09/12/2014

Almir Gabriel apresentou um Fausto ao Pará

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Na postagem “Drops de Araçá”, entre malcriações de tucanos que desejam passar fita adesiva na boca de quem lhes ousar tisnar as plumas, um comentário anônimo, pela propriedade e articulação do texto, mereceu vir ao FrontPage.

Ei-lo abaixo:

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“A disparidade na distribuição do orçamento estadual, é uma crítica que pesa contra o governador Simão Jatene, porque sempre existiu e porque milhares de vezes já foi (ou deveria ter sido denunciada), porém até hoje sem nenhum efeito prático. Mais transparente que o atual governador impossível. Só a burrice e a alienação de muitos se recusam a enxergar o que cada um perdeu.

Jatene sempre fez política em cima de compromissos com pessoas e com segmentos fortes da economia. Ultimamente, por necessidade, seguiu a inspiração petista, e incrementou o assistencialismo pré-eleitoral com o 'cheque moradia', um instrumento ambivalente que por muito tempo reforçou o caixa do segmento comercial com atividade clandestina de 'factoring', no que parece estar sendo copiadíssimo por Zenaldo Coutinho.

A milionária armação de marketing político em 2014 convenceu mais uma vez os eleitores do benefício das 'grandes obras por todo canto que se ande no Pará'; na verdade investimentos aplicados em áreas que ganharam proposital visibilidade (como uma dúzia de cerejas misturadas num pudim sem leite e sem açúcar) não importando que haja pouca ou nenhuma sinergia com ações públicas há muito esperadas para amenizar o universo de problemas de cada setor envolvido. Neste aspecto, Jatene não conseguiu imitar o PT nacional, que apesar de atolado até a barba na corrupção, promoveu de fato melhoria de vida para a base da pirâmide social no Brasil, mesmo que se desconsidere o bolsa família. Principalmente na área da educação profissionalizante e superior.

Fazem companhia ao baixo amazonas e ao sul do Pará:

(1) Os doentes egressos do H. Metropolitano, os quais, passada a euforia de haverem sobrevivido, descobrem que o estado não tem nada para lhes oferecer em termos de recuperação da fala, da consciência, dos movimentos, das incontinências, etc.;

(2) Os doentes de neoplasias que precisam de medicamentos caros e procedimentos curativos de alta complexidade que lhes darão esperança de vida;

(3) Jovens estudantes que não encontram escolas modernas, nem escola integral, nem escolas profissionalizantes com oferta de módulos para as profissões emergentes, diminuindo-lhes as chances de acesso ao emprego;

(4) Servidores públicos sem valorização desde janeiro de 1995 quando Almir Gabriel inaugurou a era tucana, salvo por um breve tempo, quando Ana Júlia recuperou parte das perdas salariais;

(5) Artistas locais;

(6) Pequenos agricultores; etc., etc., etc.

Os pernoites nas calçadas se tornaram mais frequentes e obrigatórios ao cidadão pobre em busca de consulta com médico especialista que confiou na promessa feita na campanha do governador e na campanha do prefeito da capital - que garantiam que isto seria acessível 24hs em todos os postos de saúde.

Pacientes do PSM continuam morrendo sem que procedimentos de alta complexidade sejam disponibilizados a eles, ex: a hemodiálise, que Jatene diz haver zerado o déficit. O estado e o município não estão preparados para suprir uma grande perda, que ocorre lenta e gradualmente pela aposentadoria e/ou morte de médicos especialistas federais há muito cedidos às unidades locais (1990).

Promessas de ajuda estadual ao baixo amazonas e ao sul do Pará foram remetidas ao orçamento do 'Brasil do futuro'; 'cerejas' foram jogadas por lá (não esqueçam e não sejam ingratos).

Serão mais 4 anos iguaizinhos aos 16 já vividos. O 'talentoso técnico' que Almir Gabriel apresentou a sociedade como 'o homem que iria alavancar o progresso do Pará', está mais para um 'Fausto' cuja fama e fortuna em nada o acrescentaram em humanismo e competência para resolver problemas regionais. Apenas mais uma raposa política, cujo maior mérito foi conseguir o aparelhamento geral do Poder Judiciário e do Ministério Público Estadual, através da troca de favores e do nepotismo cruzado com o executivo estadual, revelando uma subserviência inédita e que agride a quem tenha o mínimo de visão, entendimento e bom senso."

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8 comentários:

  1. gostei muito do texto copiei e coloquei no meu face...infelizmente o atrazo do estado é considerável..e se falando da cidade de Belém apesar de ser prioridade nos investimentos o que nos mostra de bom para a população ?....olho para todos os lados e nada vejo! alguém que esteja vendo nos mostre por favor!

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  2. “As leis e as salsichas, é melhor não saber como são feitas.” (Otto Von Bismarck).

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  3. Pois é.....mas o cara só foi candidato a Governador do Estado. E por três vezes. Apoiado pelo governador de então, sem apoio de ninguém: nem de governador, nem de prefeito e nem presidente da república e a reeleição. Diziam que era um poste, mas ganhou três vezes contra o PT e os sabichões da política.
    Vão procurar o que fazer ...

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  4. O povo está vendo. Acabou de dizer isso com a reeleição de Jatene .

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    1. "As grandes obras", equívocos, desinformação e manipulação eleitoral no Pará.

      Quase toda semana são publicados na imprensa casos de acidentes náuticos próximos a capital. Só este ano foram duas trombadas com a ponte do Moju, destruindo facilmente uma das 'grandes obras do governo', que deveria ter sido erguida com todas as especificações técnicas de qualidade e segurança, porém sequer as 'defensas' (proteção levantada ao redor dos pilares para lhes proteger contra choques mecânicos) foram incluídas no projeto.

      Os acidentes revelam outra mazela muito frequente: embarcações pilotadas por curiosos não habilitados, alcoolizados, portadores de transtornos mentais, ora com o agravante de excesso de passageiros, ora utilizando equipamentos velhos, 'engalicados' e desfalcados, revelando a ausência do papel fiscalizador do governo do estado e de outras instituições. Ainda em relação aos frequentes acidentes, é incrível como acontecem tão próximo ao porto de Belém e nenhuma comunicação, nenhum socorro lhes é prontamente prestado, ficando cada um entregue a sua própria sorte, como no naufrágio mais recente na baía do Guajará, em que os náufragos que não tinham a menor aptidão física para nadar não resistiram a distancia de 400 metros que os separava da ilha de Cotijuba.

      Mas se por um lado a navegação fluvial está beirando o caos, o governo criou o Terminal Hidroviário para passar uma impressão de que tudo vai bem. Mas... e a segurança das viagens? Qual a certeza que o passageiro tem, de que o barco não vá afundar 200 metros a frente do terminal por causa da ausência de um piloto de verdade, de equipamentos em bom estado de funcionamento, etc; e na hora do pânico venha a descobrir que não haviam equipamentos de salvatagem a bordo, e que ninguém apareceria para lhe prestar socorro? Afinal o que é mais importante para mim, para você e para o governador?

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  5. É bom lembrar que o Fausto na lenda alemão fez um pacto com o demônio Mefistófeles, para ter riquezas , poderes e outros do gênero. O pior é que é baseada na história de um médico e mago. Meu caro é muita coincidência ou realidade.

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  6. O irônico é que boa parte dessas colocações cabem a Dilma e o Lula

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  7. pra frente jatene !

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