04/08/2014

Apenas a inteligência vence a barbárie

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Na postagem “Faroeste caboclo”, onde se desvela a face da violência de um policial contra um feirante, não surpreende a opção da maioria dos comentaristas em dar guarida à truculência policial, pois vivemos acuados pela ineficiência do sistema de segurança pública.

Em tal ambiente, o cidadão tende a se tornar violento nas ideias e proposições, na rude lógica de que para se conter um doido basta mandar um doido e meio.

A força bruta não deve ser uma regra e nem uma solução. Apenas a inteligência vence a barbárie e a inteligência não é um dom, mas um aprendizado. A escola precisa aprender como ensinar inteligência, para que o Brasil rompa a era da mera informação e inaugure um novo patamar civilizatório.

O texto abaixo foi um comentário inteligente retirado da postagem em comento. Infelizmente anônimo, por isso dei-me a liberdade de corrigir para melhor leitura, o que, inobstante, não lhe retirou um milímetro da compreensão do autor:     

Infelizmente a violência vende. E muito…

7 comentários:

  1. Parsifal;

    Não apoio a violência, mas compreendo o que sente e o que diz a sociedade, desencantada com a classe política que governa este estado, sempre ocupadíssima em reunir apoiadores de campanhas políticas, para renovações de mandato, e esquemas de desvio de recursos públicos, etc; enquanto ignora a urgente necessidade de fazer um trabalho sério em segurança pública.

    Garanto a voce que a minha rua, de uns 2 anos para cá, tornou-se um local de estágio para dezenas assaltantes classe iniciante - aqueles que não têm coragem de enfrentar policial nem em cima de bicicleta e armado apenas com cassetete. Se estão aqui é porque o comandante da polícia deve estar ocupado demais com o governador tratando de planos de poder e não bota a polícia nas ruas. Fazer o quê?

    Enquanto a policia estiver trancada nos quartéis e a justiça abrir as portas das cadeias para bandido voltar serelepe e saltitante para as ruas, fica difícil convencer as pessoas de que 'justiça por conta própria' é incivilidade, e que a violência chama mais violência.

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  2. Sou o autor. Meu nome é Denis Sampaio. Quanto as correções seriam necessárias, não deu tempo de revisar. Nao precisa postar este comentário, obviamente. Meu whatsapp 55 91 8186 4041. Abraço

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  3. Muito bom o texto. Apenas um comentário. Não se ouve falar constantemente de casos de violência envolvendo policiais federais , pois estes já entram com nível superior em sua carreira. No Pará a policia civil já é em todas as carreiras de nível superior, apesar de se pagar ainda um salário de nível médio. O numero de policiais federais não chega a 10% do numero de policiais militares no pará,por isso pouco aparecem noticias desses sendo vítimas da violência.

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  4. Mais uma manifestação acontece na rua Osvaldo C Brito com a Bernardo Sayão. Em decorrência de mais um atropelamento com vitima fatal ocorrido ontem e causado por uma van de transporte clandestino. O condutor não era habilitado e com veículo totalmente irregular. O mais grave é que há inúmeros garotos dirigindo esse tipo de transporte as vezes em alta velocidade. Há inúmeras denúncia nos meios desses condutores que dão conta de que os agentes da Ctbel cobram propina pra libera-los. Veículos com documentação irregular, sem licenciamento do tacógrafo e na maioria caindo aos pedaços infestam áreas do Ver o Peso, Jurunas, guamá. Quadro dramático e prenúncio de que irá causar mais problemas no transito e vitimas.

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  5. Francisco Marcio04/08/2014 13:36

    Excelente postagem deputado. O que me entristece é que V. Exa absorveu inteligência suficiente para ser um dos motores para proposição das soluções apontadas.
    Mas ao invés de colaborar para as mudanças, V.Exa agarra-se com um grupo político que é verdade, não é pior do que o atual, mas também nada de diferente é, ou seja, continuará mais do mesmo.
    E por que falo isso? Porque respeito sua habilidade, sua inteligência, mas não vejo uma proposição efetiva de contribuição para mudanças, vejo apenas interesse em privilegiar seu grupo político.

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    1. Não se iluda (eu não me iludo). Enquanto o sistema político-eleitoral do Brasil for este, de uma proto democracia, que serviu para dar ignição ao processo institucional, não faremos o upgrade necessário para consolidar um sistema menos permissivo. As proto democracias como a nossa geram apenas grupos de poder e não grupos de formulações de políticas públicas.
      Eu, como todo político, acosto-me a um grupo de poder, pois não há política fora deles, e tento fazer as formulações políticas dentro desse grupo, e isso é um processo lento e centrípeto.
      Sim, procuro privilegiar a chegado do grupo ao qual pertenço, ao poder e não enxergo nenhum outro, como você bem expõem, que seja melhor que ele, mesmo pelo simples fato de ser ele ao qual eu pertenço e onde as minhas formulações políticas têm melhores chances de, pelo menos, serem lidas, pois em outros, ou fora dele, apoliticamente, nem lidas serão.
      Há sim, e muitas, proposições efetivas para mudanças, e na política há aqueles que executam e há aqueles que formulam: os dois são importantes, pois a teoria sempre precede a prática.
      O nosso problema, o do Brasil, é que há poucos ouvidos para ouvir, pois a esmagadora maioria dos políticos está, no avacalhado sistema, demasiadamente ocupado em conquistar o poder e fazer de tudo para permanecer nele, e esse exercício, além de dispendioso, toma 25 horas do dia de qualquer executivo.

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  6. Infelizmente tenho a reconhecer a ineficiência do estado por obra e culpa nossa. Quando vejo gente em uma fila querendo tirar proveito e passar à frente de outros, quando vejo gente chegar a agência bancária ou qualquer setor, que emita a senha de acesso a atendimento, e pega um monte de senha para depois repassar a amigos, isso me deixa enojado. É angustiante ver pessoas querendo se dar bem. Desde pequenos até grandes. O que fazer para reverter tal situação que agora chega em nossas ruas e casas, como a violência desenfreada. Fico triste quando vejo situações como aquela moça em Minas, formada em direito, querendo passar no concurso da polícia para favorecer ao seu noivo: traficante e bandido. Torço por um mundo melhor, com uma revolução que inicie em casa, nas escolas e porque não nos quartéis da Polícia Militar e Delegacias (desmilitarização já!).

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