01/11/2014

Pedido de auditoria do 2º turno da eleição para presidente, pelo PSDB, é de valência jurídica zero

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O PSDB, alegando que “há rumores na internet colocando em dúvida a lisura da eleição”, requereu na quinta-feira (30), ao TSE, algo que ele chamou de “auditoria do segundo turno da eleição presidencial”.

O partido diz como seria a tal auditoria: o TSE criaria “uma comissão de especialistas indicados pelos partidos políticos”, que analisariam os boletins de urna.

O Brasil gera mais de 400 mil boletins de urna, portanto, o PSDB, resolveu exercer o seu jus esperneando de forma bizarra e graciosa, e a sua bizarrice deverá ser rejeitada pela suprema corte eleitoral por absoluta falta de justa causa, pois para se questionar um processo eleitoral é necessário apontar a conduta vedada cometida e não somente expor uma notícia coloquial.

Se o TSE deferisse a anomalia pretendida, qualquer partido, em qualquer tribunal regional, poderia apresentar igual pretensão e as cortes eleitorais passariam os quatro próximos anos “auditando” os boletins de urnas, para ao final dizer que eles falam o que está escrito.

Se o PSDB quiser falar sério deve coçar o bolso, contratar uma empresa de auditoria, requerer ao TSE os boletins de urna, que são documentos públicos, e proceder, as suas expensas, a garimpagem. Se encontrar o diamante que procura, aí sim, com base na preciosa pedra, deve requerer ao TSE o que pretende.

Fora isso, o TSE deveria aplicar uma pesada multa ao PSDB por litigância de má fé e mandá-lo esperar a próxima eleição para tentar de novo.

3 comentários:

  1. Este luto parece que ai ser demorado. Vão fazer de tudo para que o defunto não seja enterrado.

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  2. deputado, o psdb tá certo quem apanha é que da parte na delegacia

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  3. Esta ação do PSDB é parte de um caldo de cultura nitidamente golpista que alguns setores mais à direita querem emular. A intenção verdadeira não é anular as eleições, já que não existe absolutamente um fato apontando qualquer irregularidade, mas pretendem lançar nuvens escuras sobre a legitimidade da vitória da presidente Dilma e seu aliados. É o discurso da "eleição comprada pelo bolsa-família", "vencida pela baixaria", "decidida pelos pobres e ignorantes" e outras sandices do gênero. No mesmo sentido temos esta semana capas de revista bradando contra a eleição , como a ISTOÉ, e a pífia manifestação na av. Paulista, mas que ganhou generosa e acrítica cobertura da imprensa, onde não faltaram lôas à Ditadura Militar e apelos a nova ação fardada. Resta ver isso significará a opção definitiva do principal partido de oposição pelo obscurantismo e por uma postura de desprezo pelos mais elementares princípios democráticos que ainda lhe reste .
    Um abraço. Carlos Botelho.

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