11/08/2014

Profissões de baixa qualificação respondem por metade da geração de empregos no Brasil

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A economia globalizada e competitiva já impõe o seu modelo de produtividade nas empresas privadas nacionais e cada vez mais o Brasil corta cargos intermediários no organograma empresarial.

Matéria da Folha de S. Paulo reporta que “dos 72 diferentes tipos de supervisor, apenas 3 geraram vagas” nos últimos 4 anos, onde a maior oferta está nas atividades de baixa qualificação e, portanto baixa remuneração.

A busca por maior pegada a menor custo gera a gradual extinção de alguns cargos antes prestigiados. De 2007 a 2013, por exemplo, foram fechadas 89.405 vagas de supervisor administrativo, o que segue sendo prática em demais cargos similares, conforme tabela abaixo:

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Desvela a reportagem que, de 2007 a 2013, metade dos 9,4 milhões de empregos com carteira assinada criados no Brasil são profissões do chamado “chão de fábrica”, o que agregou pouco movimento na microeconomia e é parte da parca resposta da macroeconomia, destarte os esforços que a equipe econômica tem despendido para dar torque ao PIB.

Abaixo, a distribuição de 50% da criação de empregos no Brasil, de 2007 a 2013, as respectivas remunerações e o saldo dos empregos de cada categoria.

Observa-se na tabela que, à exceção do assistente administrativo, todas as demais remunerações estão abaixo dos mil reais e pouco acima do salário mínimo (R$ 724,00), o que revela uma economia com largos horizontes se o governo conseguisse dar torque à qualificação da mão de obra e ao crescimento da macroeconomia.

Impressiona-me, portanto, que o debate econômico não tenha lugar de destaque na corrida presidencial. 

2 comentários:

  1. Parsifal;

    Guenta aí pessoal, que eu vou dar o endereço da assessora do Zenaldo, lá nos altos do mercado de carne, que ela vai aproveitar muitos desses 'supervisores' na prefeitura de Belém. Não precisa ter experiência nem competência.

    Por falar em contratações (eleitoreiras), os moradores da Av. Pedro Miranda estão comentando que nunca viram tanta gente contratada pela prefeitura de Belém somente para aparar a grama dos canteiros centrais. São dois cortando, 16 segurando redes laterais, 28 varrendo, uns 12 sem fazer nada (supervisionando?). Tudo isso num lugar só.

    Acho que a Sra. Mara deveria contratar mais uns 16 só para despejar as saúvas dos enormes ninhos que lá foram construídos; e uns 4 supervisores para supervisionarem essa turma.

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  2. Belém tá gerando muitos empregos pra juventude tipo: camelô de DVD pirata e rolpas falsificadas, cobrador de transporte clandestino, auxiliar de traficante, comerciante de lanches em bicicletas, vendedor de lojas de 1,99 e bombons nos ônibus.

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