04/02/2015

Anúncio da saída de Graça Foster faz as ações da Petrobras dispararem

Graça-Foster

Em uma reunião de quase três horas, ontem (3), com a presidente da Petrobras, Graça Foster, a presidente Dilma Rousseff decidiu fazer, até o final de fevereiro, o que já deveria ter sido feito antes do final do ano passado: demitir Foster e de toda a diretoria da empresa.

As especulações apontam três nomes como prováveis futuros presidentes da Petrobras: Henrique Meireles, ex-presidente do Banco Central, Roger Agnelli, ex-presidente da Vale e o ex-presidente da BR Distribuidora Rodolfo Landim.

Foster é servidora de carreira da petroleira e sempre foi tida como uma técnica competente, mas a sua permanência na presidência já era uma temeridade desde que jorraram as entranhas da empresa na Operação Lava.

A presidente Dilma Rousseff relutava em entregar os pontos aos fatos e defenestrar Foster. A gota que entornou o copo do Planalto foi Foster ter divulgado que os ativos da Petrobras foram inflados em R$ 88,6 bilhões, que a exploração de petróleo cairia "ao mínimo necessário" e que haveria cortes de investimentos e desaceleração de projetos.

Ou seja, a presidente da Petrobras não caiu na esteira da Lava Jato, mas porque disse a verdade sobre a situação da empresa.

Verdade que Foster, por lei, está obrigada a anunciar, pois as situações publicadas constituem fatos relevantes para o mercado e toda empresa que comercializa as suas posições nas bolsas está obrigada a emitir tais fatos relevantes para incrustar transparência na comercialização das suas ações.

Mas se os fatos relevantes publicados foram causa de queda do valor das posições da Petrobras na bolsa, o anúncio da saída de Foster e de toda a diretoria teve como efeito a subida das mesmas ações em 15%, ou seja, em um dia a Petrobras recuperou valor de face em aproximadamente R$ 15,6 bilhões.

O aclive do valor da ações, após o anúncio da saída de Foster, também ratifica o equívoco da presidente Dilma em não ter tomado a decisão há mais tempo.

2 comentários:

  1. Se o nosso país fosse sério esta pseuda cambada de executivos já estaria na cadeia a muito tempo e teria devolvido o dinheiro desviado da PTrobras.

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  2. A corrupção justifica o não comprometimento das reformas por parte dos políticos/legislativo e judiciário; assim eles podem dilapidar o país e nada acontece. A saúde, educação, segurança ... estão chegando proximo de ser miseráveis.

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