sobre guerras e batalhas e leio tudo o que me chega às mãos sobre elas.
      No caso da Batalha de Berlim, a meu ver, o livro mais detalhado e imparcial é o do inglês Antony Beevor, "Berlin: The Downfall 1945".
      Há também, de Cornelius Ryane (ou Ryani) "A Última Batalha", um relato seco, mas fidedigno do que foi o cerco.
      Em suas "Memórias da Segunda Guerra Mundial", Churchill faz uma longa digressão sobre a tática soviética ao sitiar e submeter Berlim.
      Charles de Gaulle também escreveu sobre a "Batalha de Berlim".
      Os números da Batalha estão documentados nas memórias de campo e nos romaneio dos exércitos, que eram obrigados a escriturar tudo, todos os dias: a chamada "Caderneta de Campanha".
      Há um documentário, de 120 minutos, do alemão Franz Baake, de 1973, sobre a Batalha.
      Muitos filmes e documentários tendo com objeto essa Batalha. Embora feito pelos soviéticos, e mais um culto à Stalin do que um documentário isento, "A queda de Berlim", de 1949 é um documento de imagens excepcional, assim como "A Batalha de Berlim", um documentário francês cujo autor não lembro agora o nome.
      Enfim, fonte é que não falta. É só procurar e ler.

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  3. Deputado, hoje assisti as notícias sobre os 70 anos da vitória aliada e percebi a pouca ou quase nenhuma referência a importante e decisiva participação da União Sovietica para a libertação da Europa. Os russos resistiram durante 02 anos aos pesados e crueis massacres nazistas, perderam em torno vinte milhões vidas e reverteram de forma definitiva o curso da guerra.

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    1. Não creio que os russos tenham "revertido de forma definitiva o curso da guerra", mas é fato que sem eles o curso da guerra seria outro. A meu ver, a guerra foi revertida, em prol dos aliados, muito mais pelos erros de Hitler do que pela força dos aliados e um dos erros principais de Hitler foi exatamente invadir a Rússia. Outro erro tático crasso de Hitler foi não ter invadido a Inglaterra logo após a tomada da França, permitindo a Retirada de Dunquerque, através da Operação Dínamo. Se Hitler tivesse, naquele momento, jogado a força bruta sobre Londres, ele pegaria Churchill em trinta dias e talvez tivesse vencido a guerra ali.
      Há várias teorias de renomados historiadores tentando explicar, ou pelo menos entender, o porquê do recuo de Hitler naquele instante.
      Mas a sua afirmação é inconteste: a Rússia resistiu bravamente a ofensiva nazista e o refluxo foi tão impiedoso quanto o ataque.

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    2. Deputado, em relação ao "refluxo tão impiedoso" ao qual o senhor se referiu. Se o senhor fosse um jovem de 17 anos em 1941, quando da invasão nazista que dizimou toda a sua família, o senhor entenderia este refluxo.

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    3. E em relação a vencer uma guerra, o senhor mesmo já comentou neste espaço em outro momento, que depende da Infantaria o golpe final. E Hitler depois de Dunquerque não tinha condições de invadir a Bretânia com a Wermart, pelo menos naquele momento.

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    4. Ao contrário, Hitler, quando tomou a França, chegou em Paris com suas forças praticamente intactas, pois a França jamais imaginou que as linhas Maginot pudessem ser rompidas e colocou todas as suas fichas nela. De lá, e em outra frente, principalmente a aérea, ele poderia ter partido para cima da Inglaterra, que naquele momento estava ainda esquentando as baterias, pois só Churchill cria que Alemanha se faria à guerra. É unânime a hipótese de que Hitler teria que completar o serviço. Mas recuou, a ponto de "permitir" o sucesso da Operação Dínamo, dando tempo a Churchill de convencer os EUA a patrocinar-lhe a reação.

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    5. Ao anônimo de 9 de maio às 04:33
      Eu não fiz juízo de valor, apenas qualifiquei o refluxo. Na guerra não há pasto para a piedade.

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    6. Discordo do seu entendimento em relação a invasão da Inglaterra. Apesar da retirada em Dunquerque ser um momento de grande momento para as tropas alemãs, não podemos esquecer que a maior frota marítima de guerra, à época, era da Inglaterra. Uma invasão precisaria de muito planejamento. Para o desembargue na Normandia foi mais de um ano de preparação e, salvo engano, foi adiada pelo menos uma vez por causa do mal tempo. Acredito, quanto a retirada em Dunquerque, que o erro de Hitler foi "permitir" o resgate dos combatentes, sabendo que aqueles voltariam em outra oportunidade para combater o exército alemã (como diria Churchill "A guerra não é ganha com retiradas").

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    7. Infelizmente, a retirada em Dunquerque deu a Europa uma "paz" momentânea, pois a guerra de deslocou principalmente para o norte da África. Essa "calmaria europeia" fez a máquina de guerra alemã se concentrar na invasão da Rússia e no extermínio dos Judeus e de outros povos "indesejáveis". Quando o exército alemão (wehrmacht) invadio o território Russo, eram acompanhados de tropas da SS - Schutzstaffel que tinha o objetivo simplesmente de matar, principalmente Judeus. Corriam as vilas e cidades matando-os a tiros. Essas mortes causaram tanto impacto psicológico a alguns militares nazistas que começaram a desenvolver técnicas menos "diretas" e pessoais de assassinato. Exemplo: criaram caminhões fechados hermeticamente que lançavam dentro do compartimento de cargas (cheio de pessoas) o monóxido de carbono emitido pelo veículo, até chegarem ao famosos campos de concentração.

