13/01/2014

TAM diz que a pista de Val-de-Cans não é segura com chuva; a Infraero diz que é. E o usuário?

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Desde a última quarta-feira (8) até ontem (12), a TAM protagonizou o caos no aeroporto Val-de-Cans com o cancelamento ou mudança de rota e horários de pelo menos 36 voos.

> TAM: pista insegura com chuva

A TAM divulgou nota justificando as ocorrências: o acúmulo de água na pista do aeroporto, ocasionado pelas pesadas chuvas no período.

O motivo, portanto, segundo a TAM, é a segurança do voo, pois é fato que o acúmulo de água na pista no momento do pouso pode causar aquaplanagem, quando a aeronave desliza sobre a lâmina d’água sem que o piloto possa ter controle sobre a direção e sentidos comandados. Isso pode causar tragédias.

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A justificativa da TAM lança grave repto à direção da Infraero em Belém, que a um custo R$ 5,6 milhões acabou de concluir - 15 de dezembro – uma reforma na pista principal de Val-de-Cans, que incluiu a troca do asfalto e da sinalização para melhorar a segurança dos pousos e decolagens.

> Infraero: pista segura com chuva

A direção da Infraero em Belém replicou a nota da TAM declarando que a pista está dentro de todos os padrões de segurança aeronáuticas e sugere vulnerabilidade nas razões da TAM, ao afirmar que as demais companhias aéreas, GOL e AZUL, estão operando normalmente nas mesmas condições em que a TAM se recusa a operar.

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> E nós?

É fato que a TAM não causaria o estrago que está patrocinando a si mesma gratuitamente, assim como é fato que a GOL e a AZUL não operariam de forma temerária, arriscando a vida dos seus passageiros e funcionários apenas para cumprir os seus horários.

Há direito difuso envolvido na querela e o Ministério Público Federal, toma, desde ontem (12), sentindo da situação, apurando o que de fato está ocorrendo, pois não basta aos passageiros opinarem por trocar as suas preferências por outra empresa aérea, pois não sabem exatamente, se são as lentes da TAM que estão aumentadas ou se as da Infraero e demais empresas é que estão diminuídas.

6 comentários:

  1. Isso é muito complicado minha filha chegou sábado a tarde em voo da tam que havia sido cancelado na sexta dizendo a Companhia por problemas em Belém! E quem se responsabiliza por qualquer acidente que houver? Pois com esta questão tornada pública as demais companhias que operam no aeroporto tem que nos informar porque continuam operando. Ou...?

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  2. Parsifal, e a autoridades paraenses, governador, prefeito de Belém, não se preocupam com isso? Não se manifestam, não exigem uma atitude da ANAC? Será que eles não enxergam? Que isto não só prejudica somente o cidadão paraense, mas a imagem do Estado?

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  3. Deputado, isso é um boicote dos pilotos! Semana passada, um avião derrapou ao pousar aqui e a TAM emitiu nota meio que culpando o piloto! Por isso eles estão fazeno esse boicote!

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  4. Incompetência do Infraero que executou o recapeamento das pistas de forma açodada deixando formar água nas pistas. O Safety da TAM agiu corretamente em determinar que seus aviões evitem pousar em Belém. Não podemos esquecer a lambança que está mesma Infraero fez naquele fatídico acidente da TAM, com a pista sem o tal "groove" em Congonhas, com este mesmo Avião A 320. Infelizmente sobra pra nós pagarmos o pato, ou melhor virar literalmente o pato.

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  5. VAL-DE CÃES TROCA UM CÉU DE BRIGADEIRO POR UM CEO QUE BRIGA


    Curto e grosso, as pistas possuem pontos críticos , Infraero e Anac sabem , dos serviços contratados de recuperação do pavimento não foi executado mais que 30% embora a revitalização nas outras áreas onde não tem espessura para correção do acumulo de água chegou a 90%.

    Desde 15 de Dezembro que forças ocultas na junção de Infraero e Anac protegem a empresa contratada ao mandarem paralisar a obra para que o cronograma físico financeiro não cause prejuízos financeiros a GEOPLAN , o motivo é simples no inverno a produção em pavimentação asfaltica cai para menos de 50%.

    A TAM já teve um problema serio aqui em Val-de-Câes que não causou outro dana a não ser aos pneus que estouraram por pericia do piloto, isso aconteceu com o voo procedente de Brasília no final da tarde do dia 8 de janeiro de 2012 e noticiado com exclusividade no Diário do Pará.

    Tal fato foi que gerou o conhecimento de que as pistas do Val-de-Câes não eram seguras quando havia precipitação pluviométrica “INDEPENDENTE DA INTENSIDADE” , os pilotos para realizarem um pouso com segurança tem que PASMEM tocar o solo de maneira que se a aquaplanagem acontecer ( e acontece) de maneira intensa a aeronave se direcione ao lado onde a película tenha menor espessura!

    Como apenas a área onde a aeronave ( ponto de contato inicial) toca o solo foi recuperada ,qual o motivo que faz Infraero e Anac não obrigarem a empresa a retomar seu trabalho,quem deveria ser protegido , o lucro da empresa GEOPLAN ou a vida dos passageiros?

    A TAM quer que o CÉU espere por seus passageiros, mas o CEO das outras não podem esperar pelo lucro!



    ((((MCB))))

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  6. a TAM com certeza está com a razão...a empresa nao ia criar sem nenhuma justificativa uma crise para ela mesma!!

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