07/01/2015

Fechando a torneira

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A não apreciação do orçamento da União para 2015 pelo Congresso Nacional acabou sendo uma providência para o governo, pois isso limita os órgãos da administração direta a só empenharem, e liquidarem, 1/12 avos por mês do orçamento que teve vigência em 2014, até que o de 2015 seja aprovado.

Mas o Planalto não se dá por satisfeito com essa contingência e quer arrochar ainda mais a carrapeta da torneira: a presidência deverá determinar que os órgãos se limitem a despender apenas 1/20 avos, ou seja, o corte do cafezinho terá que alcançar também o papel higiênico.

Os fiscalistas estão afoitos e as medidas de contenção, visando deixar de gastar até R$ 65 bilhões em 2015, tendo como referência 2014, serão anunciadas a partir de hoje (7).

Quem elabora a receita é a tal Junta Orçamentária (ministros da Fazenda, Joaquim Levy; do Planejamento, Nelson Barbosa; e da Casa Civil, Aloizio Mercadante), que se reuniu ontem à noite no Palácio com a tarefa de preparar o chá de gengibre para que o governo, que amargou déficit primário em 2014, o que não é bom para a economia, obtenha resultado positivo em 2015.

A missão é tecnicamente possível, mas resta verificar se é politicamente provável, pois tem um pessoal que pensa que a pólvora não é deles e por isso não toma chegada na hora do tiro.

12 comentários:

  1. Nobre ex-Deputado: Mas chá de gengibre adoçado e com cachaça passa a ser o quentão das festas juninas. Quem sabe alguém acrescenta esses ingredientes no chá da presidenta.

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    1. O problema é que não terá dinheiro para comprar a cachaça e o açúcar para fazer a gengibirra.

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  2. Parsifal;

    O imbróglio criado em torno da exigência do extintor ABC que não existe no mercado, está criando um outro problema. Extintores BC em uso nos carros estão vencendo e os condutores estão receosos que a indústria da multa lhes acerte. Quem vai trocar um extintor obsoleto por outro obsoleto, só enquanto espera o ABC sair ser lançado no comércio?

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  3. tomare que consigam!!!

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  4. Francisco Márcio07/01/2015 14:19

    Só à título de informação: foi prorrogado o prazo para o uso obrigatório dos extintores ABC, por mais 90 dias...

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  5. Francisco Márcio07/01/2015 14:26

    Para Sua Excelência observar: o governo que V. Exª apoia com unhas, dentes, bocas, braços,...conseguiu a proeza de: PIB rés ao chinelo, inflação ( maquiada ) roçando o teto, contas públicas no vermelho... Mas, o que importa é estar na situação, e, dela desfrutar...
    Vossa Excelência, como vai estar desempregado em breve, já pode começar a campanha: Lula 2018!

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    1. As unhas, os dentes, a boca e o braço é por sua conta. O meu apoio, até ao PMDB, é sempre incondicionalmente crítico. Quem não tem fair play para ouvir as minhas rabugices não tem também o desprazer de gozar do meu suor.
      Quanto a 2018 já defendo uma candidatura do PMDB (eu sempre defendo que o PMDB tenha candidato até a papa, pois time que não entra em campo perde a torcida), mas se o partido decidir continuar no reboque e o Lula for o candidato, apoio com o maior prazer porque eu gosto dele e acho que ele, com todos os milhares de defeitos que todos temos, fez mais pelo Brasil do que a outra face da dualidade nacional, os tucanos. E até agora não surgiu quem quebre esse cabo de força.

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    2. o tucanato plantou e o lula colheu...

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    3. Se assim é, méritos tem tanto quem plantou como quem teve a capacidade de colher. Aí a escolha espreita apenas no âmbito da simpatia pessoal, pois ambas as atuações são meritórias. E como eu tenha antipatia ao tucanato nacional e nutro enorme simpatia pelo Lula, Lula lá!

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  6. Deputado,
    Ė isso que os "técnicos honestos" não conseguem digerir. Que venha Lula em 2018 que nunca antes na história desse país fez tanto.

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  7. Qual seria o nome do PMDB para disputar a presidência em 2018 deputado? Ulisses Guimarães faleceu há anos e não vejo outro honesto com tutano para disputa.

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    1. A lanterna de Diógenes ainda não se apagou e ele ainda está à procura dos honestos desde a primeira República grega. A probidade tem a ver com a moral da sociedade, pois é dela que saem os políticos. Se temos uma sociedade de moral dúbia, como via de consequência teremos políticos de igual dubiedade moral.
      Infelizmente, portanto, o Brasil vive aquela incomoda transição onde se vê na contingência de escolher entre os tipos de desonestidade que menos lhe desagrada e não entre o probo e o improbo.
      Nesse aspecto, portanto, basta que qualquer filiado partidário preencha os requisitos legais objetivos para ser candidato e isso vale para o PMDB, PSDB, PT e mais 30 partidos aptos.

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