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    8. Ao anônimo das 10:00

      Não é o "meu entendimento". Repercuto apenas a análise de historiadores e estrategistas, e todos, inclusive os norte-americanos, como o general Douglas MacArthur, que comandou as forças aliadas no Pacífico, afirmam que Hitler conseguiria bater Churchill logo após a França.
      A Inglaterra não tinha uma frota marítima muito superior a da Alemanha. O que ocorria era que o Tratado de Versalhes, ao final da Primeira Guerra, proibia a Alemanha de ter tonelagem naval maior que o os países do eixo, o que a Alemanha, depois da ascensão de Hitler, começou a desobedecer e se armar com tonelagem pesada, sem oficializar os termos. Isso inclusive era motivo de acalorados discursos de Churchill no Parlamento, pois ele era o único que batia na tecla de que Hitler se armava com finalidade expansiva. Após o convencimento do Parlamento por Churchill, e a guerra deflagrada, a Inglaterra começou a reforçar a sua tonelagem, mas embora com tonelagem maior, naquele momento, tinha menor mobilidade invasiva.
      Além disso, a maior parte da frota naval inglesa, estava no ninho (o que ocorria também com a França quando foi batida e se entregou), pois o Reino Unido atravessava dificuldades financeiras para se fazer ao mar, o que só foi resolvido quando o presidente do EUA - depois de mais de 5 cartas desesperadas de Churchill pedindo ajuda. O próprio Churchill conta isso em suas memorias – resolveu prover Sua Majestade: foi quando a Guerra do Atlântico começou a pender para o aliados, pois até então a Alemanha era a dona dos mares.
      O movimento de tropas para a Normandia envolvia 10 países e quatro operações, portanto não foi um movimento que se poderia executar em pouco tempo e demandou praticamente 9 meses. Um hipotético movimento de tomada da Inglaterra por Hitler envolvia apenas a vontade dele e, embora ele tenha sido aconselhado a fazer isso por todo o seu Estado Maior (Hermann Göring, o comandante em chefe da Força Aérea Alemã e um dos mais prestigiados comandantes de Hitler, insistiu com ele que aquela era a hora de tomar a Inglaterra, apresentando ao Führer, inclusive, o cronograma da invasão).
      Mas esse é um dos mais discutidos mistérios da Segunda Guerra: ninguém conseguiu, até hoje, averiguar o porquê de Hitler não ter determinado a invasão, contra o desejo de todo o seu staff militar. Até porque, como eu já lhe disse acima, até hoje, todos os estrategistas militares opinam que a hora era aquela.

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  4. Parsifal, excelente a tua narrativa. Destaco a figura do Gen. Patton, que se tivesse sido ameaçado de corte marcial, teria entrado em Berlim antes dos bravos comandantes russos. O grande estadista Winston Churchil, empolgou o mundo livre com seus discursos bélicos, e por ironia do destino político, menos de um ano após o término da guerra, foi derrotado, nas urnas, por Clemente Attle. Coisas da política.

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    1. Meu amigo Ronaldo, o próprio Churchill, para mim o herói dos heróis da Segunda Guerra (ele segurou Hitler e Mussolini sozinho, até que os EUA vieram em seu socorro), após essa derrota nas urnas, disse que os britânicos eram tão agradecidos a ele pela vitória que resolveram colocá-lo para descansar.

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    2. Cara, Churchill era um criminoso de guerra, lembre-se do massacre de Dresden, a cidade destruída, desarmada, um grande hospital à céu aberto e o cara manda o maior bombardeio de bombas incendiárias da história ! Foi pior que Hiroshima e Nagasaki...

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    3. anonimo, anonimo e os crimes que o alemães cometerão na 2 guerra, se os alemães tivesse ganhado a 2 guerra mundial e dominasse o mundo hoje se nos estivessemos vivos nos seriamos escravos deles

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  5. Dr. Parsifal, acho que o dia D- 06/06/1944- no qual ocorreu a densa operação das tropas aliadas, invadindo o litoral da França pelas praias da Normandia, e, em cuja operação foi usado o maior contingente naval jamais visto antes, foi um fator preponderante para que o conflito tenha terminado em 1945, com a vitória dos aliados sobre o 3° Reich. Ressalte- se esta foi batalha com pesadas baixas de ambos os lados, pois as forças nazistas rechaçaram ferozmente os desembarques dos milhares de soldados aliados que tomaram de assalto as praias francesas.

