08/12/2014

Cadeira elétrica

Imaginem se um deputado, ou quem o valha, comprasse, com dinheiro público, uma espreguiçadeira com massageador elétrico e estofamento em couro, a preço de R$ 8 mil, para relaxar a coluna nos intervalos das sessões parlamentares.

O assunto seria manchete em todos os jornais do país e o Ministério Público Federal proporia uma ação de improbidade pedindo a devolução do valor.

Foi exatamente o que fez o ex-presidente do Supremo Tribunal Federal, Joaquim Barbosa: comprou o mimo abaixo, para lhe massagear as costas quando al doce far niente, no vetusto palácio do STF.

Shot 002

Mas se o Joaquim Barbosa pode abrir empresa offshore, com endereço em imóvel funcional em Brasília, somente para comprar imóvel em Miami pagando menos impostos, e pode ainda, mesmo passados 90 dias da sua aposentaria, continuar ocupando o imóvel funcional destinado aos ministros da ativa, sem ser minimamente incomodado, o que é uma cadeira de R$ 8 mil, afinal?

A cadeira, no entanto, parece amaldiçoada: foi desprezada em um canto e nenhum ministro quer ter o prazer das suas massagens, com receio de ser fotografado no gozo.

Só quem podia, na bipolar moral nacional, era o Joaquim Barbosa.  Então, viva ele!

10 comentários:

  1. Nem tudo é o que deve ser. Rsrsrs os honestos também erram. Se fosse outra pessoa o ministro teria apontando o dedo.

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  2. Deputado....Depois daquela papagaiada de um juiz que se acha ser Deus, contra uma agente de transito no RJ...Eis que me aparece outro juiz no Maranhão, que se acha ser Deus também.
    Será que esses caras Deputado,acham que são realmete o Messias???
    Tava bom para eles se mandarem para a India,ja que lá existem varios Deuses mesmo...

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  3. Deputado, mas o tal ministro não tinha um problema sério de coluna? Inclusive realizava seu trabalha diversas vezes de pé? Isso não justificaria? Bom, pelo que ele fez com o PT eu mesmo daria a cadeira pra ele como presente de agradecimento. kkkkkk

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    1. Problema de coluna não se ameniza com cadeiras massageantes, ao contrário, elas podem agravá-lo.
      Mas não é isso que eu quero mostrar, e sim o quanto o patrimonialismo está impregnado no nosso superconsciente. Usamos e abusamos do erário como se ele fosse a nossa própria conta bancária. Do mais corrupto dos políticos ao mais ético membro da magistratura, é tudo igual: o Estado é para nos servir não importando a conveniência ou pertinência do serviço.
      Observe ainda a nossa moral bipolar: o mesmo ato que condenamos em uns nós aprovamos em outros.

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  4. Extraido do site www.sensacionalista.com.br

    Após brochar, juiz dá voz de prisão a dono de motel

    Um juiz, que não teve a vara revelada, passou por uma situação constrangedora em um motel da grande São Paulo. Após falhar com sua parceira, o juiz se aborreceu e deu voz de prisão ao dono do motel. O juiz acusou o estabelecimento de não oferecer condições adequadas para sua performance e mandou prender o dono. Irritado com o assédio da imprensa: perguntado se isso já teria lhe acontecido antes, o juiz disse que não e todos começaram a rir. Ele deu voz de prisão a todos os jornalistas, fotógrafos e cinegrafistas presentes.

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  5. Conte-me das suas virtudes, quase ex-deputado.

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    1. Elogio da própria boca é vitupério. Prefiro falar dos meus defeitos

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    2. Boa resposta! por isso que gosto de ler o seu blog, apesar de não concordar com sua posição política e algumas de sua opiniões, porque o debate é sempre de alto nível. O senhor não poderia dar um curso ao deputado Jair Bolsonaro de como debater sem agredir o opositor?

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    3. O Bolsanaro é incorrigível: nasceu torto.

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