06/11/2014

Eleições, plebiscitos, dores de cabeça e maconha

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As eleições norte-americanas vão além do que escolhas de candidatos. Nelas os estados fazem consultas populares sobre os mais diversos temas.

Nessa terça-feira (4) alguns estados promoveram plebiscitos sobre nomes de ruas, legalização do aborto, aumento do salário mínimo e legalização da maconha para uso recreativo, ou seja, liberar a erva não apenas para uso medicinal, o que já é permitido em 23 estados.

Os eleitores dos estados de Oregon, Alasca e Washington e do Distrito de Colúmbia, onde está  a capital dos EUA, Washington, D.C. aprovaram o uso da maconha para recreação, o que quer dizer que será legal puxar um baseado em frente à Casa Branca.

A Flórida, onde o plebiscito tratava da legalização apenas para uso medicinal, recusou a medida, mesmo com a propaganda patrocinada pelos democratas sugerindo que a erva diminui os sintomas de “alguns tipos de câncer, esclerose múltipla, esclerose lateral amiotrófica, glaucoma, hepatite C, HIV, doença de Crohn e mal de Parkinson”.

Os que defendiam o “Não” alegaram que os efeitos colaterais não estão devidamente esclarecidos.

Bem, se alguém ler, antes, a bula de qualquer medicamento, e acreditar que os efeitos colaterais ali descritos ocorrerão, provavelmente jogará a bula fora e o remédio junto.

Isso me lembra uma conversa em roda de café, quando perguntávamos uns aos outros que remédio tomávamos para dor de cabeça: foram desfilados vários analgésicos. Na hora do dito cujo, ele tascou, sem cerimônias, que o dele era orgânico e plantado por ele mesmo.

Qual? Obviamente perguntou-se. Ao que ele retrucou:

- Maconha. Um trago em um baseado de boa qualidade e a dor de cabeça vai embora, deixando uma sensação muito melhor do que esses analgésicos cheios de química nos quais vocês se viciaram.

Caiu o pano. Fiquem com as controvérsias.

6 comentários:

  1. é óbvio que deveria ser legalizado o uso recreativo da erva, como deve ser regulamentado o jogo e ainda a prostituição no país! deixamos de arrecadar milhões de reais em impostos que poderiam ser investidos em propagandas educativas sobre os temas.
    poderia ainda, ser diminuida a carga tributária já que haveria uma compensação estrondosa desses 3 mercados. E, principalmente que as 3 coisas citadas acimas podem ser encontradas em qualquer esquina e tudo na ilegalidade e com um clima estranho! entao deixemos de hipocrisia e tampar o sol com a peneira.

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  2. E esse seu amigo não sabe que maconha vicia?

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    1. Sim, tudo vicia, inclusive blogs.

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    2. o nosso amigo anonimo fez um comentário de uma criança de 7 anos de idade...por isso a discussão no país de qualuqer tema mais palpitante nao flui!!

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  3. Parsifal, a cidade de Washington não está dentro do Estado de Washington (onde fizeram o plebiscito). A cidade fica no leste e o estado fica no extremo noroeste. Logo, não dá pra fumar em frente da Casa Branca

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    1. Podem sim. Mas eu me expressei mal e engoli o D.C. Na verdade, além dos estados citados, os eleitores do Distrito de Colúmbia, onde fica a cidade de Washington, também aprovaram o uso recreativo da maconha. Vou emendar o texto.
      Mas para ser purista, você tem razão. O "em frente à Casa Branca" é apenas uma força de expressão, pois a liberação é para uso recreativo privado, ou seja, não se pode acender o baseado em áreas públicas, o que quer dizer que o Obama pode fumar maconha dentro da Casa Branca, mas não na frente dela.

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