03/02/2014

A trágica morte do maior documentarista brasileiro

Uma expressão genuína da palavra tragédia”, assim definiu o delegado-chefe da Divisão de Homicídios do Rio, Rivaldo Barbosa, o assassinato do maior documentarista do Brasil, o cineasta Eduardo Coutinho, ocorrido ontem (2) no Rio de Janeiro.

Shot002

Eduardo, 81 anos, dirigiu 25 filmes e documentários, entre eles “Cabra marcado para morrer”, que no início seria um filme sobre a vida de João Teixeira, líder camponês da Paraíba assassinado em 1962. O golpe militar de 1964 interrompeu a produção, que só foi retomada, em forma de documentário, em 1981.

> Cena de filme de terror

Ao chegar ao apartamento de Coutinho, chamada pelo porteiro do prédio, a polícia encontrou uma cena de filme de terror: o corpo do cineasta embebia-se em uma poça de sangue e a esposa dele, Maria Coutinho, 62 anos, agoniava  gravemente ferida por cinco perfurações à faca. Maria esgrime com a morte no hospital.

O autor da tragédia é o filho de Eduardo, Daniel Coutinho, 41 anos, portador de esquizofrenia, que após os crimes tentou suicídio, esfaqueando-se duas vezes.

A última vez que vi, e ouvi, Coutinho foi em uma entrevista no programa "Starte", da Globonews, em 2012.

2 comentários:

  1. Essa tragédia que não foi ficção, me faz lamentar mais ainda pela morte do cineasta.

    ResponderExcluir
  2. Queria acabar com todas as concessões, inclusive das igrejas? Sei. As igrejas brasileiras são as que mais benefícios traz a esse país e à sociedade. Não sabia o que estava falando. Não quer ver pastores na TV? Muda de canal, ora.

    ResponderExcluir

Comentários em CAIXA ALTA são convertidos para minúsculas. Há um filtro que glosa termos indevidos, substituindo-os por asteriscos.