15/03/2014

Aécio Neves, o autoritário

O senador Aécio Neves (PSDB-MG), pré-candidato à presidência da República, lançou-se em uma aventura inglória e antidemocrática: requereu ao Judiciário paulista “que sejam removidos das redes sociais e dos sites da busca da internet os links e perfis que ligam seu nome a temas como uso de entorpecentes e desvio de verbas públicas.”.

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A desembargadora do TJE-SP, a quem a ação foi distribuída, negou a liminar pedida por Aécio, que visava censurar o Google, Yahoo e o Bing, os motores de buscas mais usados pelos brasileiros.

O pedido é inconstitucional, pois constitui censura prévia aos buscadores, restando ao senador Neves contratar um farejador para localizar quem o difama e processa-lo nos termos da lei. Almejar colocar mordaça na rede é totalitarismo em estado bruto, do tipo praticado em Pequim, Havana, Teerã, Coreia do Norte e todos as demais ditaduras do Globo.

A atitude revela, ainda, uma ingenuidade tecnológica: não é possível represar retorno de buscas especificamente difamatórias, pois os algoritmos ainda são demais rústicos para entender o pragmatismo linguístico.

Para não entregar os resultados, uma rotina de verificação deveria conter as referências indesejadas mais o nome de Aécio Neves nas ocorrências vetadas, o que também vetaria as mesmas combinações com referências abonadoras.

Se há uma referência de que Aécio usa drogas, a rotina de verificação vetaria a entrega da busca; se há uma referência de que Aécio fez um pronunciamento no qual se declarou contrário ao uso de drogas, a rotina, da mesma forma, vetaria a entrega da busca.

Será que ele estava em transe quando encomendou a ação ou ele é autoritário mesmo são?

10 comentários:

  1. Pois é! democracia, transparência e financiamento de campanha com R$ de jogos ilegais e obras públicas, são bons na casa dos outros; na minha, é melhor ter uma cortina bem grossa.

    Não sabia que tucano fazia parte dos animais do jogo do bicho! Vale a teoria do domínio dos fatos?

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  2. Aécio e praia será que ele deixa?

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  3. Claro que não, a praia dele é outra.

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  4. guilherme de marabá16/03/2014 08:26

    em transe é , tava era lombrado mermo

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  5. Ridícula a sua sugestão de que ele estaria 'em transe'. Assim, o sr. joga água no moinho dos difamadores.
    Aliás, sempre achei que o Direito deve ser usado em prol da Justiça e não pra proteger caluniadores e difamadores.

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    1. E onde está escrito ou posto que o Direito protege caluniadores e difamadores? Não. O Direito protege a Justiça. Se o senador quiser processar quem o calunia ou o difama deve usar o direito para faze-lo. O Direito só não pode, e nem deve, ser usado por ele para censurar quem quer que seja de dizer o que quiser, pois não há previsão legal para cerceamento da liberdade de expressão.
      Você dizer que acha ridículo o uso da palavra "transe" é apenas um desabafo seu, mas o senador Neves, se entender que eu quis difama-lo com isso, pode me processar: é um direito dele.

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    2. É a velha história: "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço". Não foi o precandidato do PMDB que tentou calar na Justiça há poucos dias em Belém um radialista que falava mal dele?

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    3. Quando você me ver tentando censurar previamente alguém na Justiça, volte aqui e repita a sua "faça o que eu digo mas não faça o que eu faço". Por enquanto, a sua frase não tem cabimento algum aqui.

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    4. Não. É só para lembrar como age o PMDB. Igualzinho o PSDB do Aécio.

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  6. Sua principal adjetivo é ser neto do Tancredo Neves, age como neto mimado, se falarem de mim vou contar pra minha mãe, ou meu avô.

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