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    1. Sim. A Operação Overlord, a Operação Netuno, a Operação Glimmer e a Operação Tributável, todas mais conhecidas como Desembarques da Normandia – as duas últimas foram diversionismos para tirar a atenção da inteligência alemã do verdadeiro ponto de despejo, foram substanciais para imprimir torque ao avanço aliado que já se fazia sentir na Europa.
      Mas o contingente do Dia D foi menor que as tropas despachadas por Stalin para o Cerco de Berlim, assim como as baixas também foram menores.
      Pesa, ainda, ser a Batalha de Berlim muito mais singular que a Batalha da Normandia, porque nesta estavam envolvidos exércitos de 10 países (EUA, Reino Unido, Canadá, França Livre, Polônia, Noruega, Austrália, Nova Zelândia e Luxemburgo), reunindo 1,4 milhão de soldados e naquela apenas a Rússia reuniu 2,6 milhões de combatentes.
      É verdade, todavia, que envolvendo 6 mil navios, foi a maior operação anfíbia de todos os tempos.

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  6. os politicos também tem direito a ter seus hobbies, mas seria muito bom se os politicos estudassem a ajuda que uma lei de 2003 deu para o aumento da criminalidade (facilidade para progressao para o semi aberto), o mal que o banco central causa a economia ao defender o cartorio financeiro e estudasse o sistema financeira da alemanha e estados unidos.
    nos estados unidos em 1990 havia 8.000 bancos.

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  7. Não gosto de números redondos, 450 mil, 900 mil etc. Quem contou?

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    1. Todos os números que alcançam a casa dos milhares, principalmente em eventos históricos, são grandezas aproximadas se não a intenção é maior nos fatos do que na exatidão dos números. Eles são usados meramente para que o estudioso, ou o leitor eventual, faça ideia do tamanho do fato.
      A exatidão dos números de guerras, terremotos e eventos que envolvam multidões tem margem de erro considerada, pois são conseguidas, no caso de guerras, através do romaneio das tropas que saíram e do efetivo que voltou, e métodos análogos de contagem se inferem aos demais eventos.
      Claro que ninguém sai contando os mortos nos campos de batalha, antes porque alguns são desintegrados por bombas e outros, que podem ser dados como mortos por não terem voltado, podem ter desertado.
      Os efetivos que saem, todavia, são mais exatos, porque contados aos pelotões.

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  8. Existe um documentário da BBC muito bom sobre a segunda guerra chamado "redescobrindo a segunda guerra". São vários episódios e podem ser encontrados no youtube.

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  9. os alemaes,acostumados a massacrar populaçoes inteira no leste europeu,foram parados e derrotados plos grandes generais da uniao sovietica,

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  10. hitler não era muito inteligente nem entendia de assuntos militares.
    as tropas alemãs entraram facilmente na frança e em diversos outros paises porque metade ou mais da população nesses pais simpatizava com as tropas nazistas, foi o que aconteceu na frança.
    de acordo com programa que ouvi no radio, hitler estava cercado de puxa sacos, é proprio das ditaduras, só mediocres em torno do chefe do raio e do travão, mais ou menos como em certo pais tropical...
    os generais mediocres andavam em torno do manda chuva, enquanto rommel estava longe, esse era o melhor. Bem perto do final, rommel achava que os aliados desembarcariam na normandia, como de fato aconteceu, enquanto hitler pensava que desembacariam em callais, pois isso havia mais tropas em callais.
    eu comparo hitler com o motorista de onibus que tentou entrar com o onibus no palacio da alvorada duante o governo sarney. Quando os governantes fazem coisas estupidas, ou não fazem nada, como acontecia na alemanha antes de hitler e no governo sarney, pessoas que são desprepafadas e até sabem que são tentam a todo o custo fazer alguma coisa.
    eu sou o mesmo que quer que o governo imponha normas civilizadas em cima dos bancos e permita a qualquer brasileiro abrir um banco.

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  11. Se o hitler fosse mais chefe de estado do que estrategista o desfecho da guerra para a Alemanha seria diferente.

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  12. Se o hitler fosse mais chefe de estado do que estrategista o desfecho da guerra para a Alemanha seria diferente.

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  13. Discordando relativamente do nobre deputado, gostaria de salientar que foi a Rússia quem segurou sozinha a fúria alemã . É só analisarmos e quantificarmos o ímpeto nazista na operação barbarossa , que os nazistas denominaram a invasão da Rússia . E, é interessante notar que, os aliados só tiveram verdadeira iniciativa na guerra em 1944, no famoso dia D. Quando o destino da Alemanha frente ao exército russo já estava praticamente selado. Após a batalha de Stalingrado , em 1941-1942, o jogo virou, e a Alemanha começou a ser derrotada . Numericamente falando os custos humanos da Rússia foram mais que 20 milhões de mortos. Fato que, para qualquer observador imparcial, sugere que as nações ocidentais assistiam de camarote a destruição da Rússia ,tomando partido apenas quando notaram que , no ritmo com o qual o exército vermelho caminhava, os russos poderiam chegar pelo menos até Paris.

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    1. A Rússia "segurou sozinha" a fúria alemã no seu front específico e é indiscutível que a barreira russa foi decisiva para tirar tutano das canelas de Hitler nos outros fronts. Não há dúvida, portanto, que se Hitler tivesse deixado a Rússia quieta, as chances dele vencer a Guerra seriam enormes.

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