10/04/2014

Soluços de ética ou ares britânicos?

Ou ares britânicos ruflam sobre a política brasileira ou fomos acometidos por uma câimbra ética.

Dois episódios ocorridos ontem (9) autorizam a alternância: a renúncia do deputado federal André Vargas (PT-PR) à vice-presidência da Câmara Federal e a desistência do senador Gim Argello (PTB-DF) de concorrer a uma vaga no Tribunal de Contas da União.

> André Vargas

André Vargas, metido em relações perigosas com Alberto Youssef, doleiro preso na Operação Lava Jato, da PF, já se licenciara do mandato no início da semana, mas isso não foi o suficiente: o Conselho de Ética da Câmara abriu ontem (9) processo disciplinar que pode culminar-lhe na cassação.

A PF afirma que Youssef “é um dos chefes de esquema de lavagem de dinheiro que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões de forma suspeita” e Vargas se deixou flagrar em uma viagem de Londrina a João Pessoa, em um jatinho pago por Yussef. Ainda, um grampo autorizado pela Justiça Federal, revela Vargas conversando com Youssef sobre negócios de um laboratório com o Ministério da Saúde.

Abaixo um infográfico elaborado pela “Folha”, sobre as goteiras de Vargas:

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> Gim Argello

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Condenado em 1ª e 2ª instâncias por supostas irregularidades à época em que presidiu a Câmara Legislativa do Distrito Federal, e sujeito de 6 inquéritos no Supremo Tribunal Federal, o senador Gim Argello (PTB-DF) não resistiu à cerrada pressão da oposição e da União dos Auditores Federais do Controle Externo contra a sua indicação, pela base do governo, a uma vaga aberta de ministro do Tribunal de Contas da União.

"Eu respondo a quatro inquéritos. Nunca fui condenado em absolutamente nada. Precisa ter tranquilidade, presidente, não tem nenhuma condenação. Não tem um processo no Supremo, tem investigações", declarou Argello ao abrir mão da sua indicação que, segundo os opositores dela, não preenche o requisito da “reputação ilibada”.

3 comentários:

  1. Aos poucos...os malfeitos ..."oh raça!" ... vão ficando mais difícies de se tornarem em pizza.

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  2. Não são ares britânicos ruflando ou, muito menos, câimbra ética, mas apenas táticas para tentar minimizar a repercussão negativa. O Petista saiu para não criar mais problemas ao partido em ano eleitoral, o outro canalha, provavelmente, percebeu que como Ministro do TCU ele sempre ia ficar em evidência e sempre teria alguém correndo atrás das suas negociatas. Eles sempre jogam o barro na parede, mas nem sempre cola.

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  3. E por aqui dane-se a REPUTAÇÃO ILIBADA para o Tribunal da Corrupção (TCE e TCM) todos neste Governo e no da outra a ALEPA elegeu gente sem requisitos do art. 119 da CE e ninguém arguiu judicialmente, salvo, o tal do advogado que nem era dos quadros do TCM mas esta de molho junto com outra Ação Popular contra o atual presidente do TCM nas mão da Presidente do TJE. Fazer o que? Levante de Junho, da juventude, neles no Judiciário brasileiro.

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