04/12/2014

PF indicia 33 no relatório final do Propinoduto Tucano

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Em meio ao bloco do sujo do Petrolão, a micareta do Propinoduto Tucano, que envolveu tucanos de São Paulo com a Siemens e a Alstom em fraudes à licitação do metrô no estado, chega a termo com a conclusão do inquérito pela Polícia Federal.

No relatório, a PF concluiu que houve crime de formação de cartel e fraudes à licitações no período de 1998 a 2008, avaliou que os desvios, em preços históricos, atingiram até R$ 577 milhões, e indiciou 33 pessoas por corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, evasão de divisas, formação de cartel e crime licitatório.

As investigações apontam que os valores dos contratos do Metrô e da CTPM eram superfaturados em até 30%.

Entre os 33 indiciados estão servidores públicos do Metrô de São Paulo e da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), todos nomeados em cargos de confiança diretamente pelos governadores tucanos do período, doleiros, empresários e executivos das multinacionais envolvidas.

Mas, como era de se esperar, os ex-governadores do período, os tucanos José Serra, recém-eleito senador pelo PSDB de São Paulo e Geraldo Alckmin, reeleito governador de São Paulo pelo PSDB, não foram indiciados pela PF: eles não sabiam de nada e tudo foi feito à revelia deles.

Como sói ver, o ex-presidente Lula já fez escola jurisprudencial na espécie. Os tucanos deveriam pagar royalties a Lula, por usarem a expertise dele.

Os deputados Rodrigo Garcia (DEM) e José Aníbal (PSDB), que além de José Serra foram citados nas investigações, por imposição de foro privilegiado, estão sendo investigados em outro inquérito, no Supremo Tribunal Federal.

Um comentário:

  1. Nobre Deputado,
    De Josias de Souza, "...Em matéria de corrupção, os tucanos sofrem da mesma moléstia que acomete os petistas: cegueira. Assim como Lula não sabia que o mensalão fluía sob suas barbas e Dilma não sabia que PT e aliados prospectavam propinas na Petrobras, Serra e Alckmin jamais souberam das fraudes que descarrilavam as licitações metroferroviárias.

    Fica-se com a impressão de que o principal problema do país não é ético, mas oftalmológico. A falta de bons oculistas atordoa os brasileiros. Não bastasse ter de decidir se prefere o papel de cínico ou o de bobo, o contribuinte é assaltado (ops!) por uma segunda dúvida: o que é pior, os corruptos capazes de tudo ou os governantes incapazes de todo?

    De concreto, por ora, apenas uma evidência: em terra de cego, quem tem um olho não diz que os reis estão nus..."

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