05/06/2014

Brasil é o país com menor média de crescimento econômico da América Latina

Tenho sido um contumaz crítico da política macroeconômica do governo Dilma Rousseff, que com medidas equivocadas e a insistência em manter um ministro anêmico na Fazenda, matém o Brasil sem pegada econômica suficiente para romper o baixo crescimento econômico que o país amarga.

O resultado disso é que o governo Dilma Rousseff, segundo as medições do FMI, chegará ao final do quatriênio 2011/2014 com um crescimento médio na casa dos 2% ao ano, um do menores dos países do G20:

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Em se fechando os dados comparativos às maiores economias da América Latina, o Brasil amarga a menor taxa média de crescimento do bloco no quatriênio 2011/2014:

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Mesmo com a leucemia econômica que tomou conta do Brasil nos últimos 18 meses, que fez com que os investimentos viessem ao rés do chão, por pura falta de confiança na macroeconomia por parte do empresariado nacional e dos players internacionais, o Brasil ainda apresenta crescimento médio, no quatriênio 2011/2014, maior que as economias avançadas. A União Europeia, por exemplo, amarga o pior crescimento do período:

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A taxa média do Brasil, todavia, como se vê no gráfico acima, é menos da metade daquela conseguida pelos emergentes, bloco no qual o Brasil ainda margeia e com os quais guarda similaridades macroeconômicas.

Aconselha-se, portanto, que os valetes de ouros do Governo Federal, deem uma olhada no que se faz nos demais países do bloco, para tentar averiguar onde estamos patinando.

Os gráficos foram trazido da “Folha de S. Paulo” que os coletou nas planilhas do FMI.

2 comentários:

  1. Prezada Parsifal,

    A política macroeconomica do governo federal se prende essencialmente ao controle dos níveis de preços da economia (Inflação). Não deixemos de ponderar a importancia do carro chefe do governo que se chama PROGRAMA BOLSA FAMILIA. Oficializou-se a compra de votos, o anacronismo das relações de trabalho e enterrou de uma vez por todas minhas esperanças de um governo estruturalista e não emergencialista. Lembre-se que o Programa Bolsa Familía não se sustenta com niveis de preços incontralaveis, pois o pobre coitado e mal informado pensa que o feijão e o arroz basta para sua sobrevivencia digno, que situação desumana. Tal fato leva a uma política macroeconomica desvirtuada e voltada essencialmente para este controle e manuntençao de tal status quo.

    Forte Abraço.

    Arthur Anaissi

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  2. Sr. Artur, e a sua análise sobre as isenções fiscais e renuncia para os setores automotivos. Não se encaixam em política emergencialista? Por que o incomoda mais o Programa Bosa família do que os bilhões em renuncia fiscal concedida a montadoras estrangeiras que vão mandar o lucro para as suas sedes? Qual a política emergencialista que, de fato, sustenta a economia real que é mais vantajosa aos brasileiros? Por favor, estou cheia de achismos, quero dados econômicos.

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