11/12/2014

Triângulo amoroso

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O senador Paulo Paim (PT-RS) leu ontem (10) o termo de encerramento da CPI mista do Congresso que investigaria o cartel do Metrô de São Paulo, o famoso, mas pouco relatado, Propinoduto Tucano.

Criada em maio desse ano (2014), a CPI não chegou a fazer uma única reunião.

Na semana passada, a Polícia Federal concluiu a investigação do Propinoduto Tucano, que atravessou 4 governos do PSDB em São Paulo, e indiciou 32 tucanos de plumagem média, inclusive o presidente da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos, Mário Manuel Bandeira, ligado diretamente ao governador Geraldo Alckmin.

O Ministério Público de São Paulo, antes mesmo de impetrar a ação penal correspondente, acionou civilmente 11 empresas, das quais requer a restituição de R$ 418 milhões ao erário, em valores históricos.

> Mera coincidência

Concidentemente, também ontem (10), o deputado Marco Maia (PT-RS) apresentou o relatório final da CPI mista da Petrobras, criada para investigar os desvios na Petrobras, já conhecidos como Petrolão.

O relatório escreve o óbvio ao opinar que as investigações, por quem de direito, precisam “ser aprofundadas” e efetivamente "responsabilizados os investigados", mas não sugeriu nenhum indiciamento ou sanções políticas a quem quer que seja.

Conclui-se, ao desmontarem as lonas dos dois circos, e da mera coincidência de procedimento, que o PSDB e o PT apresentaram a mais perfeita tradução do uma mão lava a outra.

O PMDB, companheiro de longas datas do PT, curte certo ciúme desse triângulo amoroso, mas arrefece na certeza de que o PT pode, eventualmente, pular a cerca, mas tudo não passa de sexo de conveniências.

Um comentário:

  1. Como sou paraense da cor do açai , tenho que dizer , É g u a . Arrasou novamente, a análise.

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