10/11/2014

Gestão pública: consultoria independente aponta o Pará como uma das piores do Brasil

Shot 020

A Macroplan, uma das mais respeitadas consultorias do Brasil, publicou o seu mais recente trabalho na área de gestão pública: o “Desafio da Gestão Estadual”, onde aferiu a gestão dos 27 estados do Brasil e como a eficiência, ou ineficiência, da administração se rebateu nos índices de desenvolvimento dos respectivos estados.

A Macroplan dividiu os índices pesquisados em 10 dimensões: Educação, Juventude, Saúde, Segurança, Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico, Desenvolvimento Social, Condições de Vida, Institucional e Gestão Fiscal.

Sumariamente, três mapas do relatório demonstram as quantas anda a gestão do Pará. Os resultados da Macroplan não concordam com a propaganda governamental e avalia a gestão paraense como uma das piores do Brasil.

> Mapa de melhores indicadores

No mapa abaixo contabilizou-se o número de vezes que os estados aparecem entre os 5 melhores nos rankings mais recentes de 59 indicadores. São Paulo, com 38 menções, está em 1° lugar. O Pará, com uma única menção, amarga o penúltimo lugar, ficando à frente apenas do Rio Grande do Norte, que não foi mencionado nem uma vez.

Shot 009

> Mapa de piores indicadores

Quando se contabilizou o número de vezes que os estados aparecem entre os 5 piores nos rankings mais recentes de 59 indicadores, desponta o Mato Grosso do Sul como o estado com menos menções. O Pará, empatado com Alagoas, é o estado com mais menções negativas em todo o Brasil: 31 menções negativas cada um.

Shot 011

> Perda de posições

O terceiro mapa desmente a propaganda governamental paraense e acusa os 10 últimos anos (o relatório se baseia em dados dos últimos 10 anos) de gestão pública do Pará como um desastre.

Analisando 54 indicadores das 10 dimensões já referidas, e confrontado as perdas e ganhos dos estados no decênio pretérito, a Macroplan concluiu que Pernambuco ganhou 103 posições, seguido por São Paulo que ganhou 101. O Pará, nesse quesito, foi o campeão de ponta cabeça: perdeu 116 posições no decênio. Nenhum outro estado perdeu mais que o Pará.

Shot 014

O mapa acima não indica regressão absoluta dos índices aferidos, mas traduz que esses estados perderam posição relativa comparados com os estados que tiveram melhor desempenho na melhoria das 10 dimensões.

No caso do Pará, o número negativo ratifica o sentimento popular de que aqui é a terra do “já teve”, e isso se acentua cada vez mais com o passar do tempo, pois o estado não tem conseguido encontrar instrumentos para alavancar o seu desenvolvimento.

> Desempenho dos estados da Região Norte

Na média de desempenhos positivos e negativos em determinadas áreas, o relatório da Macroplan divide o Brasil em regiões. No quadro resumido da Região Norte, o Pará não aparece com alto desempenho em nenhuma das áreas pesquisadas:

Shot 016

Mas aparece com baixo desempenho em 5 de 6 áreas pesquisadas:

Shot 017

As tabelas acima, elaboradas pela Macroplan, não indicam regressão nos índices apontados, mas traduzem alto, ou baixo desempenho na alavancagem desses itens.

> Boas práticas de gestão

O relatório aponta práticas de gestão a serem observadas por estados que ainda não conseguiram colocar os pingos nos is. Esse ponto deveria ser leitura obrigatória aos governadores, pois vejo alguns gastarem fortunas tentando reinventar a roda, quando poderiam adaptar experiências já provadas como resolutivas.

Os mapas dessa seção, apontam experiências bem sucedidas nas 10 dimensões estudadas. O Pará tem apenas uma experiência bem sucedida a oferecer dentro das “Boas práticas para redução da violência”, na ação “Inteligência prisional”, que são os “Mutirões da Defensoria Pública”.

Parabéns à Defensoria Pública do Pará que, de fato, com seus mutirões, presta um grande serviço à sociedade, pois nas nossas cadeias, quanto mais tempo passar um preso, mais tempo ele terá para se especializar em práticas criminosas e corre o risco de sair de lá já com a carteira assinada pelo mundo do crime.

O relatório da Macroplan, para quem se interessa por um retrato sumarizado da Federação, é um documento que merece ser lido com atenção. Para ler o seu inteiro teor (arquivo em PDF, 361 páginas e 18 MB) clique aqui.

8 comentários:

  1. Falando nisso, quando o nobre deputado retorna para a Defensoria Publica. Estamos aguardando, venha escolher seu gabinete.

    ResponderExcluir
  2. Vejam m dos motivos:
    Estou preocupado com a tolerância da sociedade paraense a ilegalidade. Alguns resolvem cometer e viver na ilegalidade, as instituições e pessoas sabem, mas ninguém toma providências.

    Pior é quando uma instituição do porte e da importância do Poder Legislativo adota a ilegalidade como prática, ai a vaca está indo pro brejo.

    É o caso do suplente de deputado Parsifal Pontes que não foi eleito e, no entanto está exercendo o mandato como se deputado fosse.

    Parsifal ocupa na vaga do deputado eleito Anaisse que está licenciado. A Assembléia Legislativa paga o salários dos dois.

