02/02/2015

PMDB no Senado, PMDB na Câmara, Sarney e Petrobras

> Renan Calheiros no Senado

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Renan Calheiros (PMDB-AL) reelegeu-se ontem (1) presidente do Senado pela terceira vez. Desafiado por uma candidatura do próprio PMDB o senador Luiz Henrique (SC), Calheiros obteve 49 votos contra 31 do adversário.

Nas duas vitórias anteriores e nessa, Renan Calheiros contou com o apoio incondicional do Palácio do Planalto e do PT.

> Eduardo Cunha na Câmara

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Destarte os esforços do Palácio do Planalto, que passou todo o janeiro tentando desidratar a candidatura do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ) à presidência da Câmara Federal, inclusive lançando um candidato do PT ao cargo, o peemedebista venceu a eleição no primeiro turno, com 267 votos e assumiu a presidência da Casa com ares de primeiro ministro.

Embora membro do maior partido da base aliada, Cunha desafia o Planalto desde que assumiu a liderança do PMDB na Câmara Federal.

O governo errou ao entrar tarde demais na disputa e na escolha do candidato: o petista Arlindo Chinaglia (SP), que obteve 136 votos, não é benquisto pelos seus pares, o que fez com que a máquina do governo não fosse suficiente para içar-lhe da derrota na qual todos apostavam.

Júlio Delgado (PSB-MG), obteve 100 votos e Chico Alencar (PSOL-RJ) 8 votos. 

Embora alguns governistas incautos aconselhem o governo a retaliar os deputados da base aliada que se uniram à oposição para eleger Cunha, o Planalto, se juízo tiver, deverá fingir que não foi com ele.

Abaixo, um balanço de perdas e ganhos da editoria da Folhapress, sobre a eleição de Eduardo Cunha:

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> Sarney sai batendo na Petrobras

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Em seu último dia como senador da República, em artigo publicado ontem (1) no jornal "O Estado do Maranhão", José Sarney despediu-se da política.

No adeus aproveitou para apupar a Petrobras por conta do cancelamento, anunciado da construção da refinaria Premium 1, cujas obras já caminhavam em Bacabeira, a 53 km de São Luís.

"Uma decisão que é uma manifestação de discriminação, desprezo, ingratidão e injustiça. Que culpa tem o Maranhão pela corrupção e pela bagunça da Petrobras? Pagamos nós pela Lava Jato!", esbravejou Sarney.

É fato que Petrobras virou de ponta-cabeça e toma uma decisão anômala ao descontinuar uma obra na qual já investiu R$ 1,8 bilhão desde 2007.

Mas não foi somente no Maranhão que a Petrobras temorizou: a petroleira também anunciou a desistência da refinaria Premium 2, no Ceará, onde já investiu R$ 1 bilhão.

As decisões são temerárias: a empresa investe R$ 2,8 bilhões em obras de duas refinarias e, não mais que de repente, conclui que não as quer mais. A prudência aconselharia arrefecer as obras até achar quem compre os ativos para conclui-las, pois vender esqueletos é certeza de depauperação de preço.

7 comentários:

  1. Parsifal...a cada dia que passa fica cada vez mais claro..que não temos uma presidente-gerente..temos sim um amadora, incompetente, beligerante.... e magoada..com quem não sei.

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  2. Francisco Marcio02/02/2015 13:06

    E Vossa Excelência ontem poderia ter assumido uma cadeira na Câmara Federal, também. Mas acreditou na candidatura ao Governo do seu pupilo. Agora sobreveio o desalento, encontra-se hoje na rua da amargura, sem lenço, sem documento.
    Bem-vindo a lida dos plebeus!

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    1. A amargura é um doce suplício. Principalmente quando se curte a plebe que transita o circuito azul do Mediterrâneo.

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  3. Desde o princípio estava entendido que o apoio do PMDB a Dilma não seria mantido caso a pauta do governo abrangesse itens essenciais à sobrevida dos peemedebistas, como o financiamento privado das campanhas e a regulação da mídia.
    O PMDB não sobrevive sem os milhões de reais que vão dar nele para defender uma agenda conservadora. E a regulação econômica da Midia acabaria com o coronelismo eletrônico da elite do partido.
    A situação, agora, é curiosa: as Jornadas de Junho mostraram que o país já não suporta o tipo de política representado pelo PMDB e a eleição de Eduardo Cunha é a negação do desejo de renovação demonstrado nas manifestações.
    Isso leva a uma conclusão: o futuro da agenda política nacional vai ser decidido nas ruas.Para que o conservadorismo do PMDB não faça o relógio andar para trás, os movimentos sociais vão ter que se mexer.
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    Estas a "Curtir" a plebe do Mediterrâneo... Só quem pode kkkkk

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    1. Há equivoco na sua análise: o PMDB defende o voto em lista e o financiamento público de campanha. O Eduardo Cunha, eleito presidente da Câmara, discorda do financiamento exclusivamente público e defende o financiamento misto.
      Não é “o PMDB” que se coloca contra a regulação da mídia: a posição é do Governo. A presidente Dilma já disse, mais de uma vez, que é contra qualquer tipo de regulação da mídia e por isso, por não ter apoio do Governo, que o anteprojeto de regulação nunca avançou. Eu não sou coronel de coisa alguma (nem de bengala) e sou contra qualquer espécie de regulação da mídia, o que é diferente da monopolização da mídia por políticos. O monopólio e a cartelização já são vedadas por lei e se o governo continua consentindo no status existente é porque compactua com ele. O PMDB, sozinho, não pautaria a República.
      O PMDB tem o maior número de prefeitos e vereadores do Brasil, a segunda bancada da Câmara Federal e a maior bancada do Senado porque foi eleito, por voto, para o tamanho que porta. Prefeitos, vereadores deputados e senadores não são nomeados por decreto.
      O anteparo “PMDB” é a desculpa mais cômoda para uma questão sócio patológica nacional, que retira o conteúdo do processo e culpa o continente. Enquanto agirmos assim a questão continuará irresoluta.

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    2. Regulação Economica da Mídia e não apenas regulação da midia...

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  4. Preste atenção nestas duas frases:
    1. "O meu governo tem o maior orgulho por ter alcançado o recorde de ter 56 milhões de pessoas atendidas pelo programa Bolsa Família." - Dilma Rousseff, PresidentA do Brasil
    2. "Devemos medir o sucesso dos programas sociais pelo número de pessoas que deixam de recebê-lo, e não pelo número de pessoas que são adicionadas." - Ronald Reagan, Ex-Presidente dos EUA
    Percebe a diferença?

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