10/04/2015

Abilio Diniz se torna o quarto maior acionista individual do grupo francês Carrefour

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O empresário Abilio Diniz, 79 anos, que perdeu o controle do grupo Pão de Açúcar para o financista francês Jean-Charles Naouri, prepara a sua volta por cima no ramo supermercadista.

Nos final de 2014, Diniz pagou R$ 1,8 bilhão por 10% da operação brasileira do Carrefour e assinou acordo com o board do grupo que lhe dá preferência de compra de mais 6% nos próximos cinco anos.

Ontem (9), Diniz anunciou, sem revelar valor, que elevou a sua participação no Grupo Carrefour em todo o mundo, para 5,07%.

O Carrefour, pomo da discórdia entre Diniz e Naouri em 2011, é o segundo maior grupo varejista do mundo, atrás apenas do norte-americano Walmart. Com o alcance de 5,07% do total das ações, Diniz passa a ser o quarto maior acionista individual do grupo, o que lhe aproxima de portar envergadura para compor o conselho de administração.

Acima de Diniz no Carrefour hoje, está a família Moulin, dona das icônicas Galerias Lafayette, em Paris, com 9,5%; o bilionário Bernard Arnault, dono da Louis Vuitton Moët Hennessy (LVMH), o 13º mais rico do mundo, com 9%; e o fundo de investimento Colony Capital, com 5,63%.

Os supermercados Pão de Açúcar, depois da saída de Diniz do controle, perderam qualidade nos serviços, pois a visão de Jean-Charles Naouri é puramente financeira, enquanto Diniz mantinha um equilíbrio entre a maximização do lucro e a excelência dos serviços, o que o fazia manter mimos aos clientes.

Eu, notívago e apreciador juramentado de café com pão, era avisado por SMS a cada fornada da unidade do Tatuapé, quando em São Paulo, e era um dos frequentadores das primeiras horas da madrugada, pois a unidade era 24 horas, o que não existe mais desde que o francês muquiranas assumiu o controle e cortou esses supérfluos. Ele não deve gostar de comer um pão francês quentinho as duas da manhã.

4 comentários:

  1. e por isso,que o fuher invadiu a frança e humilhou esses muquiranas,eles so visam lucro e a exploraçao dos menos favorecidos.

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  2. Francisco Márcio10/04/2015 12:39

    Vossa Excelência, acostumado com a bolsa da viúva ( calma, falo só das mordomias habituais...), deve ter dificuldade entre receita e despesa privada. Pois, com os altíssimos encargos - saiba, à noite a remuneração do trabalhador é maior...- incidindo no lucro, certamente, não traz resultados vender pão e café ao senhor...

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    1. Nunca tive dificuldades com as minhas receitas e despesas privadas e nem públicas: sou absolutamente disciplinado financeiramente e não há reza de padre velho que me faça contrair débitos que alcancem mais de 50% das minhas receitas.
      Claro que o trabalho noturno tem que ser remunerado de forma diferenciada, mas isso é cobrado do cliente, como sempre. E quando não é recomendável descarregar todo o ágio no cliente específico, este deve ser pulverizado por toda a escala, o que, na maioria das vezes, no caso dos supermercados, significa alguns centavos a mais na barra de sabão, o que compensa pela fidelização, efeito do serviço diferenciado.
      Mas isso é visão empresarial de varejo, o que Naouri não tem porque é financista responsável por entregar resultados a quem, idem, nunca foi dono de quitanda.
      Para mim, e para os outros que têm o hábito, que era satisfeito pelo Pão de Açúcar, nada mudou: mudamos de ponto, para dois quarteirões à frente, onde há um Fran’s Café 24 horas, e os demais clientes que só têm tempo de fazer as compras tarde da noite, ou aqueles que preferem fazê-las às primeiras horas da manhã, também procuraram outra rede que oferece a conveniência.
      Como Naouri disputa até os centavos da barra de sabão, para ele isso é um detalhe com o qual não vale pena alguma se preocupar.

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    2. Então Naouri esqueceu um dos princípios mais elementares no mercado Varejista: Ouvir o cliente.
      Ou talvez ele jamais tenha aprendido essa lição.

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