    O Regimento Interno da Casa Legislativa determina de forma clara e solar, no artigo 86, as três únicas hipóteses da convocação do suplente:

    Art. 86. Dar-se-á convocação de Suplente nos casos de:
    I - vaga;
    II - licença de Deputado, por período superior a cento e vinte dias, por motivo de doença;
    III - investidura do titular nas funções referidas no art. 98, I, da Constituição Estadual.

    A convocação do suplente de deputado, Parsifal Pontes só podia ter ocorrido por licença prevista no inciso II, uma vez que é público e notório que o Deputado Anaisse não exerce qualquer cargo de secretário e a vaga de que trata o inciso primeiro é motivada pela cassação, renúncia ou morte, o que não é o caso.

    É público que o deputado Anaisse não está doente, pois apresenta seu programa na RBA diariamente, anda pelas comunidades angariando apoio para a reeleição. Então, que molecagem é essa?

    Apelo aos membros do Ministério Público que desmoralizem essa palhaçada e peçam uma pericia médica, convoquem o Anaisse para assumir o mandato ou cassem o mandato dele definitivamente e deixem o suplente no lugar de vez como quer o cacique político deles. Mas, por favor, não façam isso com o povo do Pará. Estamos pagando bons salários para vocês produzirem a nossa defesa.

    Ah, não esqueçam de defender-me, pois eles, através de seus muitos meios de comunicação, vão atacar-me violentamente depois desta nota. Mais eu nuca tive medo de ataques, só de injustiças. Também já vou avisando que não vou aceitar comentários agressivos, não adianta tentar.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Você tem certeza que não está preso em algum lugar do passado? Ou estava em coma há 5 anos e só acordou hoje?

      Excluir
  3. Deputado, o Governo do Estado do Pará está paralisado, todo mundo está vendo! não precisa de consultoria para dizer isso. Veja na área de controle por exemplo, nenhum trabalho de fiscalização foi feito no período 2011/2014, a Auditoria Geral do Estado que poderia auxiliar no acompanhamento do cumprimento das metas, está praticamente fechando as portas. Os agentes públicos de controle estão esperando até hoje a valorização e capacitação prometida no inicio do governo pelo tal de Amoras. O Governador reeleito prometeu mudanças e profissionalização da administração pública, esperamos que pelo menos na área de controle, que permeia por todas as demais, tenhamos coisa melhor!

    ResponderExcluir
  4. Pra você ver o que um desgoverno de 4 anos pode causar em um estado. Foi esse o resultado que o PT de Ana Júlia nos deixou. Ainda bem que o povo do Pará foi sábio e não errou demovo: já pensou mais 4 anos agora com um BARBALHO?

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. E os 4 antes dela? E os 4 depois dela? E os próximos?

      Excluir
    2. Os próximos serão como os últimos 4 anos. Gastando muiiiita grana com o marqueteiro e com o jornal oficial mostrar um Pará irreal e o mais importante, guardar grana pra comprar votos pra eleição do sucessor.. POBRE PARÁ !

      Excluir
    3. Anônimo 15:49

      Podemos trocar impressões sobre o governo Ana Júlia Carepa.

      1. Ela teve a coragem e a decência de cumprir a constituição e colocar no serviço público apenas quem foi aprovado em concurso público; e o Ministério Público (que não era subserviente quanto é no governo Jatene) teve a sua participação. Jatene retomou as contratações eleitoreiras sem concurso público e até hoje ninguém viu a cara de um promotor lá no governo cobrando o cumprimento da lei.

      2. Valorização do servidor público - inclusive com recuperação de perdas salariais sofridas nos governos anteriores, inclusive no primeiro governo de Simão Jatene; pagamento do vale refeição; índices de reajuste salarial muito... muito acima do que Jatene e Almir deram.

      3. Ana Júlia cumpriu a constituição ao obter verbas federais para o projeto da Nova
      Santa Casa, que seria um hospital de alta complexidade (o papel do estado); mas veio o Jatene, a obra acabou custando o dobro, e tudo o que fizeram foi uma enorme maternidade, ou seja um serviço de baixa/média complexidade (que é papel do município). Ana Júlia desencaixotou o acelerador linear que jatene e Almir haviam condenado à ferrugem lá no depósito da SESPA situado na Tv Humaitá, debaixo de meio metro de água empoçada.

      4. O H. Jean Bittar virou um puxadinho do HOL, sem nenhum investimento em alta complexidade no tratamento do câncer (como fez Ana Júlia ao instalar o acelerador linear) - aliás, o que se ouve são queixas de pacientes que não estão recebendo os caríssimos medicamentos que vão lhes restituir a saúde e a chance de ter a vida prolongada. Tudo isso porque doente em tratamento não contribui para caixa 2 do partido e nem dá IBOPE.

      5. O H. Metropolitano cura do trauma, mas o resto é com a família - e tem sido assim desde o início. Não recuperam a fala, não recuperam a consciência, não recuperam os movimentos, não recuperam as funções fisiológicas incontinentes, nem ao menos aceitam o paciente de volta para a retirada de sondas. Sabia que no governo Helder Barbalho muita gente arrumava comprovante de residencia de Ananindeua para ter direito a tratamento fisioterápico domiciliar com todos os materiais gratuitos?

      Excluir

Comentários em CAIXA ALTA são convertidos para minúsculas. Há um filtro que glosa termos indevidos, substituindo-os por asteriscos.