16/03/2015

PF “reprende” Duque e apreende 131 obras de arte em sua residência

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De uma coisa o Ministério Público Federal não poderá acusar os ex-diretores da Petrobras e alguns dos indiciados na operação Lava Jato: mau gosto.

Nos mais de 500 relógios de luxo apreendidos, no início de fevereiro, em Santa Catarina identifiquei Rolex, Cartier, Breguet, IWC, Vacheron Constantin, Jaeger-LeCoultre, Hublot e, se a vista não me furtou a acuidade, um Patek Philippe.

Também já se apreendeu uma coleção de canetas de luxo e quadros de Salvador Dalí (!) e Romero Britto, que estão sob a guarda legal do Museu Oscar Niemeyer, em Curitiba.

Hoje (16) pela manhã, a PF protagonizou mais um capítulo da Lava Jato, desta vez batizado de “Que país é esse?”, desabafo feito pelo ex-diretor da Petrobras, Renato Duque, quando foi preso pela primeira vez.

A PF voltou a prender Renato Duque e, na sua residência, no Rio de Janeiro, apreendeu 131 obras de arte – o homem tinha um museu em casa. Dentre os quadros há os consagrados pintores brasileiros Guignard, Djanira e Heitor dos Prazeres. Só de Guignard há dez peças, segundo a PF.

O juiz Moro decretou a nova prisão de Duque baseado em provas oferecidas pelo MPF de que ele continua praticando lavagem de dinheiro. Segundo a PF, Duque, no final do ano passado, quando saiu da prisão, transferiu 20 milhões de euros (cerca de R$ 68 milhões) de um banco suíço para o Principado de Mônaco.

O novo decreto de prisão do juiz Moro em desfavor de Duque, portanto, não fere a decisão do ministro Teori Zavascki, que determinou a sua libertação no ano passado, pois estribado em um fato novo, diverso dos motivos que levaram a sua prisão anterior.

A defesa de Duque nega a transferência. "A história dessas contas é muito estranha, eu não tenho conhecimento disso, acho que não aconteceu", afirmou.

Um comentário:

  1. Gostaria de saber o porquê da paixão desses corruptos por telas de pintores renomados. Será que está imbuído no negócio? Uma forma de tentar lavar o dinheiro?

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